<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128</id><updated>2011-04-21T17:28:38.215-07:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-2258801291291829239</id><published>2008-09-15T21:21:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T21:23:55.778-07:00</updated><title type='text'>República da inveja e do pavor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4965"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4965&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 10 de junho de 2006 &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Os homens enfurecidos que saem às ruas para roubar, seqüestrar e matar não o fazem por fome nem por falta de oportunidades e sim, por uma inconfessável e profunda inveja. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse artigo foi escrito em solidariedade a mais um brasileiro morto pelas mãos das Forças Armadas Criminosas que atuam livremente em nosso país. Rodrigo Netto, guitarrista da banda Detonautas foi morto em tentativa de assalto, na zona norte do Rio de janeiro, no domingo, dia 4 de junho, quando voltava para casa da festa de 90 anos de sua tia-avó. Estavam no carro, junto com ele, o irmão Rafael Netto, que também foi baleado e está hospitalizado, e a aniversariante, que não foi atingida pelos disparos dos assaltantes. Às vésperas da Copa do Mundo, os brasileiros estarão a torcer por um Brasil que não existe – um nome vazio, sem Estado de Direito; um pedaço de terra governado de fora para dentro para os que dele se apossaram. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estamos nós brasileiros a ser vítimas de um genocídio escandalosamente público contra o qual não temos a menor condição de reagir, porque o mundo inteiro insiste, criminosa e maquiavelicamente, em dizer que a criminalidade que tomou as ruas e todas as esferas sociais do país é fruto das desigualdades sócio-econômicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mentira deslavada! Ela é resultado de anos e anos de uma propaganda sórdida que disseminou culpa e vergonha do que são e do que têm entre as pessoas que trabalharam duro e honestamente por tudo aquilo que conquistaram, ou ainda entre os que pecaram por nascer em berços mais afortunados. Simultaneamente, colocou na cabeça dos que talvez tivessem que se esforçar mais ainda para conquistar as mesmas coisas, que os mais abastados tinham a obrigação "cívica, moral e cristã" de repartir o que quer que tenham conseguido – o que fez com que os primeiros acabassem pensando que isso tivesse que ser obrigatoriamente feito por bem ou por mal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Culpa e inveja foram manipulados para que se travestissem de senso de justiça. Senso esse que, ainda que deturpado, repousa nos mesmos argumentos sobre os quais o fazem as conquistas sociais que realmente tenham contribuído para trazer mais justiça para o convívio social, na evolução da humanidade. Um bom exemplo disso, dentro desse processo evolutivo, foram as mudanças que ocorreram nas sociedades em que prevalecia o privilégio hereditário e não a competência para o desenvolvimento político, social e econômico dos indivíduos que nela viviam. Foi um progresso, sem dúvida. Mas, quando desapareceram os princípios hereditários, entretanto, surgiram as inevitáveis diferenças individuais (competência, habilidade, ambição, etc.) que acabaram por criar discrepâncias de status tão enormes quanto as que eram produzidas pela estratificação hereditária da sociedade. Não há como negar que tanto a hereditariedade quanto o igualitarismo já demonstraram proteger os incompetentes – a primeira por motivos óbvios e o segundo por acabar penalizando os mais competentes, exigindo que os indivíduos sejam tratados em grupos ou categorias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;"Cansei de dizer para ele se desfazer daquele carro de luxo porque despertava a cobiça das pessoas" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Taxista Gilberto Silva Neto, 65 anos, pai do músico morto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O igualitarismo faz com que os indivíduos transfiram para o social o fardo insuportável de sua própria incompetência. Isso se dá no plano virtual. No plano real, o Estado "justiçador" se encarrega de inibir a ascensão da competência, muito especialmente da que está intimamente relacionada com a inteligência. Uma coisa é certa: um indivíduo "intelectualmente desprivilegiado" que faz sucesso e ascende social e economicamente provoca muito menos inveja e representa uma ameaça muito menor ao &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; estabelecido do que um cérebro privilegiado nas mesmas condições .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A ideologia que está por trás do fomento da luta de classes nada mais é do que a forma de manipular e de convencer milhões de pessoas a atribuírem ao Estado uma função reguladora e mediadora que na realidade não faz parte de sua imposição originária, que é a de garantir a segurança daqueles que têm que educar, cuidar, tratar e pesquisar (na retaguarda da sociedade), para que os que tenham que produzir riqueza e gerar desenvolvimento possam fazê-lo &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em paz. O"&gt;em paz. O&lt;/st1:personname&gt; mais imbecil de todos os seres humanos sabe que o maior dos entraves para o desenvolvimento em qualquer sociedade é a falta de segurança. O resto vem depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;"Organizei a festa e agora me sinto até um pouco culpado"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; - O padrinho de Rodrigo, José Antônio Neto, 56 anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A figura do Estado regulador, marxista por excelência, é a forma que os sedentos de poder (invejosos incompetentes) encontraram para obter dinheiro dos que trabalham para distribuir o mínimo necessário a fim de manter um exército de aspirantes a dias melhores sob constante controle. Fingem que distribuem riqueza, mas o fazem na medida de alimentar uma esperança de ascensão sócio-econômica que jamais virá, para uma multidão de pobres emburrecidos, não pela falta de educação mas, ao contrário, muitas vezes através dela própria, com um sistema de ensino que tira das massas as condições de refletir e de pesquisar, e que serve como instrumento de dominação por lavagem cerebral. É o maior estelionato da história da humanidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A manipulação da inveja e da culpa travestidas de justiça social engessou os pobres na posição de incompetentes e de incapazes, para extrair da já sabida frustração que essa condição produz, o ódio necessário que alimenta a também sabidamente falsa, necessidade permanente da luta de classes. Dividir para dominar, tirar dos homens a confiança em seus instintos e fazer com que uns tenham pavor dos outros (impedindo, pois, a sua aproximação) é o terreno fértil para plantar e deixar enraizar o Estado "justiçador" – para imensurável delírio dos que dele se apoderam para viver como reis, do trabalho de uns e da miséria de todos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Taxação excessiva, confisco, desapropriação, nacionalização e outras tantas medidas do gênero são praticadas pelo Estado "justiçador", com intuito de empobrecer os mais ricos e não de enriquecer os pobres. Quando organizada e levada às últimas conseqüências, a inveja, sob o manto de "justiça social", com a bandeira do igualitarismo, conduz ao autoritarismo estatal para expropriar os invejados daquilo que têm para que os invejosos conquistem aquilo que nunca tiveram competência para produzir ou obter por meios legítimos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;"Esse aqui é mais um cidadão brasileiro, mais uma pessoa de bem que foi vítima dessa violência que está por ai, por causa desses que roubam o dinheiro da gente e ninguém faz nada" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém, o despotismo estatal não pode evitar que alguns indivíduos tenham desempenho superior ao de outros, porque, ao contrário do que insistem em tornar verdade, os homens não são iguais – POR NATUREZA. Reparem que, apesar de o Estado tentar suprimir toda e qualquer forma de distinção, as próprias pessoas, individualmente, elegem para si os melhores médicos, os professores mais competentes, os artistas que mais lhe agradam e assim por diante. A desigualdade de desempenho leva à desigualdade de compensação. Só há uma maneira de seqüestrar o livre desenvolvimento da competência individual do cidadão: instalando o terror, a insegurança. É por isso que o Estado autoritário "justiçador" em processo de implantação precisa do caos e do terror promovidos pelo crime organizado, desde os congressistas aos assaltantes de rua, passando pelos movimentos "populares" organizados (UNE, MST, etc.). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O líder do grupo musical &lt;i&gt;Detonautas&lt;/i&gt;, Tico Santa Cruz, no enterro de Rodrigo, disse à &lt;i&gt;TV Bandeirantes&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;"São os trabalhadores, a gente honesta deste país, que estão freqüentando os cemitérios para enterrar seus mortos, vítimas da violência e do descaso das autoridades"&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Impedido de criar e de produzir tanto pelo excesso de burocracia e taxação como pela insegurança instalada, os indivíduos que poderiam usar sua competência, não só para evoluir pessoalmente, mas também para promover o desenvolvimento econômico-social, vêem-se impossibilitados de atuar e, conseqüentemente, forçados a permanecer estagnados na posição social em que se encontram. Eu poderia passar horas falando das conseqüências desse tipo de ciclo vicioso mas vou apenas lembrar de um episódio da vida nacional: quando o Presidente Fernando Collor de Mello promoveu o confisco monetário, logo no primeiro dia de seu mandato, muitos pobres comemoraram, não por melhorarem de vida, mas porque adoraram ver os ricos desesperados dizendo que estavam pobres. Aos poucos, quando começaram a ser sumariamente demitidos, em massa, descobriram que estavam a comemorar a própria desgraça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Os homens enfurecidos que saem às ruas para roubar, seqüestrar e matar não o fazem por fome nem por falta de oportunidades e sim, por uma inconfessável (talvez até inconsciente) e profunda inveja. Nada do que venham a ter os fará parar de matar porque o que não suportam é a simples presença física daqueles que eles julgam superiores, não pelo que têm, mas pelo que são. E isso não é coisa que se possa tirar de ninguém a não ser quando se lhe tira a própria vida. Matar a felicidade – essa é a razão da violência que estamos a assistir nesse país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-2258801291291829239?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/2258801291291829239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=2258801291291829239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2258801291291829239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2258801291291829239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/repblica-da-inveja-e-do-pavor.html' title='República da inveja e do pavor'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-4883879336424939326</id><published>2008-09-15T21:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T21:21:13.645-07:00</updated><title type='text'>Seqüências lógicas inexplicáveis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4913"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4913&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 27 de maio de 2006&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; A seqüência coordenada de fatos vai construindo um cenário extremamente confuso na mente da maior parte da população, que acaba por lhe impedir a formação de uma só opinião segura a respeito de qualquer assunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;No nosso cotidiano as coisas costumam acontecer desordenadamente, mesmo que no final de cada dia possamos descrever uma seqüência lógica (ainda que essa lógica esteja sob a ótica particular de cada um) de acontecimentos, de ações e de reações. Ou seja, conforme interagimos com o que vai se apresentando diante de nós, vamos escrevendo a nossa estória que acaba sendo determinada por uma conjunção de fatores: a maneira como reagimos aos estímulos, os nossos valores, a nossa disponibilidade financeira, etc. As coisas não acontecem em nossas vidas de forma ordenada, uma de cada vez, ou uma em concordância com a outra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vamos apelar para um exemplo. A gente acorda e sai para trabalhar. No caminho, um imprevisto: o carro enguiça. Pronto, já bagunçou toda a nossa agenda. Colocamos nossa atenção e esforço para resolver aquele problema e tentar retomar as atividades que estavam dentro das previsões. Suponhamos que esse esforço seja interrompido pelo telefonema de um filho que não esteja se sentindo bem na escola e que nos pede para ir buscá-lo. Na verdade o desfecho dessa estória não vem ao caso. O que nos interessa é que na vida de cada um de nós, as coisas acontecem paralelamente e não ficam a esperar que um problema se resolva para que outro apareça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Imaginem, então, ampliando esse raciocínio, como deve ser o dia a dia de um homem que trabalhe na presidência de um país como o Brasil. Não é preciso ser nenhum gênio para concluir que milhares de coisas aconteçam ao mesmo tempo, a maioria delas sem conexão umas com as outras e de caráter os mais diversos possíveis. A OPEP não pede autorização para aumentar o preço do petróleo, o ciclone tropical por sua vez, não espera que o país analise a questão dos reflexos desse aumento na economia, para varrer uma cidade do Rio Grande do Sul, causando enormes prejuízos. Assim, as coisas vão acontecendo atropeladamente... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, nos últimos quatro anos, os grandes acontecimentos de repercussão nacional não parecem estar respeitando essa cadência natural de simultaneidade. Ao contrário: manifesta-se um extraordinário fenômeno de ordenamento seqüencial digno do estudo dos mais proeminentes profissionais do mundo nas áreas de História e de Ciência Política. Os fatos que abalam o país, bem como suas conseqüências imediatas, acontecem de maneira ordenada, um de cada vez, ficam em evidência por períodos que variam entre 15 e 40 dias e são intercalados por apreensiva expectativa e pelas constantes revelações de abusos, corrupção e ilegalidades praticadas pelos governantes do país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo bem. Na realidade as coisas não acontecem assim. Mas, o importante é que parecem que desta forma o fazem, na medida em que o noticiário oculta sistematicamente aquilo que não convém ao esquerdismo que serve e ainda faz o favor de, ao noticiar o que lhe parece conveniente, ou o inevitável, o fazer de maneira vergonhosamente distorcida e às vezes pior: mente mesmo. Temos assistido, principalmente na TV, a operação de um fabuloso laboratório de lavagem cerebral que faz questão absoluta de desinformar informando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A coisa funciona como um tratamento de choque intermitente - posto que tudo parece estar metodicamente planejado. Reparem nesta seqüência, por exemplo: Palocci e o caseiro, até a demissão do Ministro; MST/Via Campesina invadem o horto florestal da empresa Aracruz Celulose; Evo Morales e a Petrobrás; MST/CUT/UNE ameaçam desencadear desordem pública caso o projeto de impeachment de Lula prossiga; e São Paulo vitimado pelo terrorismo - com destaque para a ligação ideológico-estratégica entre os três últimos fatos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É como se o MST desse seu recado e parasse temporariamente de agir para que entrasse &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em cena Evo Morales."&gt;em cena Evo Morales.&lt;/st1:personname&gt; De repente o índio boliviano dá um tempo para abaixar a poeira e o PCC ataca São Paulo, coincidentemente quando a sociedade começa a se mobilizar em manifestações populares por todo o Brasil - omitidas ou no mínimo muito mal destacadas pela mídia - e quando acontece um grande encontro em prol da democracia, no coração de São Paulo, o &lt;i&gt;Seminário Sobre Democracia Liberal - Democracia, Liberdade e o Império da Lei. &lt;/i&gt;Uma sincronia muito pouco provável entre acontecimentos aparentemente independentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pior. Essa seqüência coordenada de fatos vai construindo um cenário extremamente confuso na mente da maior parte da população, que acaba por lhe impedir a formação de uma só opinião segura a respeito de qualquer assunto que seja, uma vez que a realidade acontece de uma forma e o partido do governo, ajudado pela mídia de grande alcance, desmente oralmente aquilo que se está a ver acontecer. Uma covardia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O aparelhamento de parte do Estado e da mídia permite que a esquerda comuno-populista permaneça no comando do país. Qualquer esforço no sentido de reagir aos desmandos dessa gente é imediatamente combatido, ora pelo uso do aparato fiscal e/ou policial, ora pela manipulação de informações disseminadas na mídia (inclusive com omissões criminosas) ou ainda pela coordenação de ações terroristas - evidenciando o uso da indústria da pobreza, da onguinização e do crime organizado para impor o medo e não só permanecer no poder como também ampliá-lo cada vez mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois disso tudo, Lula ainda é o favorito nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas esta semana. Só tem uma explicação e ela foi muito bem articulada no discurso de abertura do &lt;i&gt;Seminário Sobre Democracia Liberal&lt;/i&gt;, do Dr. Heitor De Paola, citando Alexander Tyler: &lt;i&gt;"Uma democracia não pode existir como uma forma permanente de governo. Só pode existir até que os eleitores descubram que podem votar por mais dinheiro do tesouro público para si mesmos. Deste momento em diante a maioria sempre votará nos candidatos que prometem a distribuição de mais dinheiro do tesouro público, tendo como resultado que uma democracia sempre acaba em razão de políticas fiscais frouxas, liberais e irresponsáveis e são seguidas por uma ditadura".&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que eu espero, sinceramente, que o eleitor, apesar de não estar entendendo nada muito bem, seja levado a votar no sentido de acabar com essa sensação de mal-estar que se abate sobre ele, ao ver tanta sujeira, tanto disse-me-disse e tanta euforia em torno de números positivos na economia que definitivamente não retratam o seu cotidiano. Brasileiro não gosta de guerra, nem de bombas e muito menos de festival de desgraça e destruição. Pode ser que isso conte na hora de votar - se é que nessa altura do campeonato ainda possa haver confiança na lisura e na segurança das urnas e do processo eleitoral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-4883879336424939326?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/4883879336424939326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=4883879336424939326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4883879336424939326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4883879336424939326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/seqncias-lgicas-inexplicveis.html' title='Seqüências lógicas inexplicáveis'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-1866205320752569137</id><published>2008-09-15T21:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T21:18:51.774-07:00</updated><title type='text'>Um recado: poder ou guerra civil</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4881"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4881&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 19 de maio de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Que tributo é esse do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Fantástico&lt;/i&gt; ao "seu guarda", que a mídia e os sucessivos governos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;esquerdo-falso-democratas&lt;/i&gt; passaram anos fazendo o favor de reduzir a "troglodita mal pago e corrupto"? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Não me venham com essa estória de caras e caretas de quem está surpreso e horrorizado diante do espetáculo de violência e terrorismo que o crime organizado está promovendo &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e que já se espalha por outros Estados do país. Isto está prometido há muito tempo e não é nada mais que a versão urbana do que vem sendo feito pelo MST e por outras organizações do gênero fora dos grandes centros urbanos. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os objetivos são claros. O primeiro deles é mostrar que Geraldo Alckmin foi incompetente no Governo de SP ao tratar das questões de segurança pública, inclusive no que concerne à prevenção da criminalidade, principalmente pelas vias do investimento em educação, tão apregoado por aqueles que se escudam no discurso que associa criminalidade à falta de instrução, para justificar a própria condescendência explícita em relação ao crime organizado. Na primeira oportunidade que teve, antes mesmo de retornar de Viena, onde recebeu da imprensa mundial o título de "humilhado do ano", o Presidente Lula não se deu nem ao trabalho de disfarçar: &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Choque de gestão&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (expressão muito utilizada por Alckmin) &lt;i&gt;significa cortar gasto, significa mandar gente embora. Eu prefiro utilizar um choque de inclusão"..." Na hora em que você não investe em escola, vai ter de investir depois numa cadeia"&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Apedeutista tem que apelar para isso mesmo, já que as quantias e os motivos que envolvem o nome do ex-Governador de SP em supostos casos de corrupção ou de conduta ilícita beiram o ridículo, se comparadas às práticas do PT - mais do que evidentemente conhecidas pelo Presidente, antes de se tornarem públicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O governo retrógrado esquerdopata do PT – aquele que foi alçado ao poder pelas vias democráticas - acabou. O que vimos assistindo é um golpe de Estado de uma quadrilha organizada, de fora para dentro do país, para permanecer no poder. Falta de apelo popular, de povo nas ruas, é o que alegam as mais diferentes Instituições – hipócritas – para não fazer o que deve ser feito em nome do Estado de Direito democrático da República Federativa do Brasil. Não há outra saída para o povo brasileiro, abandonado por todos aqueles que poderiam agir, senão o caminho das manifestações em massa, pelas ruas do país, para deixar claro, pela enésima vez na História, que o Brasil não quer o populismo comunista.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa é a segunda razão do terrorismo urbano: impedir que as pessoas venham às ruas, pelo medo da violência e da crueldade dos agentes do crime organizado – como se a primeira das razões não fosse sórdida o bastante. O negócio das transferências de presos é cortina de fumaça – quando muito, motivo para unir o útil ao agradável. Na cartilha pela qual esse pessoal "lê" – coisa de guerrilheiro profissional – há um sem número de evidências de como o crime comum, organizado, pode servir às forças políticas (Fidel e Hugo Chávez que o digam). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São 45 rebeliões em presídios espalhados pelo país, com 200 pessoas mantidas como reféns. Foram, até agora, 150 atentados a bases e postos policiais de SP, sendo 20 deles fora da capital paulista. Nove terminais de ônibus estão fechados e 80 ônibus foram queimados, na grande São Paulo. Treze agências bancárias atacadas. Segundo boletins da Secretaria de Segurança de São Paulo, a ação terrorista já provocou a morte de 70 pessoas – a maioria delas policiais vitimados pela ação covarde de bandidos, em emboscadas e ataques gratuitos. Um soldado do 2º Grupamento dos Bombeiros, &lt;st1:personname st="on" productid="em Campos Elíseos"&gt;em Campos Elíseos&lt;/st1:personname&gt;, região central da cidade de SP, foi friamente alvejado, na madrugada de sábado (13/05), por homens armados que atiraram contra a portaria do quartel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há muito que venho dizendo que a maior herança do Governo petista seria a divisão do povo brasileiro. Acertei na mosca. Não há limites na luta pelo poder: ou fica tudo como está ou viveremos uma guerra civil para devolver o Brasil aos brasileiros e para retomar os rumos da democracia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dizem que nunca é tarde... Às vezes é. O &lt;/span&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1196277-4005,00.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tributo aos policiais feito pelo &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, na noite do domingo, 14 de maio, chega muito tarde, sim, depois de o programa dominical passar anos a fio dando voz a toda uma infinidade de pessoas que só fazem lucrar com a manutenção do esquerdismo mentiroso que levou ao governo da nação a corja de bandidos que está hoje no poder e ainda de dar um imenso e valioso espaço a todos aqueles defensores dos direitos humanos de criminosos (o que seria menos grave se não fosse em detrimento de suas vítimas). Agora está cheio de valentes comunicadores espalhados pela mídia falando que houve excessos na condução das políticas de direitos humanos no Brasil. Houve sim, todo mundo sabia e a mídia tem muita responsabilidade sobre a situação desastrosa em que se encontra nosso país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na hora de execrar publicamente a imagem dos policiais que invadem presídios para acabar com rebeliões de lunáticos assassinos, não sabem o que estão a fazer? Na hora de exibir "Falcões" com apocalípticas coitadizações de gente que opta pelo crime, não sabem o que estão a fazer? Na hora de debochar da ação de militares do Exército que estavam, na medida do possível, mostrando reação à atuação de bandidos contra quartéis das FFAA, não sabiam o que estavam a fazer? Na hora de dar voz a promotores do MP que entraram com processo contra a ação do Exército no RJ, por suposta violação de direitos humanos, não sabem o que estão a fazer? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que indignação é essa? Que tributo é esse do &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt; ao "seu guarda", que a mídia e os sucessivos governos &lt;i&gt;esquerdo-falso-democratas&lt;/i&gt; passaram anos fazendo o favor de reduzir a "troglodita mal pago e corrupto"? Tributo não é suficiente. Mostrar a verdade que está por trás do esquerdismo revanchista que reina no país, tentando escrever mentira no lugar de história, seria apenas o começo de um tardio e merecido pedido de desculpas, aos homens que deram e dão suas vidas pela liberdade de todos os brasileiros – inclusive pela daqueles que os massacram nos jornais, no rádio e na TV. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No enterro de um destes policiais, já não me lembro de qual deles – infelizmente – um menino de 5 anos chamava pelo pai, aos gritos entrecortados pelos soluços do choro de infinita dor e tristeza, enquanto acompanhava o caixão que levava o corpo do seu herói amado. Espero que os gritos do menino atormentem a consciência de todos os covardes omissos deste país, pela eternidade. Desejaria o mesmo para os assassinos e traidores da pátria, mas jamais serei capaz de compreender do que é feita a consciência dessa gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-1866205320752569137?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/1866205320752569137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=1866205320752569137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1866205320752569137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1866205320752569137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/um-recado-poder-ou-guerra-civil.html' title='Um recado: poder ou guerra civil'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-2652497808747728564</id><published>2008-09-15T20:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T21:14:47.586-07:00</updated><title type='text'>Acorda Gigante!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4837"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4837&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 07 de maio de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Que reação mais contundente é essa que muitos esperam ver, diante dos desmandos petistas? O povo nas ruas? Ora, o povo não vai às ruas sozinho. Deve haver uma organização por trás da sua movimentação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Vamos ser claros de uma vez por todas: o aparelho petista (com destaque para CUT, UNE e MST) e a coligação latino-americana da ditadura populista já deixaram evidente que, nas próximas eleições, só pode dar Lula, por bem ou por mal. O próprio auto-ungido líder dessa aliança latino-americana, Hugo Chavez, presidente da Venezuela, veio ao Brasil e disse que, agora, devemos ficar com Lula e, depois, que venha Stédile (um dos líderes nacionais do MST), como seu sucessor "natural" (1). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi em Curitiba, ao falar para uma multidão de militantes da Via Campesina, MST, sindicalistas e estudantes que Chávez, além de chamar Lula de "herói do Brasil", defendeu a reeleição do "companheiro", dizendo que os movimentos populares não podem permitir que a direita volte ao poder. O PFL (Partido da Frente Liberal) denunciou que o presidente venezuelano tem um "projeto" para o Brasil que passa pela reeleição de Lula, pela atuação urbana do MST (com a ocupação de áreas não edificadas e de residências consideradas de luxo), pelo controle das Universidades (transformando-as em bases de ação) (2) e pelo controle de ao menos uma rede de comunicação de massa (comprando redes de rádio e TV, com dinheiro venezuelano). Chavez já estaria ajudando a campanha de Lula com o pagamento de &lt;i&gt;marketeiros&lt;/i&gt; que estariam servindo ao candidato. Um dos coordenadores "informais" da tal campanha seria o senhor José Dirceu de Oliveira (é ele mesmo!) que, inclusive, já teria negociado com o mandatário da Venezuela um "gás" de US$ 4 milhões de&lt;b&gt; &lt;/b&gt;dólares para manter o PT no Planalto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A mim muito me admira que as pessoas estejam todas estarrecidas com a falta de reação do povo, para cobrar atitudes mais severas por parte do Congresso e de outras Instituições, diante dos desmandos do PT e da divulgação dos sucessivos casos de corrupção e crimes praticados pelo atual governo, principalmente depois da denúncia do Procurador Geral da República, Antonio Fernando Souza, afirmando claramente que 40 pessoas, intimamente relacionadas com o atual Presidente, formaram uma quadrilha de cujos atos o maior beneficiário teria sido o próprio Presidente, não só para chegar ao poder, como para se manter nele por longos anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, parece que parte da imprensa, do Congresso, do Ministério Público e da Polícia Federal têm feito tudo que esteja ao alcance da legalidade para escancarar a criminalidade governamental através de denúncias, de pressão política, de investigações e até de indiciamentos de inúmeras pessoas por diversos crimes. Ou mal ou bem, políticos foram cassados e figuras importantes do governo perderam seus cargos. O governo é que está usando o "aparelhamento militante" que montou na sociedade e no Estado brasileiros para impedir que, dentro da legalidade e do regime democrático, seja possível colocar um ponto final nisso que insistem em chamar de "crise política", quando na verdade todos sabemos tratar-se de um golpe no Estado, para tomar o poder e fazer do Brasil uma ditadura branca disfarçada de democracia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que reação mais contundente é essa que muitos esperam ver? O povo nas ruas? Ora, o povo não vai às ruas sozinho. Deve haver uma organização por trás da sua movimentação. Quem coloca a população na rua para protestar são movimentos organizados, devidamente financiados, e que, ainda por cima, possam contar com o apoio e incentivo da mídia de grande alcance, principalmente a televisiva. Foi assim com as &lt;i&gt;Diretas Já&lt;/i&gt; e com os &lt;i&gt;Caras Pintadas&lt;/i&gt;, no episódio do impeachment do Presidente Collor. Espero sinceramente que, nesta altura do campeonato, ninguém ainda ache que toda aquela gente na rua tenha sido obra do sentimento incontrolável de indignação e de patriotismo de cada um. A própria organização petista tem muito a ver com tudo aquilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora não é mais assim. Primeiro, porque grande parte da imprensa está inteiramente envolvida com o projeto de poder do PT. Segundo, porque há muitas "vítimas" no empresariado, no Congresso e dentro das próprias Instituições, de material de chantagem do partidão – velha e conhecida tática comunista. Roberto Jefferson manifestou-se como exceção ao "abrir o jogo e dar a cara a tapa" e, por isso mesmo, foi logo emparedado (ainda que justamente, como deveria ter acontecido com todos os envolvidos – coisa que não vem ocorrendo) e serviu de exemplo. Nesse mesmo sentido (o de servir de exemplo), temos ainda Celso Daniel (ex-Prefeito de Santo André), oito testemunhas do caso de seqüestro e morte desse ex-prefeito, e Toninho do PT (ex-Prefeito de Campinas) – todos assassinados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em terceiro lugar, e o mais grave de todos os motivos, é o medo. Não há condições de segurança para que haja uma mobilização de pessoas ordeiras para exigir punições, responsabilização de Lula sobre os crimes contra a Nação ou mesmo manifestações explícitas de que os brasileiros não querem Hugo Chávez dando palpites aqui dentro de nosso país, como se fosse o quintal da Venezuela. Uma coisa é ir para as ruas e correr o risco de ser preso ou de tomar umas cacetadas da Polícia. Outra coisa bem diferente, é ser agredido por agentes mandados do tráfico de drogas, em algumas cidades e por fanáticos radicais alucinados (muitos dos quais treinados com táticas de guerrilha urbana - a milícia petista), que não estejam sob as limitações da lei para agir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É isso que ninguém ousa dizer ou admitir: estamos perdendo o Brasil para um bando de recrutas armados de ideologia comunista, radicalismo, ódio e violência – todos escancaradamente financiados pelo "Estado do PT", com dinheiro dos cofres públicos e quiçá vindo de fora do País. Reféns da fantasia revanchista e da falsa democracia que toda a sociedade ajudou a construir - por omissão ou conivência - nas escolas, nas universidades, na mídia e em todos os cantos, as pessoas não têm coragem de admitir que, novamente, precisam de um braço armado para tirar os lunático-populisto-comunistas do poder (que elas mesmas lhes entregaram, pelas mãos da democracia). Ninguém admite que 1964 esteja batendo à porta do Brasil outra vez e que, afinal, ao que parece, algumas das prisões e das perseguições feitas durante os chamados "anos de chumbo" não eram tão injustificadas assim, já que está cada vez mais evidente que muitos dos que diziam estar lutando pela democracia, hoje demonstram que não são tão democratas quanto se diziam ser e muito menos tão éticos e honestos quanto se faziam parecer. (O presidente da Comissão de Anistia, Marcello Lavenère, outro dia deu 100.000 reais de indenização a José Genoino, por exemplo, um dos onze petistas denunciados pelo procurador-geral da República, como assaltante dos cofres públicos). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é possível que ainda haja quem acredite que essa gente vá largar o poder pelos resultados das urnas (se é que se possa confiar nelas). Nada é capaz de parar essas pessoas. Basta olhar para o que está acontecendo à nossa volta: José Dirceu circula para lá e para cá, articulando, por fora, a campanha para a reeleição de Lula; Paulo Okamoto segue, até hoje, blindado por "forças judiciais", sem explicar como e porquê pagava as contas de Lula; Antônio Palocci vive nababescamente, bem acima de suas posses, apesar de já ter sido indiciado em vários inquéritos policiais e de não mais fazer parte do Governo. Pior: Lula, em discurso para petistas no 13º Encontro Nacional do PT, no dia 28 de abril, cita nominalmente estes "companheiros" como vítimas de perseguição política, que nada fizeram de errado – diga-se: intensamente aplaudido por correligionários e militantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Presidente passeia em campanha velada, falando mentiras aos quatro cantos do País, com dinheiro da União, sem que nada seja feito para colocar um ponto final nisso. Lula distribui o Bolsa Família para comprar o voto de miseráveis e de aproveitadores, xinga fazendeiros de caloteiros e mente que as elites capitalistas não querem que ele faça um governo para melhorar as condições de vida do povo – incoerentemente, como se capitalista não gostasse e nem precisasse de um povo consumidor. Ao mesmo tempo, o Presidente usa o dinheiro público para financiar uma milícia de arruaceiros que ameaçam a sociedade com seus atos de vandalismo e sua violência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Em Porto Alegre"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Em Porto Alegre&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;, por exemplo, no dia 21 de abril, grevistas do Sindicato dos Servidores do Ministério da Fazenda (Sindfaz) ficaram feridos depois de serem agredidos por uma tropa de petistas "especializada" em destruir materiais e espancar pessoas que "se atrevam" a fazer manifestações contra o governo. A polícia interveio e controlou a situação prendendo cinco agressores - pelo menos um deles era integrante do Sindicato dos Metalúrgicos. Outro exemplo: em Recife (PE), no dia 20 de abril, dois policiais foram perseguidos e espancados com paus e pedras por militantes do MST. Para se proteger, eles deram tiros para o ar. Uma das balas atingiu a mão de Jaime Amorim, coordenador estadual do movimento. Os militantes do MST faziam uma passeata, antes da abertura do 2º Fórum Social Brasileiro. A polícia estava entre os participantes do ato, na busca de Ivaldo Santos, do MST pernambucano. Ao tentar prendê-lo, os policiais foram agredidos pelos agricultores. Um cinegrafista também foi espancado. A Polícia Civil vai investigar o episódio. Estes são apenas dois dos muitos casos de violência contra brasileiros que tentam manifestar-se desfavoravelmente ao governo petista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todo mundo sabe que, em reunião do Conselho Federal da OAB, marcada para o próximo dia 8 de maio, será votado relatório para analisar a viabilidade jurídica de uma ação por crime de responsabilidade contra Lula. Para quem clama por reações, esta é uma reação legal da sociedade, representada pela OAB. Esboçam-se, desde já, as reações. Lula mandou um recado: "&lt;i&gt;Se vierem com essa conversa de impeachment, vou para as ruas denunciar que querem dar um golpe de Estado&lt;/i&gt;". É claro que o presidente está demonstrando claramente que não abrirá mão do recurso à estratégia chavista (3) de dividir a sociedade para continuar reinando. Divisão esta, aliás, que terá sido a única obra realmente bem feita pelo atual governo – legado que os brasileiros terão muita dificuldade para combater e pelo qual será lembrado o desastre do governo petista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;João Felício, presidente da CUT, disse em entrevista ao &lt;i&gt;Blog do Josias&lt;/i&gt;: "&lt;i&gt;Se algum tresloucado neoliberal avançar nessa direção &lt;/i&gt;(a de aprovar um pedido de impeachment de Lula)&lt;i&gt;, nós vamos reagir"... "Espero que a OAB não entre com uma proposta dessa natureza. Falar em impeachment do Lula é loucura. Vai dividir o país"... "Para pedir impeachment, precisa ter um fato muito concreto. Não pode ter &lt;b&gt;ilação&lt;/b&gt;" &lt;/i&gt;(essa palavra virou moda entre esse pessoal. Lula vive repetindo)...&lt;i&gt; "Na denúncia do Ministério Público não aparece a responsabilização do Lula"... "Quem quiser o poder que vá às urnas. O Lula tem suporte popular. Se for preciso, vamos provar isso. Quem tentar &lt;/i&gt;(pedir o impeachment)&lt;i&gt; vai dar um tiro no pé"... "Temos uma base de associados de 7,2 milhões de trabalhadores"...&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O presidente da OAB, Roberto Busato, respondeu: "&lt;i&gt;O impeachment será analisado de forma isenta, sem procurar a penalização a qualquer custo ou a inocência a um preço de sermos acusados de omissos&lt;/i&gt;". Busato afirmou que a entidade não cederá a pressões políticas, tanto do governo quanto da oposição: "&lt;i&gt;O noticiário da imprensa informa que lideranças que manipulam movimentos populares, mas que se mostram populistas e autoritários em seu perfil e conduta, ameaçam reproduzir em nosso país estratégia de divisão da sociedade caso a crise política brasileira tenha desfecho que lhes desagrade. Ameaçam colocar nas ruas, em franca hostilidade contra as classes média e alta, massas de trabalhadores desempregados e subempregados. Ameaçam em suma a paz pública e tentam intimidar a sociedade civil, sonegando-lhe o direito à livre manifestação. Agem como golpistas e têm o desplante de querer imputar a nós essa pecha, que cabe apenas a eles&lt;/i&gt;".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Representantes de ONG(s) ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (sem personalidade jurídica), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em reunião com o presidente do PT, Ricardo Berzoini, dia 25 de abril, planejam para junho uma grande manifestação pró-Lula, como reação a um eventual pedido de impeachment do presidente, pela OAB. Estas entidades receberam mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos nos primeiros três anos de mandato do Lula (4), sem levar em conta repasses feitos por estatais, que fogem ao controle do Sistema Informatizado de Acompanhamento de gastos federais (Siafi). Para a comemoração do próximo Primeiro de maio, por exemplo, a CUT recebeu da Petrobras e da Caixa Econômica R$ 800 mil (&lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; – 30/04/2006). Em 22 de julho de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="2005, a"&gt;2005, a&lt;/st1:metricconverter&gt; UNE recebeu R$ 770 mil do Ministério da Cultura para atividades culturais (a prestação de contas está em aberto até hoje). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As ONG(s) ligadas ao MST foram as que mais ganharam. A Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), a Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária) e o Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária) receberam, nos três primeiros anos do mandato de Lula, quase R$ 30 milhões. As duas primeiras foram chamadas a devolver R$ 15 milhões aos cofres públicos, pelo TCU, por irregularidades em convênios feitos, em sua maioria, no governo Lula. Entretanto, a Anca já recebeu, só neste ano, R$ 2,9 milhões, segundo registros do Siafi. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Ouvidoria Agrária Nacional revela que o governo petista acumulou 770 invasões a imóveis rurais em todo o país, entre janeiro de 2003 e dezembro de 2005 - 67% (516) das quais organizadas pelo MST. No mesmo período, a quantidade de assassinatos em conflitos agrários avançou 63%. Quando Lula venceu as eleições, no final de 2002, depois de apenas seis meses, a quantidade de famílias acampadas pulou de 60 para 200 mil, sendo a maioria delas do MST. Havia a expectativa de que o governo fizesse a reforma agrária segundo os padrões petistas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em julho de 2003, o TCU mandou suspender o repasse às centrais sindicais, depois de apurar o desvio de dinheiro do Planfor, programa para capacitação profissional. O Ministério do Trabalho apurou desvio de R$ 9,9 milhões por parte da CUT, mas entendeu que a suspensão dos repasses se limitava ao Planfor e manteve os pagamentos destinados ao Plansine, que cuida da recolocação de desempregados no mercado de trabalho. A CUT também vem recebendo repasses do Ministério da Educação para programas de alfabetização. A Força Sindical, também condenada pelo TCU, continuou recebendo dinheiro público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diante de todo este lamentável quadro, as já famosas manifestações indignadas de personalidades públicas como as do ator Lima Duarte, do comentarista Arnaldo Jabor e da atriz Cristiane Torloni ficarão apenas como as que tantos outros brasileiros têm feito pela mídia a fora – expressões isoladas de cunho particular. Porque, dentro da legalidade, tem havido reação sim, como temos visto todos os dias na Internet e na mídia de um modo geral. Se é o povo nas ruas o que falta e o que querem as personalidades indignadas, isso só poderá acontecer sob a proteção de forças policiais ou das Forças Armadas e pela conclamação geral e inflamada, através de um veículo de comunicação de massa – um só que seja. Quem é que vai bancar isso, não só financeiramente, mas também política e particularmente? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senhores, nós brasileiros, pacíficos e democratas em sua maioria, estamos sós. Não temos governo, nem polícia, nem Instituições, nem grupos organizados, nem Forças Armadas e nem figuras políticas que sejam capazes de fazer o impronunciável necessário para lutar por nossa liberdade e pelo nosso Estado democrático. Como bem disse Olavo de Carvalho: "&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4809"&gt;Não há condições, na verdade, para fazer nada contra a elite petista dominante, porque ela personifica historicamente a autoridade moral do esquerdismo, que domina de tal modo os corações e mentes deste país que mesmo os acusadores mais ferozes dos crimes do governo insistem em mantê-la intacta. A construção dessa autoridade postiça... foi ela mesma uma parte integrante da longa e discreta montagem do império petista do crime... Aos descontentes resta apenas o direito de resmungar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;(1) Só para lembrar: Stédile teve função decisiva no episódio da invasão e destruição das instalações da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro (RS), dia 8 de março. O Ministério Público gaúcho denunciou 37 pessoas ligadas ao MST e à Via Campesina por dano e furto qualificados; formação de quadrilha e bando armado; seqüestro e cárcere privado; e lavagem de dinheiro. Um dos acusados é João Pedro Stédile. Esse é o homem de Chávez.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(2) Brasil e Cuba debatem cooperação no ensino superior - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=1085" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=1085&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(3) Há três anos Hugo Chávez, presidente da Venezuela, sentindo-se politicamente acuado, dirigiu-se diretamente ao lumpesinato venezuelano colocando massas de trabalhadores e desempregados nas ruas, em atitude de hostilidade à classe média e às elites. O país viveu meses de turbulência e insegurança. Mostrando comando sobre as massas, Chávez intimidou seus adversários e deu seqüência a seu governo. ( &lt;i&gt;Ruy Fabiano, blog do Noblat &lt;/i&gt;(20/04/06)).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(4) Uma consulta ao Siafi, o sistema informatizado das despesas feitas com o Orçamento Geral da União (OGU), feita pela assessoria do PSDB na Câmara, revela como o governo Lula está aparelhando a CUT e a UNE com recursos públicos, entre os anos de 2003 e 2005. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;table style="WIDTH: 594px; HEIGHT: 187px" cellspacing="2" cellpadding="2" width="594" border="1"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A CUT&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;span style="color:black;"&gt;&lt;strong&gt;A ESCOLA SINDICAL SÃO PAULO/CUT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-element: frame; mso-element-frame-hspace: 7.05pt; mso-element-frame-vspace: 5.0pt; mso-element-wrap: around; mso-element-anchor-vertical: paragraph; mso-element-anchor-horizontal: page; mso-element-left: 36.3pt; mso-element-top: 14.35pt; mso-height-rule: exactly" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A UNE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;2003 &lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 4.640.201,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 600.000,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;2004&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 12.656.840,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 1.060.000,00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 400.000,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;2005&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 13.150.363,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 55.000,00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ 1.270.649,00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-2652497808747728564?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/2652497808747728564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=2652497808747728564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2652497808747728564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2652497808747728564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/acorda-gigante.html' title='Acorda Gigante!'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-5591480140472425252</id><published>2008-09-15T20:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:53:49.167-07:00</updated><title type='text'>A consciência de Judas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4779"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4779&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 17 de abril de 2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Transformar Judas em personagem fundamental da missão de Jesus é de uma incapacidade de compreensão fantástica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Não vejo ninguém tentando dizer que umbandistas não devam acreditar nos seus rituais. Tampouco vejo os espíritas sendo perseguidos para provar que exista reencarnação – ao contrário, em muitos filmes e novelas, o fenômeno é posto acima de qualquer suspeita, mesmo que não haja nenhuma prova contundente de sua existência. Budistas também não são forçados a dar maiores explicações sobre a fé que possuem nas sucessivas reencarnações de Buda. Assim funciona em relação a todas as crenças religiosas ou ritualistas do planeta. Entretanto, para com os Católicos (e com os cristãos de um modo geral), o tratamento dispensado pelas diferentes culturas e pela mídia é bem diferente: eles são permanentemente chamados a ter que provar como lógico e verdadeiro tudo aquilo em que dizem crer. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Igreja Católica, igualmente, vive sob intensa pressão para mudar de opinião em relação a questões de comportamento e em relação às regras que impõe para admitir fiéis, padres e freiras. Há muitos anos, Lutero, insatisfeito com a Igreja, fundou o Protestantismo. Muitos judeus não se converteram ao Cristianismo por não acreditarem que Jesus seja o Messias que está nas profecias bíblicas. A questão é simples: ninguém obriga ninguém a ser católico ou cristão, de maneira que quem decidir sê-lo não tem que ficar dando satisfações sobre sua escolha e muito menos tendo que provar que suas crenças sejam verdadeiras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É bem verdade que os 2,1 bilhões de cristãos que existem no mundo sejam, entre outras coisas, uma pedra no sapato de comunistas e daqueles que sonham em ver a humanidade sob uma espécie de seita universal (unânime, racional e relativista) – que faça da "religião" um instrumento de adaptação de Deus aos desejos e necessidades dos homens (e não o contrário). Talvez (vamos ser benevolentes) por isso exista esta insistência (vamos ser benevolentes outra vez) em questionar sobre aquilo em que crêem os cristãos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A última investida contra aquilo que faz parte da fé cristã é a revelação de um manuscrito do século IV, que transcreve um outro do século I, escrito por membros da seita gnóstica cainita, um movimento religioso que misturava misticismo e filosofia. É o "evangelho" de Judas, cuja existência já teria sido admitida por S. Irineu, no texto &lt;i&gt;Contra as Heresias&lt;/i&gt;, escrito no ano de 180 d.C. Na visão dos cainitas, a traição de Judas Iscariotes faria parte do plano de Deus, descrito em profecias, já que sem ela não haveria salvação para os homens - portanto, ele teria seguido um desígnio divino e, se não podia fugir de seu destino, não teria traído Jesus, mas sim ajudado o Mestre a cumprir Sua missão. Puro exercício de racionalização. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse tipo de pensamento passa pela cabeça de qualquer criança de dez anos, um pouco mais interessada e aplicada nas aulas de catecismo. Faz parte do raciocínio lógico do ser humano. Entretanto, todos nós aprendemos, com o tempo que, quando se trata de fé e religião, nem sempre conseguimos encontrar explicações lógicas para fatos e crenças – são os dogmas. Eis o mistério da fé! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, no caso específico da traição de Judas, bastam alguns instantes de reflexão para que coloquemos as coisas em seus devidos lugares. O que vem a ser uma profecia? Profecia é a revelação de algo que irá acontecer. Reparem: as profecias não determinam as coisas que vão acontecer, elas simplesmente fazem uma descrição. As profecias de Zacarias (11:12 e 11:13) e as descritas nos Salmos (41:9) falam sim, das trinta moedas e da traição do amigo de Jesus, mas descrevendo o que iria acontecer e não pretendendo determinar o que deveria acontecer. Há uma grande diferença. Afinal, se não vier a acontecer o que diz uma profecia, ela deixa de sê-lo, passando a ser uma especulação, uma probabilidade. Portanto, não cabe atribuir culpa ou responsabilidades sobre profecias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fato de Judas ter traído Jesus veio a comprovar que o que estava escrito a esse respeito nas Sagradas Escrituras era realmente profecia. A traição foi, sim, opção daquele apóstolo, por achar que Jesus não era o Messias que libertaria seu povo do domínio romano, para que surgisse o esperado Reino de Israel. Judas ficou decepcionado com Jesus e jamais conseguiu compreender a missão do Mestre Salvador. O Mal venceu em Judas, como ainda o faz em muitos dos homens que habitam hoje entre nós. O Mal existe e pretende vencer Deus, mostrando que a criatura não resiste ao livre arbítrio. Jesus deu todas as chances para que Judas se redimisse de suas intenções (todas elas bem conhecidas por Jesus), mas não o impediu nem o subjugou. Judas traiu Jesus porque quis e com plena consciência do que estava fazendo. Se houve, depois de trair o Mestre, algum arrependimento por parte do 12° apóstolo, não saberemos jamais – de certo que se tiver havido, com sinceridade, terá sido perdoado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando Deus se fez Homem, enviando ao mundo Aquele que chamou de Filho, o fez para mostrar ao Mal que poderia vencê-lo, mesmo sendo criatura, sujeito às tentações e aos limites do corpo. Ao mesmo tempo ensinou, pessoalmente, aos homens os caminhos que a Ele levariam. O Criador se fez criatura e pôde perceber o mundo através da própria criação. Jamais cogitou tirar dos homens o livre arbítrio e nem mesmo do Filho o tirou. Jesus foi tentado de todas as maneiras para que fizesse da Terra seu Reino, inclusive para escapar da crucificação. Ele mesmo orou a Deus: "Pai, tudo te é possível: afasta de mim esse cálice, mas não seja o que Eu quero, senão o que Tu queres". Ainda, quando sabia estar próxima a hora de ser entregue, o Cristo disse aos discípulos: "O espírito está pronto, mas a carne é fraca". Entretanto, o Mestre manteve-se fiel ao Pai, enfrentou o calvário e venceu o Mal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Transformar Judas em personagem fundamental da missão de Jesus é de uma incapacidade de compreensão fantástica e, por parte dos católicos, de uma ingratidão sem medidas. É bem verdade que Judas acabou deixando um belo exemplo, para todos os cristãos, de como o egoísmo e a prepotência podem cegar um homem e desviá-lo dos caminhos da Verdade. Acabou tornando-se exemplo do infinito respeito de Deus pelo livre arbítrio com o qual dotou a criatura. Deixou bem claro: os homens são criaturas livres para fazer suas escolhas, mesmo que isso signifique rejeitar o Criador. E, como a casa de Deus tem muitas moradas, até mesmo aqueles que jamais tenham sido iniciados são dotados dos instintos que os fazem capazes de escolher entre a Luz e as trevas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Comparar a atitude de Judas com a do apóstolo Pedro que negou conhecer Jesus, depois de Sua prisão, por três vezes, como Ele mesmo o havia dito que faria, chamando as duas de traição, é aproveitar-se dos múltiplos significados do termo, que todos sabem muito bem só pode ser entendido dentro de contextos muito bem especificados. No caso do primeiro, a traição significa entregar, agir pelas costas ou agir com intenção de prejudicar. Já em se tratando de Pedro, se traiu alguém foi a si mesmo, em relação ao que acreditava. Suas três negativas não prejudicaram o Mestre, mas fizeram com que viesse a aprender muito sobre soberba, covardia, medo, fraqueza e arrependimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A revelação para o mundo do "evangelho" agnóstico de Judas será muito útil sim, para reforçar mais uma vez a idéia de que os homens são e devem ser livres para pensar o que quiserem e para fazer as escolhas que quiserem, desde que venham a assumir as conseqüências de cada uma delas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-5591480140472425252?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/5591480140472425252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=5591480140472425252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5591480140472425252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5591480140472425252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/conscincia-de-judas.html' title='A consciência de Judas'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-2189356429044208498</id><published>2008-09-15T20:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:52:10.068-07:00</updated><title type='text'>VOTO: nas mãos de quem está essa arma?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4765"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4765&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 11 de abril de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; No atual sistema eleitoral informatizado brasileiro, se as urnas ficarem sob o controle de pessoas desonestas, elas poderão eleger quem desejarem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Há pelo menos 10 anos, a discussão sobre a segurança e a confiabilidade da urna eletrônica brasileira vem se dando entre especialistas e interessados. Portanto, ao que parece, esse seria um tema ligeiramente desgastado para um artigo que pretendesse ser atual. Entretanto, no caso deste, não há nada mais contemporâneo e pertinente por dois motivos: pelos sucessivos escândalos de crime e corrupção que tomaram conta das instituições e do cenário político brasileiros nos últimos quatro anos, e pela mais recente modificação na legislação eleitoral, com a aprovação de um Projeto de Lei em outubro de 2003. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na verdade, eu já estudo esse assunto há uns dois anos e o que pude observar é que ninguém, nem nas rodas mais intelectualizadas com quem tive a oportunidade de levantar uma (ainda que breve) discussão sobre o tema, pareceu ter a mínima noção a respeito da gravidade das coisas que podem acontecer por trás da tão efusivamente comemorada rapidez na apuração das eleições, desde a substituição da urna convencional pelas urnas eletrônicas. É bem verdade que a mídia de grande alcance tem uma enorme parcela de culpa nisso, ao emudecer sobre as críticas (sérias e merecedoras de toda a atenção) e supervalorizar as "vantagens" da informatização eleitoral, contribuindo para a debilidade do eleitor brasileiro. Entretanto, basta introduzir as palavras "voto eletrônico" nos sites de busca da Internet e, com apenas um clique, o internauta terá à sua disposição mais de 600 mil páginas que podem ser investigadas. Portanto, não se trata de informação tão difícil de obter. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O problema é que até às eleições de 2000, apesar de alguns casos isolados de suspeita de fraude e de algumas até agora ditas "surpresas", os resultados das urnas sempre pareceram fiéis aos resultados das pesquisas eleitorais de um modo geral. Hoje, a manipulação estatística das pesquisas e o envolvimento da mídia nas disputas eleitorais estão tão explícitos que parece mais do que óbvio, para grande parte do eleitorado brasileiro, que elas (as pesquisas e a mídia) são capazes, sim, de induzir o voto, manipulando informações de acordo com seus interesses. Por isso essas fontes não mais podem servir de referência aos eleitores, quanto à expressão da vontade popular, devendo ser encaradas como mais uma das muitas formas de propaganda política. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Juntando isso com o fato de estarmos vendo a manipulação descarada das instituições estatais – jurídicas legislativas e executivas - em favor do partido que está no (des)governo do país (e de seus aliados), é plenamente plausível que comecemos, embora talvez um pouco tardiamente, a nos preocupar com o que a "entidade de corrupção enraizada" seja capaz de fazer para não sair do poder. Depois do episódio da quebra ilegal do sigilo bancário de um "simples caseiro", como disse o presidente Lula (e todo mundo sabe que a vida do rapaz foi devassada, na verdade), que desmentiu o todo poderoso Ministro (agora, ex) da Fazenda, Antônio Palocci, sobre ter estado numa mansão em Brasília alugada para servir de quartel general de falcatruas e festinhas de programa, não há como deixar de constatar que estamos vivendo no mais absoluto Estado "Castro-Chavista-de-os-fins-justificam-os-meios". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acobertamento de crimes; uso do aparato policial do Estado em proveito de indivíduos e partidos; "chuva" de liminares judiciais de caráter ético e moral duvidosos; senadores e deputados atuando como verdadeiros agentes de proteção partidária, cuja única preocupação é atrapalhar investigações e decisões das CPIs instaladas no Congresso; depoimentos debochados de Delúbio Soares, Duda Mendonça e outros, nas CPIs, protegidos por liminares que lhes garantiram o direito de mentir e omitir diante da nação "impotente"; a dança do "Ta Tudo Dominado" da Deputada Ângela Guadagnin, no plenário da Câmara, sob os olhares da estupefata nação; as agressões verbais do deputado petista Jorge Bittar (PT-RJ) ao Senador Delcídio Amaral (PT-MS), durante a apresentação do relatório final da CPI dos Correios, chingando-o de vigarista, filho da p... e de traidor do PT – como se ser traidor do partidão fosse pior do que ser traidor da nação brasileira; o presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Moraes (PFL-PB), denunciando que seu sigilo bancário foi quebrado várias vezes pelo governo e Senadores oposicionistas requerendo ao Banco do Brasil e à Caixa a relação de todos os terminais que acessaram suas contas; etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo isso e tantos outros atentados ao Estado de Direito estabelecem uma relação não confiável entre os cidadãos e o Estado. Por isso, não é possível que se deixe à mercê do segundo o arbítrio sobre tudo que envolva a suposta única "arma" dos primeiros – o voto. Diante destas e de tantas outras arbitrariedades que vemos hoje acontecer no Brasil, por que devemos nós brasileiros acreditar que o governo não se aproveitará das condições impostas pelo Projeto de Lei 1503/03, assinado pelo Presidente Lula, em 1º de outubro de 2003, para forjar o resultado das próximas eleições? Não é uma acusação, é uma pergunta pertinente diante de um Brasil que não para de surpreender em termos de escândalos saídos de um mundo de criminalidade e corrupção, onde honestidade, ética e moral são conceitos deformados ou inexistentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acostumado à informatização do processo eleitoral, os brasileiros pouco ficaram sabendo sobre esse Projeto de Lei que, ao invés de aperfeiçoar e tornar mais seguro este processo, acabou por colocar o Brasil – também aqui – em plena contramão da história, enquanto os países adiantados caminham no sentido de exigir que sistemas eleitorais informatizados possuam o registro material do voto, procedam a auditoria automática do sistema e só utilizem programas de computador abertos. É o Projeto do Voto Virtual, PL 1503/03. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não há como negar que o voto eletrônico adotado nas eleições brasileiras seja rápido e que permita uma apuração quase instantânea dos resultados finais mas, sem as devidas precauções, será que o processo eleitoral é seguro e confiável? A segurança de sistemas informatizados está, em síntese, nas pessoas que os programam e nas que os utilizam. Criptografia assimétrica, embaralhamento aleatório, assinatura digital e tantas outras técnicas de nada valem se não forem acompanhadas de rígidos procedimentos de fiscalização, verificação e auditoria por parte de pessoas que não façam parte do processo – entidades neutras e todos os diretamente interessados em sua integridade. No atual sistema eleitoral informatizado brasileiro, se as urnas ficarem sob o controle de pessoas desonestas, elas poderão eleger quem desejarem. E, como já disse, pesquisas eleitorais podem ser manipuladas e não devem servir de parâmetro para validar os resultados das urnas eletrônicas, especialmente se as diferenças entre os candidatos forem pequenas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem não se lembra do resultado das pesquisas encomendadas até uns dois meses antes do referendo do Desarmamento? Todas elas davam vantagem de 67% do SIM sobre o NÃO. Depois, foram mostrando diferenças bem menores entre as duas opções, até que o resultado das urnas "surpreendeu" a todos, com uma esmagadora vitória do NÃO. Aliás, esse exemplo de derrota do Governo seria um excelente álibi no sentido de "provar", por exemplo, que o governo não manipula urnas eletrônicas para obter resultados que lhe agradem (*). A Lei do Voto Virtual nasceu por sugestão de alguns ministros do STF e do TSE, para substituir a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/lei10408.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lei do Voto Impresso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Eles incumbiram o Senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) de apresentá-lo, em maio de 2003, como o Projeto de Lei do Senado PLS 172/03. A Lei foi aprovada e sancionada sem discussão aberta pelos congressistas, sem a apresentação de emendas e sem que fossem ouvidos especialistas em audiências públicas – até mesmo os relatores, representando as comissões de Constituição e Justiça e de Ciência e Tecnologia no plenário, tiveram menos de um minuto cada para elaborar e apresentar seus pareceres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O tal PL acabou com a possibilidade de fiscalização, por parte dos eleitores e dos próprios partidos sobre os votos e, conseqüentemente, sobre o resultado das eleições porque: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(1) Acabou com Registro Impresso do Voto (que, na verdade nunca chegou a ser implantado mas que já havia sido legalmente exigido &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em outro PL"&gt;em outro PL&lt;/st1:personname&gt;, de 1999), que obrigatoriamente devia ser apresentado para conferência do eleitor, substituindo-o pelo Registro Digital do Voto com Assinatura Digital, que o eleitor não tem como conferir; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(2) Não estabeleceu nenhum padrão de confiabilidade para os recursos de assinatura digital (no Brasil, o padrão oficial é ICP-Brasil, de uso obrigatório por lei em qualquer transação de documentos virtuais pelos bancos, Receita Federal, órgãos públicos, etc.), de modo que os projetistas e operadores do sistema informatizado de eleições não precisarão demonstrar a nenhum partido que seu sistema de geração e guarda de chaves criptográficas é seguro contra ataques externos e internos; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(3) Acabou com a auditoria estatística automática da apuração eletrônica, feita por meio da recontagem dos votos de 3% das urnas, nada colocando que permita um pedido de auditoria da apuração pelos partidos políticos; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(4) Revogou a obrigação do TSE de proceder a uma auditoria estatística da apuração na presença de fiscais dos partidos, antes de publicar os resultados finais da eleição; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(5) Permitiu que o TSE utilize programas de computador fechados (secretos) dentro do sistema eleitoral, que NÃO precisarão ser apresentados para auditoria dos partidos. Dos quase 35.000 arquivos de programas que compõem o sistema eleitoral informatizado, menos de 1.000 terão que ser disponibilizados para análise dos partidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Todos aqueles que conheçam um mínimo de informática sabem que o voto eletrônico exige que a segurança contra agentes internos desonestos seja redobrada mas, devido ao seu caráter pessoal, a abordagem à questão do agente interno desonesto é sempre delicada. Entretanto, subestimar a possibilidade da fraude ser cometida por um grupo de projetistas e programadores mancomunados, constitui falha grave na política de segurança adotada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 1996, 1/3 do eleitorado votou nas então novas urnas eletrônicas, sem comprovante do voto conferido pelo eleitor. Em 1998, as urnas-e foram utilizadas por 2/3 dos eleitores e já a partir de 2000, por 100% deles. Em 23 de setembro de 1998, às vésperas da eleição, o Secretário de Informática do TSE, falando sobre o problema da segurança do voto na urna declarou ao jornal &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; (Caderno Eleições, pg. 5): &lt;i&gt;"… isso não significa que não vá haver tentativas de fraudes. Mas quem for tentar terá de subornar pelo menos uns 30".&lt;/i&gt; Entretanto, considerando em termos de todo o território nacional, essa possibilidade, com a urna tradicional não existia já que, nesse caso, 30 elementos subornados só poderiam fraudar a apuração de apenas algumas urnas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria conveniente perguntar-se nesse ponto: quantos mesmo foram os congressistas acusados de receber o "mensalão"? Quantas pessoas estão envolvidas no caso da devassa na vida do caseiro Francenildo (aquele que desmentiu o ex-Ministro da Fazenda, Antônio Palocci), incluindo a quebra ilegal de seu sigilo bancário (e de outras pessoas mais)? E, ainda: de onde mesmo partiu a ordem para que este caseiro fosse impedido de depor na CPI dos Bingos? Vale lembrar que estamos tratando de questões seríssimas, envolvendo pessoas dos mais altos escalões de poder. É a este tipo de gente que o brasileiro entrega a segurança e a confiabilidade de seu voto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Especificamente sobre a questão da impressão do voto, há quem pense que isso seria um retrocesso, uma vez que a tendência moderna seja a de eliminar papel. Ora, voto não é um simples papel, é um documento. A impressão obrigatória do voto seria uma evolução no processo de automatização das eleições, proporcionando mais segurança ao eleitor – já que poderia visualizar seu voto e depositá-lo numa segunda urna, ao lado da urna digital (manualmente ou automaticamente – através de um visor de acrílico). Adotando-se as duas urnas, para que uma fraude fosse bem sucedida seria necessário fraudar os programas da Urna Eletrônica e também o conteúdo da Urna física .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O autor da lei do voto virtual, Senador Azeredo, apresentou como argumento para a implantação do Registro Digital do Voto, o seguinte: &lt;i&gt;"Não passa despercebida a vantagem, inédita talvez no mundo, que é a possibilidade de análise, seja pelos estudiosos do processo eleitoral, seja pelos partidos políticos, seja pelos próprios candidatos e seus apoiadores, de cada registro de voto, avaliando, por exemplo, o resultado das coligações partidárias, a fidelidade do eleitor a um partido ou mesmo a concentração de votos em combinação de candidaturas ao pleito majoritário e ao proporcional". &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta mesma &lt;i&gt;"vantagem inédita no mundo"&lt;/i&gt; é a que permite, entre outras coisas, o desenvolvimento de uma nova modalidade de voto-de-cabresto. É meio difícil de explicar mas é como se houvesse um código secreto entre o coator e o coagido (eleitor). O coator manda que o eleitor vote em candidatos "estranhos" à sua zona eleitoral, por exemplo, numa determinada seqüência e finalmente num prefeito ou governador ordenado pelo ele. Se o sigilo da urna for quebrado, pela identificação da seqüência ordenada, o coator poderá saber se sua ordem foi cumprida. Entretanto, mesmo que não venha a fazer isso, basta que o eleitor "coagido" saiba que ele pode fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além disso, ainda existe a possibilidade de se conhecer o voto de cada eleitor, já que o registro digital do título de eleitor e o voto são computados dentro de uma mesma urna, de modo que, de posse dos códigos-chave desta urna qualquer pessoa pode, no mínimo, comparar as seqüências correspondentes entre a entrada do registro do título de eleitor e a de seu voto. Isto é: se um eleitor for a quarta pessoa a votar, por exemplo, numa determinada urna, imediatamente será reproduzido o seu voto em uma outra entrada que também registrará seu voto em quarto lugar. Portanto, se as duas listas forem comparadas (a do registro e a do voto) será fácil saber quem votou em quem, acabando, portanto, com o direito constitucional do voto secreto. Isto sem mencionar que, mesmo havendo embaralhamento de ordens, o registro digital pode estar entrelaçado digitalmente ao voto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa é uma discussão antiga. O TSE, sob a presidência do Ministro Carlos Velloso (que assumiu a Presidência do TSE em 1994 e novamente em 2005) decidiu juntar as três primeiras etapas de uma eleição - a identificação, a votação e a apuração - num único local e equipamento: a urna eletrônica brasileira. Esta unificação é característica exclusiva da urna brasileira. No resto do mundo democrático onde se informatizou a votação, não ocorre esta tripla integração. Em nenhuma democracia tradicional deixou de existir o voto impresso, e muito menos a identificação e a votação são feitas no mesmo equipamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em julho de 2000, por exemplo, houve o episódio de quebra de sigilo de voto no Senado (Painel Eletrônico do Senado) durante a votação sobre a cassação do Senador Luiz Estevão. O laudo da Unicamp confirmou que houve, de fato, a violação do sigilo do painel, afirmando que o programa-fonte fora modificado antes do dia 28 de junho – dia da cassação - e que, ao final daquele dia, a mudança permaneceu, para que fosse impressa uma listagem dos votos de cada um dos senadores. Dois dias depois o programa-fonte foi modificado novamente. O escândalo levou à renúncia dois senadores - Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF). É importante dizer que se chegou a essa constatação apenas porque o próprio Senador Antonio Carlos Magalhães fez saber que era detentor da lista com os nomes e os votos de cada um dos senadores. Caso tivesse permanecido calado, talvez até hoje ninguém soubesse de nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em relação à fiscalização, a Resolução 20.105/98 do TSE é muito vaga ao dizer que os partidos poderão fiscalizar a carga das urnas eletrônicas e conferir, por amostragem, até 3% das máquinas, já que, na prática, após a conferência, o conteúdo da urna eletrônica escolhida pelos fiscais é alterado com a carga de um programa específico para o teste. Após o teste, a urna volta a ser carregada com o programa real de votação. Então, de que adianta a verificação? Só resta aos partidos ter absoluta confiança nos técnicos do TSE. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nas eleições municipais de 2000, por exemplo, não foi permitido que os fiscais dos partidos pudessem conferir se os programas carregados nas urnas correspondiam aos apresentados para avaliação, o que contrariou promessa do então Secretário de Informática do TSE, aos fiscais dos partidos, feita no dia da apresentação dos programas. Por fim, técnicos credenciados do TSE revelaram que os programas das urnas foram modificados depois de apresentados aos partidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabendo-se que um vício de programação pode ser inserido no programa-fonte (antes da compilação), durante a compilação, durante a ligação com bibliotecas externas e, ainda, depois de compilado, para garantir que os programas contidos nas urnas sejam honestos e não desviem votos, os fiscais dos partidos e os auditores externos ao TSE teriam que conhecer, tecnicamente: (1) o programa-fonte de todas as bibliotecas de funções, TSR e gerenciadores de dispositivos utilizados; (2) a fonte do próprio programa compilador e acompanhar todas as compilações; (3) conferir todo o conteúdo da máquina onde for feita a compilação (e que esta esteja lacrada quando fora de uso); (4) lacrar o programa-fonte analisado e todos os milhares de disquetes de carga com o programa compilado e ainda as tabelas de dados; (5) acompanhar a carga de todas as urnas; (6) lacrar as urnas eletrônicas assim que fossem carregadas e (7), proteger as urnas lacradas contra acesso físico depois de lacradas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para realizar essas atividades com efetividade, qualidade e segurança, os fiscais e auditores deveriam ser técnicos altamente qualificados e dispor de tempo para analisar todo este material. Como os programas das urnas são carregados parte no fabricante (software básico) e parte nos Cartórios Eleitorais de cada cidade (software aplicativo e tabelas), os fiscais dos partidos teriam que correr todo o território nacional para acompanhar a carga, teste e lacração das urnas. Enfim, o processo de auditagem, validação e certificação do conteúdo real das urnas eletrônicas começa a ficar tão grande, caro e complexo que acaba se tornando impraticável já que os partidos políticos não dispõem de verba para bancar uma auditoria dessa proporção, e certamente os cinco dias que a lei dispõe para que avaliem os programas de apuração e totalização não seriam suficientes. Vale lembrar que se houvesse a impressão dos votos, muitas destas etapas poderiam ser desprezadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto a possíveis auditorias posteriores, o mínimo que se esperaria é o acesso irrestrito aos equipamentos, fontes do programas, ferramentas, informações, com a antecedência necessária, sem restrições de tempo. No caso da Urna Eletrônica o TSE, que estaria sendo auditado, determinaria como, onde, o quê e quando se deve auditar. Ou seja, o TSE assumiu as funções legislativas, executivas e judiciárias. Com tantas restrições é impossível que a auditoria feita pelos partidos políticos seja conclusiva. A única alternativa é confiar nos técnicos e contratados do TSE. Os rituais promovidos pelo TSE, como a apresentação dos programas, a carga das urnas e os testes de simulação são apenas espetáculos formais, de pouca significância em relação à eficiência da fiscalização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 31 de março de 1999, para diminuir todos estes problemas, o Senador Roberto Requião, PMDB-PR, assessorado por participantes do Fórum do Voto Eletrônico, apresentou um Projeto de Lei do Senado - PLS 194/99, propondo artigos que permitissem a conferência da apuração e impedissem que a identificação do eleitor fosse feita em máquina conectada à urna eletrônica. Foi apresentado um projeto de Urna Eletrônica Segura, que unificava apenas duas das etapas do processo eleitoral, a Votação e a Apuração, mantendo, prudentemente isolada, a etapa de Identificação do Eleitor, que poderia ser feita em outra máquina inibindo qualquer possibilidade de violação sistemática do voto. Além disso, as urnas seriam apuradas na sua totalidade, ou apenas em parte, dentro de uma programação de auditoria do software real da urna. Nada disso jamais foi sequer testado numa eleição real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando o sigilo do voto é questão primordial, os próprios parlamentares não confiam no sistema eletrônico. Em 30 de novembro de 2005, por exemplo, a Câmara se reuniu para votar o pedido de cassação do Deputado Zé Dirceu apresentado pela CPI do Mensalão. Utilizaram cédulas em papel e uma urna convencional. Velocidade da apuração manual: 495 votos (quantidade similar a uma urna de seção eleitoral média) em 37 minutos. Também, na noite de 14 para 15 de fevereiro de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="2005, a"&gt;2005, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Câmara elegeu o seu então novo presidente pelo antigo método (com cédulas de papel): Severino Cavalcanti obteve 300 votos contra 195 de Greenhalgh (opção do Governo) - uma rebelião dos próprios petistas contra o governo que só poderia ser realizada por uma eleição garantidamente secreta e sem riscos de fraude. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Igualmente, o PT, no dia 18 de setembro de 2005, convocou para votar em nova presidência seus mais de 825 mil filiados - quantidade de eleitores que justificaria perfeitamente o uso da urna eletrônica que já foi cedida ao partido em outras ocasiões. Desta vez, em função da importância desta eleição e após os escândalos protagonizados por parte de membros da ala governista, os petistas optaram por usar a urna de lona. Um detalhe: o PT, mais precisamente o deputado João Paulo Cunha, na época presidente da Câmara, é que atropelou a discussão sobre a manutenção do voto conferível pelo eleitor, proibindo o debate, descumprindo o regimento e alterando os anais para que fosse aprovada a lei do Voto Virtual (às cegas). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda há quem acredite que o país livrar-se-á de criminosos e de maus parlamentares pelo voto. Mas, diante de tantas revelações e das condições em que se dá o processo eleitoral, quem, sinceramente, pode, hoje, garantir no Brasil a lisura das eleições? Nas mãos de quem, afinal, está a arma do voto na chamada democracia brasileira? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;A OBSCURA TRAJETÓRIA DO PL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta Lei foi aprovada em votação simbólica na Câmara, por volta das 19h. 30min., do dia 01/10/2003. De lá, seguiu para o então Ministro Chefe da Casa Civil – José Dirceu – e depois para a Presidência da República. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria quinze dias para analisar o mérito e as implicações desta lei, dispensou maiores considerações e assinou, imediatamente, ainda com data de 1/10/2003, bem a tempo de sua publicação no Diário Oficial, já no dia 02/10. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A pressão de alguns ministros do STF e do TSE sobre os parlamentares para que a lei do voto virtual fosse aprovada antes 02 de outubro de 2003 e, assim, tornar-se válida já para as eleições de 2004, estimulou a prática de procedimentos obscuros dentro do Congresso, envolvendo até a modificação retroativa de registros virtuais nos bancos de dados da Câmara. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No Senado, então presidido pelo Senador José Sarney, o projeto de lei do voto virtual (PLS 172/03) só tramitou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não sendo aberto prazo para apresentação de emendas e não tendo o seu mérito analisado em nenhuma comissão especializada em informática e nem mesmo pelo plenário, por causa&lt;/span&gt; do estranho caso da retirada de 4 assinaturas de um recurso (o 19/03) que pedia que a matéria fosse apresentada e apreciada por todos os senadores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A pauta do plenário do Senado do dia 15 de julho de 2003 foi impressa depois das 20 horas do dia 14/07 e revela que havia sido interposto o recurso nº 19/03, dentro do prazo legal e com assinaturas de senadores em quantidade suficiente, para que o PLS 172/03 fosse levado a plenário, abrindo prazo para o recebimento de emendas perante a Mesa. Surpreendentemente, durante a seção do dia 15, o presidente da Mesa anunciou ter recebido a desistência de 4 senadores e o recurso 19/03 foi desconsiderado. O estranho neste evento é que os 4 documentos contendo a desistência eram de idêntico teor e teriam dado entrado na Mesa simultaneamente às 18:26 h do dia 14, portanto, duas horas antes da impressão da ata. No entanto, o interessante é que a pauta já foi impressa sem acusar a existência desses documentos. No dia 27 de julho de 2003, o Senador Almeida Lima (PDT-SE) manifestou, em plenário, sua estranheza com relação a estes procedimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na Câmara Federal, o projeto de lei do voto virtual (PL 1.503/03) acabou não sendo analisado por nenhuma comissão e também não teve aberto prazo para apresentação de emendas, devido à interferência direta, e registrada pela imprensa, do Min. Sepúlveda Pertence – que em 20 de fevereiro de 2003 foi eleito e tomou posse, pela segunda vez, no cargo de Presidente do TSE - e do Min. Fernando Neves, do TSE (Ministro Efetivo do Tribunal Superior Eleitoral de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="2000 a"&gt;2000 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 2004), que compareceram a uma reunião de líderes, para manifestar seu desejo de ver aprovada a Lei do Voto Virtual, SEM ALTERAÇÕES, e sem que fosse atendido o pedido da Comissão de Ciência e Tecnologia para se pronunciar no mérito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quatro pedidos foram apresentados para que a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCTIC) da Câmara se manifestasse no mérito da lei do voto virtual. O pedido &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im01.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;CCTIC 270/03&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; foi aprovado pelo então presidente da Câmara, Dep. João Paulo Cunha e os demais foram considerados prejudicados. Este despacho do presidente foi encaminhado à Coordenação das Comissões Permanentes (CCP) em 18/09/2003, conforme registro no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im04.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sistema de Acompanhamento e de Consultas de Proposições e Câmara&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Ainda, um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im03.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;memorando da CCP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; foi enviado à comissão CCJR, solicitando remessa do PL para análise prévia da CCTIC. Em 23/09/2003 a CCJR devolveu a pasta &lt;i&gt;"via de tramitação"&lt;/i&gt; à CCP que, por sua vez a remeteu à CCITC. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tendo chegado para avaliação do mérito pela Comissão de Ciência e Tecnologia, o PL 1.503/03 poderia sofrer modificações e não haveria mais tempo para aprová-lo, sancioná-lo e publicá-lo antes de 03 de outubro, como desejavam os ministros da Justiça Eleitoral. Iniciou-se, então, no final do dia 24/09/2003, enquanto todas as atenções da imprensa e dos próprios deputados estavam voltadas para a votação da reforma tributária no plenário da Câmara, a operação para evitar que o projeto do voto virtual tivesse seu mérito analisado, contrariando a solicitação dos deputados da CCTIC.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Toda a manobra (**) foi denunciada no plenário da Câmara, em 01 de outubro de 2003, pelo Dep. Alceu Collares, como pode ser visto nas notas taquigráficas da seção da Câmara daquele dia, que teve uma petição de abertura de inquérito negada pelo então presidente João Paulo Cunha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um pedido de urgência podia ter sido feito sem se recorrer à manipulação de registros do sistema e Câmara. A manipulação dos registros, entretanto, foi feita apenas com o objetivo de esconder que o presidente da Câmara, Dep. João Paulo Cunha (PT-SP), cedera à pressão dos ministros do TSE, mandando reverter sua decisão de permitir o debate da Lei do Voto Virtual na Comissão de Ciência e Tecnologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;(*) Entretanto, todo mundo sabe que o Estatuto do Desarmamento já cumpria tudo que o Governo desejava implantar (contendo inclusive artigos de legalidade duvidosa), tornando sua "derrota" apenas virtualmente política. Na verdade, a população ordeira está praticamente desarmada por lei – mas, foi impossível mostrar às pessoas, na época da campanha, o tamanho da inutilidade do referendo. Trocando em miúdos: quando você não quer a presença de pessoas menos financeiramente privilegiadas num evento qualquer, por exemplo, não precisa ser explícito, basta colocar ingressos a preços exorbitantes – você não terá proibido, mas praticamente impossibilitado a presença delas. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;(**) &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Um funcionário da Controladoria foi retirar a pasta de tramitação do PL 1.503 da Comissão de Ciência e Tecnologia, sem que houvesse despacho formal do presidente da Câmara neste sentido e, como agravante, os registros do banco de dados do Módulo de Tramitação de Proposições e Câmara que continham o encaminhamento deste processo à CCTIC foram substituídos por outros registros que &lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im07.htm" target="_blank"&gt;revertiam&lt;/a&gt; o andamento. A palavra "incluir" (a CCTIC) foi trocada por "excluir". Alguns destes novos registros continham erros e contradições e voltaram a ser &lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im08.htm" target="_blank"&gt;modificados&lt;/a&gt; em 25/09/2003, para eliminar as contradições. A &lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo-im10.htm" target="_blank"&gt;última versão&lt;/a&gt;, tirada do sistema em 03/10/2003, contém mais algumas alterações de dados: a palavra “excluir" (a CCTIC) foi trocada de volta por "incluir" depois que a denúncia da troca anterior chegou à imprensa. Outras alterações voltaram a ser feitas sempre no sentido de esconder que o PL 1.503/03 já havia de fato chegado à CCTIC.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Consultem:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.votoseguro.org/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.votoseguro.org/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.brunazo.eng.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.brunazo.eng.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.iron.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.iron.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leia também &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4765"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;VOTO: nas mãos de quem está essa arma? 1a. Parte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-2189356429044208498?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/2189356429044208498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=2189356429044208498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2189356429044208498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2189356429044208498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/voto-nas-mos-de-quem-est-essa-arma.html' title='VOTO: nas mãos de quem está essa arma?'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-8970735211808273182</id><published>2008-09-15T20:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:44:16.270-07:00</updated><title type='text'>Em nome da causa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4729"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4729&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 30 de março de 2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Punição para Antonio Palocci? Talvez o ex-Ministro seja "condenado" a receber qualquer 20 milzinhos por mês para escrever em algum periódico, como se nunca tivesse feito nada de errado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;O porta-voz do PT na &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt;, Franklin Martins, tratou de fazer sua parte e divulgar, no &lt;i&gt;Jornal da Globo&lt;/i&gt; de 27/03, com ares de comentarista bem informado, que o Ministro Palocci foi DEMITIDO pelo presidente Lula porque quebrou a confiança que existia entre os dois. Franklin diz que Lula, ao "descobrir" que Palocci havia recebido o extrato da conta do caseiro Francenildo, diretamente em sua casa e pelas mãos do próprio então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, disse ter acabado a confiança em Palocci porque o Ministro havia mentido para ele. Essa é a versão que a &lt;i&gt;nomenklatura&lt;/i&gt; petista vai querer impor à sociedade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vão sacrificar publicamente Palocci, em nome da causa. Todo mundo sabe que o Ministro era alvo de inúmeras denúncias, a maioria bastante antigas, relacionadas à prefeitura de Ribeirão Preto. O figurão sempre desmentiu tudo, com a maior cara de pau e nunca foi empurrado para o sacrifício porque, como todo mundo já sabe também, para o governo do PT, apoiado pelo aparato judicial do Estado, prova mesmo contra alguém do partidão, só se for confissão assinada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até o episódio da quebra ilegal de sigilo do caseiro, o governo sustentava todas as, digamos, inverdades pronunciadas pelo Ministro – mesmo porque (e todo mundo sabe também) ele nunca fez nada por si mesmo e sim para o partido e em nome do projeto de poder do PT. O partido sempre fez questão de manter a imagem sacrossanta de Palocci, tanto na vida pessoal, como na sua atuação política e mais ainda como Ministro da Fazenda – coisa que, mais uma vez, todo mundo sabe estar bem longe de ser verdade, não só em relação a Palocci, como também a muitas (quase todas, eu diria) das pessoas que atuam na administração petista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, o golpe da quebra de sigilo do caseiro foi de uma burrice incomensurável e não pôde ser relevado – o homem foi sacrificado e entregue ao justiçamento público e legal, para que o Presidente possa vir a público dizer NOVAMENTE que foi traído. &lt;i&gt;"É um coitado, inocente, que vive sendo apunhalado pelas costas por seus homens de confiança. Mas, quando descobre a verdade, ele demite e afasta os maus elementos, mesmo que continue achando que tudo não passe de intriga da oposição".&lt;/i&gt; É isso que vão querer enfiar goela abaixo da população, MAIS UMA VEZ.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vou repetir: é bom que não se atribua aos maus a inteligência. A maldade é uma questão de talento. A inteligência está intrinsecamente associada à bondade. Não me canso de dizer isso porque é a mais pura verdade e, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo observada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todos os elogios que se faz à atuação de Palocci no Ministério da Fazenda são feitos na medida de sua capacidade de MANTER a política econômica do governo de FHC, com alguns ajustes em relação à maneira de conduzir as Dívidas Públicas, interna e externa – muito provavelmente a menina dos olhos da arrecadação escusa do partidão e o mais sólido instrumento de engodo aos olhos daqueles que ainda não estudaram que alguns aspectos da economia capitalista não só podem como devem coexistir com a ditadura comunista, justamente para que essa possa sobreviver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Agora, Palocci terá que responder a todas as acusações nos cerca de 50 processos de corrupção sobre sua atuação na Prefeitura de Ribeirão Preto e ainda será indiciado pelo caso da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro – isto para não citar que o extrato bancário da Caixa Econômica é apenas uma pequena parte de um suposto dossiê encomendado e obtido pelo partido, contendo toda a movimentação financeira de Francenildo, bem como sua história de vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo nota no Blog de Cláudio Humberto, parece que o próprio Lula já estava a par do tal dossiê, pelo menos desde o dia 16/03, quando a Senadora Ideli Salvatti (PT-SC) teria lhe perguntado se o caseiro Francenildo seria desacreditado e o presidente teria balançado a cabeça afirmativamente. Ambos, Lula e Ideli, estavam em Florianópolis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lula fez como já havia feito com José Dirceu: na cerimônia de passagem do cargo de Ministro da Fazenda, de Palocci para Guido Mantega, "apesar de sentir-se traído por companheiros sem nome", o presidente mantém o discurso de "pequenos erros dos camaradas" e elogia o ex-Ministro, declarando sua amizade e solidariedade, dando mesmo a entender que, mais uma vez, teria perdido um "amigo de luta" para as fofocas e intrigas da oposição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Então, vai ficar assim: a imprensa lulista vai implantar a versão "da traição e do mau comportamento" de Palocci e a sociedade vai ficar "berrando", pela Internet que não é nada disso, enquanto o povão ficará à mercê da mentirada, com direito a "cala-boca" do Bolsa Família. Punição? Talvez o ex-Ministro seja "condenado" a receber qualquer 20 milzinhos por mês para escrever em algum periódico...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-8970735211808273182?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/8970735211808273182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=8970735211808273182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/8970735211808273182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/8970735211808273182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/em-nome-da-causa.html' title='Em nome da causa'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-5934074295108973671</id><published>2008-09-15T20:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:42:34.647-07:00</updated><title type='text'>Transfigurado pelo coitadismo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4720"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4720&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 28 de março de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; O cidadão que trabalha já faz "caridade" demais por obrigação e recebe muito pouca coisa ou nada em troca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Coitadismo? Termo derivado da palavra coitado – significa olhar para o outro ou tratá-lo como um coitado, um incapaz, digno de pena. Filosofia usada para justificar atitudes erradas e/ou criminosas com todo e qualquer tipo de explicação, desde que passe bem longe de tudo que possa ter relação com opção consciente ou simplesmente manifestação da índole de quem comete erro. Ato contínuo, é a filosofia daqueles que se julgam melhores do que outros seres humanos, outorgando-se o direito de sentenciá-los a viver eternamente dos cuidados e da caridade de outros ainda, que são igualmente sentenciados, por essa mesma filosofia, à subserviência provedora. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que ainda haja quem acredite na figura romantizada do homem do povo brasileiro, alegre, honesto e trabalhador, a verdade é que a cultura da coitadização criou um monstro de dupla personalidade, que assume uma das duas, conforme a situação em que se encontre: ora é um ardiloso ladrão, cínico, praticando pequenos furtos e delitos, em seu local de trabalho, no convívio social ou nas práticas comerciais, enquanto blasfema pelas costas daqueles que julgam mais afortunados; ora é humilde vítima da miséria, do capitalismo selvagem, quando se vê em situação de ter que dar explicações sobre sua atitude errada ou criminosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aprendeu a simular a atitude que convém a cada momento. Aprendeu a manipular a culpa dos que nasceram em berços mais privilegiados. Quando não lhes podem arrancar os bens e até a vida, essa criatura tripudia sobre a misericórdia dos mais afortunados, como se estes não entendessem nada de manipulações psicológicas, por não terem freqüentado as escolas da rua e da pobreza. Incentivado até mesmo por alguns presidentes da República e pelo que vê na mídia, acredita realmente que a dura realidade do abandono das ruas ou da miséria o tenha melhor preparado para a vida do que àqueles que viveram sob um lar, com direito à educação, atenção e lazer. Não deveria ser o contrário? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A cultura do coitadismo é sem dúvida um dos pilares da criação do cidadão universal, apátrida e politicamente correto. Mas, em tendo como propósito tirar dos homens a consciência sobre sua natureza e afastá-lo do exercício de seu livre arbítrio, o universalismo não pode estar pretendendo outra coisa senão o próprio aniquilamento físico da raça humana – a extinção -, uma vez que, para cada três ou quatro gerações de homens em que funcionem muito bem as engrenagens dessa moldagem planejada, aparece uma variante insurgida das profundezas instintivas da criatura, manifestando sua divindade criativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os mecanismos que foram sendo criados para padronizar comportamentos e fomentar o patrulhamento ideológico e comportamental acabaram por promover uma inversão de valores que, para sobreviver à lógica e aos instintos humanos, precisa ser imposta, primeiro pela propaganda permanente, depois pela subversão e, finalmente, pela criação de leis, atribuindo os mais diversos tipos de penas judiciais a quem não obedecê-las. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acontece que, quando se pensou chegar à vitória sobre certos condicionamentos humanos, uma vez que se pensava que as leis acabariam por controlar ou reduzir substancialmente algumas práticas, o ser humano subverte o sentido primeiro do condicionamento. Por exemplo, esse processo de subversão vem dando origem a alguns fenômenos de efeito totalmente diferente do que os que se pretendia obter, pelo menos aparentemente, especialmente no que se refere à imposição da benevolência e da permissividade em relação aos chamados injustiçados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um destes fenômenos é a ojeriza dos injustiçados, por parte dos indivíduos que não fazem parte deste grupo. Dessa forma, o que talvez pudesse acontecer, em muitos casos, como uma atitude de caridade ou instintivamente ética, para com outro ser humano, acaba se tornando inviável, uma vez que as pessoas já estão cansadas de ser submetidas a leis e obrigações, inclusive tributárias, muito mais justiçadoras do que justas. Isto é, leis que pretendem APENAS e supostamente proteger os tidos como mais fracos dos mais fortes, sem ter o menor compromisso com justiça, uma vez que partem de premissas falsas e de visão deturpadamente preconceituosa em relação aos mais afortunados – o chamado preconceito ao contrário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em outras palavras, o cidadão que trabalha já faz "caridade" demais por obrigação e recebe muito pouca coisa ou nada &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em troca. Isso"&gt;em troca. Isso&lt;/st1:personname&gt; cansa e revolta. Acaba inibindo o voluntariado e contribui muito mais para a segregação social do que para aquilo que, afinal e aparentemente, pretendia ser o objetivo da imposição legislativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um outro fenômeno é a gradativa deformação do caráter dos menos abastados financeiramente, fazendo-os pensar que podem e devem tirar dos que tenham mais, sob qualquer pretexto, passando por cima de tudo que sabem muito bem ser o correto – adotam conscientemente a idéia de que o que julgam ser um erro (uma injustiça) justificaria outro erro (justiçamento). A intensa coitadização dos menos favorecidos, pela mídia e pelos próprios exemplos dados pelas decisões judiciais, principalmente no que se refere às questões trabalhistas, acabou por fazer o homem do povo acreditar que os erros e os crimes que comete sejam justificáveis e, por isso, menos imputáveis, por causa dos princípios "robinwoodianos" de justiçamento em que se baseiam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda uma terceira coisa acontece, que está mais para conseqüência dos dois fenômenos acima citados, do que para o título próprio de terceiro fenômeno: como rico de verdade é praticamente inatingível, por causa de seu poder, de todas as suas blindagens (inclusive presente nos carros por onde trafegam pelas ruas), dos ambientes que freqüenta, etc., quem sofre com a ação robinwoodiana dos menos favorecidos é a classe média - que, na realidade, passa a representar o rico inimigo. Não há como fazer um pobre entender que uma pessoa de classe média não seja rica, principalmente porque o ideal de vida dos pobres seja, na verdade, o que ele imagina ser a vida da classe média. Não há como convencer um pobre de que a união com esta classe faria muito mais por todos do que a tal da luta de classes – interesse exclusivo daqueles que pretendem nivelar todos por baixo (os comunistas, socialistas, intelectualóides, como se queira denominar). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A quem interessa, afinal, que pobres e classe média estejam em permanente e crescente animosidade entre si? Pois não sabem os pobres quem lhes poderia dar empregos? Não perceberam eles que o apadrinhamento do Estado jamais lhes tirou da condição da pobreza? Não sabem os pobres de hoje que há apenas uma geração estavam eles ao lado da classe média nos bancos escolares? Não sabem eles que muitas das "conquistas trabalhistas" acabaram, em última instância, por lhes tirar os empregos? Não sabem eles que muitas das conquistas do feminismo, nas questões de satisfação pessoal e de trabalho, por exemplo, acabaram por tirar os empregos dos de seus pais e, conseqüentemente, por tirar suas mães de casa também? Então, na verdade, quem lucrou com todas essas conquistas da modernidade, que diziam estar sendo alcançadas em seu favor e necessidade? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O atual Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, quando candidato à Presidência da República, pelo PPS, em 2002, foi flagrado dizendo que o eleitor era burro. Por esses dias, o Presidente Lula, ao se referir ao caseiro Francenildo dos Santos Costa, que desmente algumas das declarações do Ministro Antônio Palocci nas investigações da CPI dos Bingos, disse que o rapaz não merecia crédito porque era um “simples caseiro”. São esses homens que empunham a bandeira de defensores do povo, dizendo estar lutando em nome de seu ideal. Pensam realmente esses intelectualóides que o "pobre povo" não vê nada disso? A consciência talvez lhe falte, por lavagem cerebral deslavada e covarde, mas não lhe falta instinto e muito menos inteligência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O povo não é burro não e nem vítima de capitalismo selvagem coisa nenhuma. O povo é covardemente manipulado pela muito bem organizada indústria da desinformação. É, sim, sempre que possível, enganado, para pensar que está se manifestando em causa própria. Está sendo, isso sim, vergonhosamente transformado em soldado da causa socialisto-populista, que precisa de seu voto e quiçá de sua disposição em defendê-la, inclusive pelas armas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As revoluções comunistas vêm sistematicamente sendo mal sucedidas no Brasil porque sempre passaram muito longe de adesões populares, por causa da herança genética e cultural da gente que povoa essa terra. O coitadismo foi a arma gramsciniana para injetar na veia dessa "gente que não sabe o que é melhor para si" o ódio necessário para a absorção do conceito de luta de classes, sem o qual não se consegue convencer nem uma criança de 5 anos de que o comunismo seja bom. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora, se o coitadismo vem fazendo parte da cultura governamental do Brasil, praticamente desde o descobrimento, então não é invencionice comunista, muito menos universalista. E se, como disse antes, essa filosofia de ação acabou por providenciar o aparecimento de comportamentos aparentemente divergentes de seus objetivos (comunização e/ou universalização), então como pôde ter se transformado em prática útil dentro do universo gramsciniano de luta comuno-revolucionária? Teria sido o próprio coitadismo apropriado pelos neo-revolucionários para que resultasse em tais fenômenos ou apenas a descoberta destes teria sido inesperada e agradável surpresa? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Sinceramente o "mot" daria para o desenvolvimento de uma boa tese de doutorado. Mas, para a realidade dos brasileiros, talvez fosse apenas útil começarmos a trabalhar para demolir, cuidadosa e estrategicamente, essa imensa muralha que vem sendo construída para separar os pobres da classe média. Infelizmente, eu não tenho a menor idéia de como isso possa acontecer sem que pobres e classe média possam transitar livremente pelos lugares onde vivam uns e outros e sem que possam estudar nas mesmas escolas. Alguma sugestão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-5934074295108973671?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/5934074295108973671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=5934074295108973671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5934074295108973671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5934074295108973671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/transfigurado-pelo-coitadismo.html' title='Transfigurado pelo coitadismo'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-2538434471727891653</id><published>2008-09-15T20:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:40:07.917-07:00</updated><title type='text'>Quem é o inimigo?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4680"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4680&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 18 de março de 2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Será o preço da liberdade a sua própria destruição?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Houve uma época em que as parábolas foram usadas para se fazer entender aos que pouco ou nada compreendiam, sem que aqueles que supostamente entendessem pudessem captar. Hoje, apropriando-se do mesmo recurso,  muitos delas se servem, mas por motivos opostos: para que possam falar aos que entendam, sem que aqueles que não compreendam possam captar o que tenha sido dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São cálculos aproximados, é verdade, mas, estima-se que sejam cerca de 14.500 conflitos armados, totalizando 4 bilhões de mortos, nos últimos 5.600 anos (&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="3.600 a"&gt;3.600 a&lt;/st1:metricconverter&gt;.C. a 2001 d.C.) da história da humanidade que, de uma forma ou de outra, puderam ser registrados. Apenas 292 anos de paz, sendo que, para muitos estudiosos, nunca deixou de haver, em algum lugar do planeta, homens num campo de batalha, mesmo que isoladamente. (Os dados são de &lt;i&gt;matéria publicada na edição 132 da revista Os Caminhos da Terra).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece incrível, mas toda a evolução tecnológica não conseguiu fazer com que o cérebro humano deixasse de ser o senhor da guerra – aquele que faz a diferença entre a vitória e a derrota, não em um ou dois combates, mas na guerra. Não pela sua capacidade de produzir armamentos, organizar combates ou enfileirar soldados, mas pela habilidade (de poucos, evidentemente) de relacionar conhecimentos históricos, percepção da realidade, compreensão da engrenagem cerebral humana e de praticar o exercício de admitir suposições. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A História mostra isso. Independentemente da época em que tenham ocorrido, do tipo e da quantidade de homens e armamentos empregados ou das características topográficas dos campos de batalha, as grandes vitórias sempre foram obtidas por aqueles cuja inteligência permitiu a macro visão de determinada situação, num dado momento histórico, fazendo-os criar soluções para compensar as próprias deficiências e enxergar onde deveriam estar as do inimigo. Ou ainda, aqueles que, mesmo estando em vantagem, souberam inferir e se adiantar às criações alternativas do oponente mais fraco. Bem como muitas derrotas aconteceram, simplesmente, por causa da falta desta conjunção de qualidades, nos líderes combatentes, e não propriamente em virtude das qualidades de seus inimigos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há exemplos clássicos da excelência do cérebro privilegiado sobre as condições aparentemente vantajosas do oponente. No século XIII, o grande conquistador e imperador mongol Temudjin, mais conhecido como Genghis Khan, ao avançar vitoriosamente sobre a China, quando se aproximou de Pequim - o mais avançado centro urbano daquela época -, foi surpreendido com a visão de uma cidade toda cercada por muralhas de até doze metros de altura. Ele pôde verificar que suas famosas táticas de guerra, em campo aberto, nas estepes, não o ajudariam naquele momento. Então, acampou com seu exército, cercando a cidade e impedindo que os suprimentos a adentrassem, aproveitando-se, inclusive, deles, para suprir seu próprio exército. Com a ajuda de engenheiros chineses dissidentes, construiu catapultas e outros artefatos bélicos, promovendo ataques sistemáticos, até que, finalmente, pudesse invadir e dominar aquela cidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um outro exemplo, bem mais recente, pode ser observado com o que aconteceu na Guerra do Vietnã. Na verdade, apesar de farta documentação a esse respeito, muitas pessoas ainda acreditam que os vietcongues (guerrilheiros que atuavam contra o governo do Vietnã do Sul, apoiados pelo Vietnã do Norte) e o exército norte-vietnamita venceram os americanos e o exército sul-vietnamita com patriotismo, força de vontade, poucas armas e táticas de guerrilha. Na verdade, os americanos se retiraram de cena e, três anos depois, os sul-vietnamitas é que perderam militarmente para os vietcongues e para os norte-vietnamitas – aliás, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;muito bem armados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, até os dentes. O principal marco desta guerra, no entanto, é pouco, ou quase nunca, citado: foi a primeira vez que as liberdades democráticas da cultura ocidental (mormente a norte-americana), juntamente com seus avanços tecnológicos, foram usadas (incoerente, mas inevitavelmente) como uma das mais poderosas armas contra si mesma. &lt;i&gt;No final, os EUA foram considerados o lado perdedor, não militar, mas politicamente, pela pressão internacional e pela pressão interna da opinião pública norte-americana. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A Guerra do Vietnã foi a primeira a ser televisada, em cores e ao vivo .  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A televisão levava aos lares americanos as terríveis imagens do conflito, causando indignação na opinião pública. Milhares de pessoas iam às ruas protestar contra a guerra. Lá no Vietnã, ainda no terreno da pressão psicológica, do lado dos vietcongues, o líder Ho Chi Minh, ao contrário do que fizera na guerra da Coréia, adotou a tática de não matar os americanos e sim de aleijá-los, com minas especiais. Então, quando voltassem para os EUA, todos os americanos poderiam ver o que estava acontecendo na guerra e isso seria o fim do mito do soldado americano invencível. Uma outra tática foi colocar os oficiais americanos prisioneiros, em hotéis de luxo de Hanói, a capital norte-vietnamita, para que a cidade fosse preservada de bombardeios arrasadores - já que os EUA não poderiam matar seus próprios oficiais, deliberadamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sem entrar no mérito da crueldade e das atrocidades desta guerra, é bem plausível de se supor que, se não tivesse havido a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=1904"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;intensa cobertura jornalística (com o agravante da transmissão direta), as chances de vitória dos EUA teriam sido infinitamente maiores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Uma outra observação é que, em sendo americanos e europeus, em sua maioria, os jornalistas estavam sempre filmando o que os americanos e sul-vietnamitas faziam e sofriam. Jamais estiveram do outro lado, mesmo porque nenhum comunista jamais deixou que isso acontecesse, nem em época nem em guerra nenhuma (ou, se deixou, antes de exibir para o mundo, fez os cortes necessários). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mais importante, entretanto, é que o poder da mídia televisiva estava consolidado, especialmente no sentido de vigilância, dentro das sociedades onde imperava a liberdade de imprensa. E todas as espécies de ditadura, no mundo todo, jamais esqueceram desta lição. Não para que não permitissem que essa liberdade fosse dada aos seus próprios veículos de comunicação (porque disso eles sempre souberam), mas para incorporar a mídia do inimigo, dentro das estratégias de ataque, como mais uma de suas armas, dentro da própria casa do inimigo. Esse fenômeno deu origem ao que hoje conhecemos como "guerra assimétrica" – um prolongamento mais sofisticado da Guerra Fria, com tudo que já se conhece sobre propaganda ideológica, informações, contra-informações, espionagem e contra-espionagem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O dilema da "autodestruição" e da "autopunição"  das sociedades ocidentais livres e democráticas ainda está à espera de um &lt;i&gt;gênio da estratégia&lt;/i&gt;, que consiga: 1) neutralizar a influência da propaganda ideológica de esquerda, na formação escolar dos indivíduos, do pré-escolar aos níveis universitários, que acaba criando uma sociedade   simpática aos ideais de esquerda - mesmo que sejam puramente demagógicos; e 2) desviar o foco da vigilância social, praticada através da mídia, para o lado do inimigo – de modo que seja este último a maior vítima das cobranças. Tudo isso sem recorrer ao mecanismo de censura. Uma missão impossível, eu diria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Será o preço da liberdade a sua própria destruição? A permissividade que foi dada à propaganda ideológica comunista, com seus apelos utópicos e demagógicos, nas sociedades democráticas, fez com que pudesse haver uma infiltração maciça   de agentes anti-ocidentais nos setores formadores de opinião, permitindo que seus inimigos fossem, aos poucos, construindo a própria inexistência – primeiro, a de seus objetivos ditatoriais, depois, a de suas intenções de aniquilamento da sociedade ocidental e, finalmente, fazendo crer, ao mundo, que já não mais existiam de verdade, dissolvendo muros e "abrindo" fronteiras turísticas e comerciais (uma piada, para qualquer um que procure informações sérias sobre o assunto). Escondendo as próprias atrocidades e intenções, apontam os dedos da acusação a quaisquer tentativas de desmascaramento ou reação por parte dos agentes da cultura ocidental, fazendo-os de refém de suas próprias liberdades democráticas. Lição aprendida, o brilhantismo da tática não é mais privilégio de comunistas. É amplamente utilizado por todos aqueles que agem contra o ocidente e, ainda, em menor escala, e por associação, pelos inimigos da ordem social estabelecida nos Estados ocidentais individualmente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Penso que não se combate um mal ou um inimigo que não se saiba da existência. A  própria ignorância impede até mesmo a prevenção, por motivos óbvios. Dizem que, por conhecer muito bem a criatura, tenha sido nessa certeza hipotética que o revoltado Lúcifer teria baseado sua tática de conquista do homem, para se tornar senhor do mundo. Fantasioso ou não, esse dito fala de uma tática que pressuponha a consciência de pelo menos duas coisas fundamentais: 1) é preciso conhecer como funciona a mente do objeto de conquista – não exatamente o que ele pensa, mas como funciona sua engrenagem mental; e 2) é preciso desconstruir a própria existência – não a física, mas a de seus reais objetivos – diante do objeto de conquista. Tudo isso para que o conquistador possa agir, estratégica e livremente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Durante esse processo de desconstrução, os inimigos da sociedade ocidental atuam ainda em mais duas outras frentes de ataque. A primeira delas procura incutir, na lógica do raciocínio cerebral dos indivíduos, um mecanismo automático de relativização. A outra atua no sentido mais físico de destruição. As duas frentes estão intimamente relacionadas e atuam com um "delay" (atraso em relação à outra), permanente, que faz uma se alimentar da outra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O conceito de relativização, aqui, não tem nada a ver com o exercício de se colocar no lugar do outro, tentando ver o mundo com os olhos dele, para poder compreendê-lo e buscar formas de convivência harmoniosa, ou qualquer coisa parecida. A relativização, no contexto de combate, tem por objetivo a desestabilização de conceitos que componham a identidade cultural dos povos ocidentais, procurando afastar-lhes dos fundamentos de seus valores – atribuindo a estes o caráter de duvidosos – e fazendo-lhes pensar estar sempre distantes da sabedoria primitivo-popular e das lógicas naturais – sendo, por isso, artificiais e de caráter inferior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem simplificadamente, é quando se atribui aos índios, por exemplo, a genialidade da civilização, por viver em harmonia com a natureza, e aos "brancos" ocidentais a burrice por buscar a sua transformação. Ou quando se atribui ao casamento monogâmico ocidental, entre homem e mulher, a característica de imposição cultural, completamente antinatural, ao mesmo tempo em que se classifica o casamento de um homem com 17 mulheres, numa tribo qualquer da África, por exemplo, como prova incontestável de naturalidade. Como se aquela tribo não tivesse chegado a esse modelo de união por contingências de sobrevivência e desenvolvimento. Exatamente como aconteceu com a sociedade ocidental. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Começa assim: ensinando as crianças a achar que as outras culturas sejam todas sabiamente naturais ou elegantemente diferentes – todas elas destruídas ou ameaçadas pela ganância, a burrice e a maldade da civilização ocidental. A repetição deste modelo de transmissão é tão intensa e tão prolongada, na formação de nossas crianças, que acaba por transformá-las em adultos de olhar viciado sobre sua própria cultura e a dos outros, dando a impressão de que devam punir-se por terem se desenvolvido tanto e que devam por isso, tudo ao outro permitir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A frente de destruição física usa o capitalismo como "bode expiatório" e "saco de pancadas", para justificar todas as atrocidades que comete. Tráfico e indução ao consumo de drogas, ataques terroristas, violência urbana, segregação racial e social, roubo, invasões, desajuste social – tudo é culpa do capitalismo selvagem e nada financiado por agentes de destruição criados especificamente para promover o caos. Os desenvolvimentos científicos, os avanços na medicina, as melhorias das condições de conforto, os progressos das comunicações, etc., são obras do acaso. O fato de que tudo o que tenha se desenvolvido, nos países sob regimes comunistas, tenha sido produto de espionagem, contrabando e apropriação indevida de tecnologia não vem ao caso. Muito conveniente!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todos os países pobres do mundo estão nestas condições porque o capitalismo selvagem, contrariando aos próprios anseios de expansão, teria resolvido delimitar seu próprio mercado consumidor, por achar que já produzia e consumia demais. Nenhum destes miseráveis e marginalizados países foi ou é vítima do delírio de onissapiência ufanisto-religiosa de seus governantes, nem da corrupção e da avidez de poder destes mesmos governantes. Nenhum dos países miseráveis do planeta, em se vendo impossibilitado de sobreviver economicamente, no isolamento, pretendeu supor que fosse o mundo que deveria transformar-se, para que ele pudesse existir, como acha que deva. Bem como nenhum destes países tenha sido vítima dos anseios de expansão territorial da colonização comunista. Nada disso! Todos os miseráveis do planeta devem sua infeliz realidade, exclusivamente, ao capitalismo selvagem. Um festival de mentiras e meias verdades que só proliferam e sobrevivem por causa do olhar relativizante viciado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O capitalismo é um sistema cheio de defeitos, que precisa estar em constante transformação e não é o que se possa chamar de símbolo de justiça e equilíbrio econômico-social. Entretanto, não se deve atribuir a ele culpas que não lhe cabem, ou que, pelo menos, não lhe sejam exclusivas. Com o conhecimento científico e cultural a que se pode ter acesso nos dias de hoje, é inadmissível que tudo o que seja dito sobre as teorias contrárias ao capitalismo seja pura e simplesmente absorvido pelas pessoas, sem que haja um mínimo de reflexão a respeito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As frentes de destruição física se impõem pelo monitoramento do medo que disseminam no interior das sociedades. O medo faz com que as pessoas se calem, principalmente quando sabem que não podem contar com a proteção do Estado. A barbárie e o sadismo sem limites do inimigo impõem pânico e silêncio. Paralisadas, as sociedades não encontram formas legais (muito menos ainda, dentro dos padrões humanitários) para reagir, abrindo espaço para que agentes mascaradores e intermediários passem a ocupar o lugar do Estado, no papel de assegurar um mínimo de condições de sobrevivência. Quando isso acontece, as sociedades passam a conviver com a "bandidagem", num cotidiano de "morde e sopra" e começa a aceitar teorias e práticas de condescendência, simplesmente buscando agradar aos "sanguinários", na esperança de que possam vir a contar com sua benevolência e consideração. Em muitos casos, todo esse processo se dá de forma inconsciente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu concordo que a crítica, desprovida de soluções realizáveis, que partem de premissas falsas, embora sedutoras, porque baseadas numa idealização dos seres humanos (muito distantes da verdadeira criatura que é), seja bem mais fácil de ser absorvida pelos indivíduos do que tudo aquilo que possa fazê-los debandar a mente para o lado dos questionamentos que visem buscar a realidade. E é só por isso que as teorias "idealizantes" tenham o sucesso que têm, povoando o planeta de centenas de milhões de "papagaios" engajados, repetindo tolices, às quais não saberiam argumentar em favor, ao menor sinal de questionamento reflexivo. A não ser partir para a agressão física ou verbal, que é o que sempre acabam fazendo – ou, então, recorrem logo ao plano B: esconder-se atrás do melindre (*). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em nosso tempo, há três correntes concorrendo para varrer do mapa a sociedade ocidental (leia-se: capitalista, cristã, liberal e democrata): 1) A dos comunistas, que pretendem impor a supremacia do Estado totalitário, provando que as democracias capitalistas não sobrevivem ao seu próprio ideal de liberdade, apesar da eficiência econômica e de já terem provado que a famosa inexorável luta de classes marxista só apareça mesmo depois da infiltração comunista (estando, porém, muito longe da inevitabilidade e tendo, ao contrário, que ser fomentada); 2) A do Islã, que pretende impor o Califado e acabar com os infiéis; e 3) A de um movimento "iluminista" que está por trás das oligarquias financeiras globalizadoras, que pretendem produzir uma única civilização mundial, idealizada, de homens com pensamentos e comportamentos uniformizados, desprovidos da consciência e do exercício do livre arbítrio – que é o que, afinal, lhes dá a condição de criatura. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estamos em plena era da incerteza, em relação aos destinos de povos, governos e nações, no que diz respeito à sua independência, na medida em que os mercados financeiros já estejam vivendo a realidade de um mundo sem fronteiras. Esse quadro gerou uma crise de autoridade nos governos locais, que precisam estar em razoável sintonia com este mercado financeiro apátrida, mas que não podem desvencilhar-se do papel de governar e, simplesmente, assumir um papel de gerente de relacionamentos entre as populações locais e aquele mercado, principalmente se isto significar prejuízos sociais incontroláveis e intoleráveis. Parece que, pelo menos dentro desse conflito, o placar já seja de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="1 a"&gt;1 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0 para a terceira das correntes acima citadas – e não só em relação às sociedades capitalistas ocidentais, mas em relação às outras duas correntes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, em todos os outros patamares, há uma espécie de acordo de cavalheiros entre estas correntes, explícito ou não, para que seu objetivo seja concretizado. Depois disso, matar-se-ão, uma às outras, até que apenas uma sobreviva. Nenhuma delas tem a menor condição de conseguir êxito, enquanto a cultura ocidental tiver como seu maior representante os EUA, aliado a algumas potências européias e asiáticas. Por isso o grande investimento em promover o anti-americanismo no mundo. Nesse contexto, África, América Central e América do Sul são palcos de disputa, o que faz destes continentes alvo da importação de lutas que não lhes pertencem. A impotência diante dessa luta de gigantes, entretanto, não impede que a eles (ou a cada nação que neles habite) caiba a opção de escolher a quem se aliar, como já o fizeram, explicitamente, alguns países da Ásia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É importante para países como o nosso, perceber, o quanto antes, que um projeto como a "Aliança das Américas" (projeto que orienta o Foro de São Paulo), por exemplo, seja uma falácia, que apenas pretenda alinhar-nos com a corrente comunista. Seremos igualmente celeiros subservientes. O sonho de se tornar uma grande potência pacífica e poliétnica deve ser sabiamente alimentado, porém, temporariamente adiado, em nome de uma profunda reflexão a respeito deste momento histórico, que demanda escolhas fundamentais. Sendo que o Brasil, particularmente, teria condições de poder fazer a escolha certa, sem ter que se render, obrigatoriamente, a um domínio servil. Ao contrário, nosso país talvez seja um dos poucos que tenha a medida certa para se tornar um importante aliado daqueles que pretendem preservar a civilização ocidental. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por mais infantilóide que o que vou dizer possa parecer, o fato é que seja muito mais lógico que sejamos invejados pelos nossos visinhos caribenhos e sul-americanos do que por potências como os EUA, por exemplo. Por razões tão óbvias que não é preciso nem citar. Não seria nem um pouco estranho, fazer suposições sobre o mórbido prazer de ditadores como Hugo Chávez, ao assistir um país potencialmente rico, como o nosso, de dimensões continentais e habitado por um povo privilegiadamente pacífico, entrar no caminho do retrocesso – direto para o fundo do poço - sem os privilégios petrolíferos e financeiros dos quais dispõe a minúscula Venezuela – que, aliás, virou quintal da casa de Chávez. Não é à toa que o presidente venezuelano seja acusado de apoiar, inclusive com ajuda financeira, organizações terroristas do mundo todo. Na realidade, seria hora dos brasileiros começarem a pensar se Chávez não estaria muito mais para Genghis Khan, em relação à América Latina, do que aquele que ele acusa de ser imperialista – o presidente norte-americano, G. W. Bush. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não há estratégias definidas, mas o pouco que se sabe é que, para sobreviver, a sociedade ocidental precisa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1)  Patrocinar o desmascaramento dos inimigos, privilegiando um processo de resgate das realidades histórias factuais que estão por trás das propagandas ideológicas de esquerda, desde a educação escolar até o que seja veiculado na mídia. Uma espécie de tática de patrulhamento ideológico invertido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2)  Repensar o custo-benefício da liberdade, pelo menos no atual momento histórico, uma vez que esteja sendo usada contra si mesma, no que parece ser um movimento de autodestruição. A idéia é a de que, se tivermos que perdê-la, que o façamos para nós mesmos, na esperança de que, um dia, possamos dela desfrutar novamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3) Promover a união, mesmo que temporária – como no acordo de cavalheiros entre as três correntes inimigas -   entre todos os povos que queiram viver sob a cultura ocidental. Isso significa que, sim, há que se alinhar com as grandes potências ocidentais, sendo os EUA a maior delas. É um fato. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É compreensível que muitos odeiem o governo norte-americano, e especialmente o Presidente George W. Bush. Entretanto, creio que não seja nenhum desatino pedir que isso se dê, ao menos, por motivos mais adequados. Não se goste de Bush, por sua incapacidade de "jogar tinta sobre os inimigos invisíveis", fazendo com que possam ser vistos e reconhecidos, de maneira que se tornasse mais fácil convencer mais pessoas e países a combatê-los. Não se goste de Bush, por sua incapacidade de encontrar mecanismos para redesenhar a assimetria dessa guerra anti-ocidente, fazendo com que os vetores desequilibradores da vigilância passassem a apontar para os inimigos e não contra nós mesmos. E, finalmente, odeie-se Bush por não ter aprendido a lição que a Guerra do Vietnã deixou sobre o uso da liberdade como arma contra o próprio ocidente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aliás, neste último quesito, parece que o homem começou a se mexer. A revista ÉPOCA desta semana (n. 406, pág. 40 e 41) traz uma reportagem elucidativa para quem já sabe ou para quem pretende saber o que está por trás de tudo o que vem acontecendo no mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pela nossa independência, não será tão danoso apoiar os aliados pró-ocidente, nítida e claramente, quanto o será, se viermos a selar acordos de cumplicidade, com qualquer uma das três correntes contrárias – ou com as três, por indução. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;(*) Artigo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;O esconderijo da incompetência é o melindre&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos daqueles que vêem seus argumentos derrubados ou findados, numa discussão qualquer, se refugiam no melindre, na posição de ofendidos, de modo a fazer com que aquele que tenha sido mais eficiente na argumentação deixe o palco do evento como ríspido ou até mesmo agressivo. O mais engraçado é que os ditos melindrados falam o que querem, ofendem à vontade, fazem-se de surdos aos apelos da razão, mas, sentem-se ofendidos ao ouvir uma única verdade que os faça calar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gritam, saem andando, choram – vale tudo para não se render à verdade. E não se está, aqui, a falar de verdades inutilmente grosseiras, como "você é um idiota", ou coisa parecida. Digo verdades que estejam relacionadas com um determinado tema qualquer, mas que envolvam diretamente o universo da vida do melindrado, como por exemplo, "você fala isso, porque nunca passou por aquilo". Pronto, é o suficiente! O melindrado sente-se mortalmente ofendido. Se estivesse seguro de suas posições, ele (que nesse caso não seria melindrado) reagiria normalmente e contra argumentaria, calmamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, como o objetivo dos inqualificáveis é vencer a discussão e não acrescentar ou discutir – no sentido de troca – absolutamente nada, recorrem, covardemente, à posição de ofendidos, porque sabem que ganharão, ao menos, a solidariedade da maioria, que tende a proteger e amparar os mais fracos. Os mais inteligentes são sempre vistos como ríspidos, arrogantes e agressivos. A verdade é que inteligência ofende mesmo, principalmente quando diz a verdade – coisa que quase sempre faz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca conheci um ser humano inteligente que tenha se ofendido pessoalmente por alguém ou algum fato. Conheci, sim, os que se entristeceram por não se fazerem entender ou por não encontrarem interlocutores saudáveis. Se a inteligência e a cultura não fossem, para tantos, imperdoáveis, saberiam o tamanho do regozijo que provoca assistir o debate entre duas mentes brilhantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que, aos olhos de todos, alguma coisa pareça ofensa, para os inteligentes e seguros de si, é apenas fruto de burrice ou ignorância. Não voltam para falar nada, para convencer ninguém ou buscar aprovação, pois sabem que o tempo se encarregará de demonstrar sua razão e a verdadeira face dos ofensores. Porque os mais inteligentes não precisam convencer, eles têm sempre a necessidade de acrescentar – são coisas bem diferentes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como nos filmes de ficção, onde somente um andróide pode reconhecer, ou mesmo perceber, a presença de outro andróide, assim se dá com aqueles que têm o dom da inteligência universal – eles são capazes de reconhecer um ao outro, no meio de uma multidão, numa simples troca de olhar (hoje, com a Internet, também na troca de e-mails). É universo para poucos e somente eles sabem o preço que pagam. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os incompetentes e os culpados escondem-se atrás do melindre, como se, mentido para os outros, pudessem enganar suas próprias consciências, tentando, desesperadamente, convencer que sejam vítimas, quando, na verdade, não conseguem é lidar com sua incapacidade de ser aquilo que admiram. Passam a vida toda alardeando aquilo que presumem ser suas qualidades, para esconder o que, para eles, são seus irreveláveis defeitos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Invejam a liberdade e o vínculo com a verdade dos inteligentes, punindo-os com melindres, para torná-los, aos olhos dos outros, ríspidos, agressivos ou arrogantes. São as "vítimas", os "pobre-coitados", que não assumem que foram ofendidos, não pela suposta atitude ríspida, ou "socialmente inconveniente", como diriam outros, mas sim pela verdade – que não suportam ouvir e tentam avidamente esconder, não só dos outros, mas principalmente de si mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-2538434471727891653?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/2538434471727891653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=2538434471727891653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2538434471727891653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2538434471727891653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/quem-o-inimigo.html' title='Quem é o inimigo?'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-6191504184338304303</id><published>2008-09-15T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:35:30.253-07:00</updated><title type='text'>Que Exército é esse nas ruas do Rio?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4689"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4689&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 17 de março de 2006&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Uma das coisas que certamente contribui para o quadro de aprovação popular a ação do exército no RJ é que não se conhece muitos militares que tenham ficado milionários, durante a tal da ditadura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Cerca de 40 moradores do Morro da Providência protestaram, em frente ao Comando Militar do Leste (CML), na Central do Brasil, pela segunda vez em menos de 24 horas. Os manifestantes acusaram os militares de cometerem excessos, como dar tiros para o alto, obrigar o fechamento do comércio, impedir a circulação de pessoas e implantar o toque de recolher a partir das 19hs. (Folha On-Line, 10/03/2006). &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;...&lt;b&gt;E nós, os cidadãos de bem, inclusive e principalmente, os que moram nas favelas do Rio, acusamos a bandidagem, os traficantes e os manifestantes a seu favor das mesmíssimas coisas e de outras bem piores. Quem será ouvido dessa vez? &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há anos somos reféns de um Estado Paralelo financiado pela venda de drogas, mas que todos sabem vir crescendo, incontrolável e assustadoramente, por razões infinitamente maiores e mais importantes. Por trás desse crescimento está o terrorismo, está, também, um projeto de poder esquerdopata e, ainda, por trás desse, um outro que se utiliza dele como primeiro instrumento de destruição. Só não enxerga isso quem não quer. Há muito tempo que a atuação criminosa do tráfico já deixou as raias do crime comum e a operação militar para combatê-la só não foi levada a cabo, pelo pavor que os demagogos de esquerda, finalmente todos alçados às esferas do poder, institucional ou das artes e da mídia, têm de serem flagrados na sua incompetência para governar, na sua falta de compromisso com as necessidades do povo brasileiro e no seu egocentrismo, que sempre pretendeu impor os próprios ideais como se de todos os brasileiros fossem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passaram anos mentindo, nas escolas, nas universidades e na mídia, dizendo que lutavam por direitos democráticos, quando se sabe muito bem que queriam era impingir o comunismo aos brasileiros, escondendo que a democracia era, isso sim, do que eles precisavam para chegar ao poder. Tanto é que hoje estão lá, fazendo o que todo mundo vê. Lutaram por seus próprios ideais e não por ideais de povo nenhum. Ao contrário, o quanto antes tivessem desistido do delírio comunista, mais cedo teriam voltado a vigorar os direitos civis de todos os brasileiros. Porque, como todos sabem, sua "luta" ia muito além das palavras e manifestações artísticas – pegavam em armas, roubavam, matavam, seqüestravam, praticavam terrorismo e tudo o mais que enfiam goela abaixo da população como plenamente justificável por ser "em nome de ideais políticos"(1). &lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Reinaldo Azevedo, diretor da Revista &lt;i&gt;Primeira Leitura&lt;/i&gt;, no artigo "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=7137"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Exército no Rio: governo Lula é infame&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", depois de demonstrar indignação com o motivo que levou as tropas às ruas, pergunta: " &lt;i&gt;Afinal de contas, já que, felizmente, não estamos em guerra com nenhum outro país, do que se ocupam os militares brasileiros quando não estão abortando vôos civis para embarcar de braço dado com a patroa? O que justifica que não se mobilize tal efetivo no combate ao crime organizado? Qual é o medo? Por que tememos a nossa Constituição? &lt;/i&gt;" &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora eu tenha um imenso respeito pelo jornalista e não deixe de ler uma linha sequer do que escreve, desta vez discordo, humildemente. Não totalmente, mas acho que não poderiam ter alegado os militares agir por outra razão que não a que alegam, nesse caso específico, já que (aparentemente) não houve ordem superior, para que se desse a operação, nem pelo motivo alegado nem por outro qualquer – ainda que sabidamente necessário e perfeitamente legal. Os dois parágrafos que antecedem o anterior já seriam uma boa resposta à parte das indagações de Reinaldo. Faltou a autorização e o apoio dos homens que dirigem esse país, para que as FFAA agissem da mesma maneira, no sentido de defender, a já exausta população, da criminalidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi o medo de ver a satisfação popular. O medo de encarar a verdade sobre a disparidade entre os ideais de esquerda e os da esmagadora maioria dos brasileiros. O medo não era e ainda não é sem razão, porque, mesmo depois de mais de 20 anos de humilhação e execração públicas, praticada pela mídia e pelos meios acadêmicos, sobre as FFAA, o povo não parece temê-las e muito menos odiá-las. Em todas as enquetes promovidas na Internet, os resultados menos favoráveis à operação e à presença do Exército nas ruas revelaram 92% de APROVAÇÃO. Isso para não citar a "chuva" de comentários pedindo, inclusive, que as FFAA expandissem essa ação para várias outras cidades brasileiras e quiçá para acabar com o antro de corrupção nacional. Não são dados oficiais, mas foram 228 armas apreendidas, 38 apreensões de drogas e 13 autos de resistência à prisão, até agora. Sem falar nas inacreditáveis taxas de diminuição dos mais diversos tipos de crime, nas áreas onde os militares estiveram presentes – durante o tempo que permaneceram, é claro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O DIA On-line: Você é contra ou a favor da ocupação de favelas pelo Exército? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A favor                 93,79% (17195 votos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Contra                  5,09% (933 votos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei                 1,12% (206 votos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Total: 18334 votos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Site TERRA: Você é a favor da ocupação do Exército nas favelas do Rio?&lt;br /&gt;O seu voto já foi computado &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim - 95.28 % - 151140 votos&lt;br /&gt;Não - 4.72 % - 7482 votos&lt;br /&gt;Total: 158622 votos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nessa outra enquete, a pergunta já é sobre uma possível continuidade das tropas nas favelas e sobre a questão da segurança: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O GLOBO On-Line: A presença do Exército em favelas aumenta a segurança da população? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, e deveria continuar após operação para recuperar armas - 88.52%&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não, os soldados não são treinados e preparados para isso - 11.48%&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Total de votos para esta pesquisa: 9545&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dizer que Internet só revela opinião de classe média e alta é um tanto quanto relativo. Entretanto, afirmar que os moradores das favelas estejam emudecidos pelas leis do tráfico – que é o "Estado" a que estão submetidos – é unanimidade. A opinião dessa gente está nos olhares e no lento caminhar, de cabeça baixa, a caminho do trabalho. Dizem, em &lt;i&gt;off&lt;/i&gt;, por motivos óbvios, que tem gente até querendo homenagear os rapazes que roubaram as tais das armas, por terem acabado por provocar essa reação do Exército. Essas mesmas pessoas confessam que estão rezando para que as armas não sejam encontradas tão cedo, de modo que a operação não acabe. Tem gente, nas comunidades, batendo continência para traficante, mas acendendo vela e fazendo promessa pra soldado. Uns e outros já fazem planos de pintar a casa, de ornamentar um pequeno jardim na entrada e de comprar bicicleta para os filhos andarem pelas ruas e nas quadras comunitárias de esportes, sem o risco de serem alvos de tiros e de aliciamento pelos traficantes. Tem escola particular pensando em abrir filial dentro da comunidade, com preços mais reduzidos, direito à creche e uniforme verde e amarelo para as crianças. São muitos os planos e os sonhos... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma das coisas que certamente contribui para esse quadro de aprovação popular é que não se conhece, de fato, muitos militares (talvez nenhum) que tenham ficado milionários, durante a tal da ditadura. Jamais houve, por parte daqueles homens, auto-reajustes salariais absurdos e desproporcionais como se vê, há anos, neste país, praticarem todos os políticos e seus vizinhos do Judiciário. Vai ver que o pessoal da tal ditadura estivesse mesmo preocupado em industrializar o país, em construir usinas hidrelétricas e nucleares, em construir estradas, em garantir aos brasileiros o direito de ir e vir com segurança e coisas desse tipo. Ficaram ocupados com essas bobagens e esqueceram de seu próprio enriquecimento, de fazer conchavos políticos, de fazer apologia da democracia da miséria. Foi um lapso. Houve erros, sim, inclusive de estratégia econômica e certamente deve ter havido casos isolados de corrupção. O problema é que a população acredita no que viu e, muito mais ainda, no que possa ter dito o silêncio dos militares, por todos esses anos, do que na propaganda toda que se fez, e ainda se faz, contra eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, há um outro aspecto sobre o qual o imaginário popular, em relação às FFAA, talvez ainda não tenha se dado conta. São mais de vinte anos de silêncio, de apatia diante dos dragões do revanchismo, de falta de aparelhamento adequado, de sistêmica desvalorização salarial, de falta de investimento em inteligência e educação. Isso tem conseqüências. As Forças de ontem não são mais as que temos hoje. Há quem diga, literalmente, que a Força está dividida em três grupos de militar: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1)      Os ufanistas antiimperialistas, que acham que tudo o que acontece de errado com o país e com as próprias FFAA seja obra dos EUA, para fincar as garras do império capitalista sobre as riquezas brasileiras e latino-americanas, ameaçando, permanentemente, sua soberania nacional. Nesse ponto (e sinceramente esperamos que seja só nesse) não há como negar que haja algo de muito comum entre o que pensam estes militares e o que conduz a política externa do governo Lula. Com certeza (espera-se, fervorosamente, também), o que alimenta o antiamericanismo de um não seja o mesmo que está por trás do comportamento do outro. Mas, novamente, não há como negar que esta interseção na maneira de pensar possa fazer com que um engane o outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por exemplo, durante a campanha presidencial de 2002, Lula esteve no Clube da Aeronáutica (RJ) e deu a entender que tinha intenção de desafiar os acordos de não-proliferação nuclear e aventou até a possibilidade de o Brasil fabricar a bomba atômica. Outro exemplo aconteceu numa sessão conjunta das comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado, no dia 19 de junho de 2002, quando Lula prometeu transformar o Brasil em uma potência militar, dizendo: "...&lt;i&gt;só há três maneiras de um país ser respeitado: 1) pelo domínio tecnológico; 2) pelo poder econômico; e 3) sendo uma potência militar&lt;/i&gt;". E, finalmente, versa que, em 2005, elementos representando a ESG/ADESG teriam realizado palestra para oficiais militares, em Recife (PE), dando voz à teoria do General russo Leonid Ivashov, segundo a qual os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono (11/09/2001) teriam sido montagens holiwoodianas, criadas por George W. Bush, para desestabilizar a ordem mundial da ONU e impor o domínio americano a todo o planeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu não inventei nada. Consultem: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.defesanet.com.br/notas/abr_mb_1.htm"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Defesanet&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; e  o artigo &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4599"&gt;Encenações&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, de José Luiz Sávio Costa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2) O segundo grupo seria o daqueles que "não estão nem aí", que se transformaram em funcionalismo público ordinário, sem o menor interesse por política ou por questões de identidade nacional (2). Disse, certa vez, o General Luiz H. de Oliveira Domingues, num artigo intitulado, &lt;i&gt;Licenciamento Antecipado&lt;/i&gt;: "&lt;i&gt;Fico mais preocupado quando ouço dizer que os nossos tenentes e capitães "não estão nem aí", do que quando dizem que falta dinheiro. Sempre faltou&lt;/i&gt;". Estão mais para vítimas do regime revanchista dos últimos 20 anos, do que para produto dele – que seriam mais bem representados pelos do primeiro grupo. Cumprem horários e sonham com a aposentadoria, para, finalmente, começarem a trabalhar. Nos altos postos de comando, fazem parte desse grupo aqueles que se interessam apenas em desfrutar dos poucos privilégios que o silêncio conivente os permite desfrutar, para que possam, pelo menos depois de idosos, viver uma vida mais confortável. Muitos deles até sorriem para o poder, associam-se a ele, num exercício de auto-enganação. São deslumbrados no poder. Bem ao gosto daqueles que os colocam lá - no caso, os governantes.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3)     Finalmente, são, estes últimos, aqueles que fazem parte do que está no imaginário popular. São homens que têm a preocupação de se manter em sintonia com a identidade nacional e com o que acontece no mundo. Homens dispostos a se render aos anseios do povo brasileiro, a respeitar a ordem e a Constituição. São homens que dedicam suas carreiras ao aprendizado, que estudam, que se preocupam com as tropas, que almejam melhores condições de trabalho, que desejam a modernização dos equipamentos, que defendem projetos nacionais de segurança. Homens que gostam do que fazem, que respeitam as fardas que usam. Este grupo não tem nome, porque qualquer nome que se desse não conseguiria fugir da parcialidade. São obedientes sim, mas somente à Constituição – governos passam, as FFAA ficam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vale uma observação, antes de continuar no tema da operação do Exército. É bom que fique claro que as características dos que pertencem ao primeiro e ao terceiro grupos não são necessariamente excludentes. Os objetivos dos dois seriam os mesmos – defender a soberania nacional, os interesses do povo e a integridade do território brasileiro. Os motivos e a estratégia é que são diferentes. Nesse sentido, a razão principal dessa situação é a carência de um serviço de inteligência competentemente orientado (o que naturalmente é proposital) e a deficiência na formação intelectual das tropas. A não ser por iniciativa própria (e individual) o militar (como todos os brasileiros) é carente de literatura daquilo que chamo de macro visão da conectividade entre causa e efeito das forças sociais, políticas e econômicas que movem o mundo. Uma das conseqüências mais imediatas dessa carência é fazer com que se confunda Imperialismo Globalizante com Imperialismo Estadunidense, ou que se confunda "queda do muro de Berlim", "Perestroika Soviética" e "abertura do mercado chinês" com o fim do comunismo. Não é preciso ser muito inteligente para saber o que a não consciência disso pode significar para um país. O terceiro grupo sabe, o primeiro não. E, somente aí, reside a diferença entre os dois. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltando ao assunto da operação militar, fica a pergunta: qual destas três correntes militares está por trás da presença do Exército nas ruas do Rio de Janeiro? Sim, porque há algumas boas considerações a fazer a respeito desta operação. Há, certamente, um "elo perdido", uma espécie de desconexão entre o motivo, o tamanho e a forma da ação. A coisa toda pareceu de uma teatralidade (perigosa, é verdade, uma vez que coloca vidas humanas em risco) que pode ter conseqüências que fujam completamente dos planos de quem orquestrou, de quem empreendeu e de quem autorizou. Não necessariamente nesta ordem e nem na mesma intensidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma primeira relevante consideração já foi feita pelo jornalista Fábio Santos, em seu artigo "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=7162"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entrou tem de ficar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", no site da revista &lt;i&gt;Primeira Leitura&lt;/i&gt;: "&lt;i&gt;Há quem diga que esta ação está sendo planejada há tempos e que o episódio do roubo foi utilizado apenas como desculpa. O objetivo seria o governo federal mostrar serviço em ano eleitoral. Que os militares estão se preparando há tempos para esse tipo de ação é mais do que óbvio. Essa foi inclusive uma das motivações estratégicas para que fossem enviadas forças brasileiras ao Haiti. Lá eles fazem exatamente o que deveriam fazer por aqui. Agora, se a idéia é ganhar pontos nas eleições, com o perdão do trocadilho, o tiro pode sair pela culatra. O governo está preparado para sustentar essa operação pelo tempo que for necessário? Não me parece &lt;/i&gt;". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A hipótese é perfeitamente cabível. E, certamente, por trás dela estariam os militares do primeiro grupo. Há boas razões para se embarcar nessa conclusão por causa da conivência do governo federal com a operação. Entretanto, teria sido ela um teste? Sim, porque, se fosse para valer, os soldados teriam sido em maior número e o cerco viria varrendo os morros de cima para baixo e de baixo para cima, de modo a encurralar os traficantes. Teria sido um teste para tomar a medida da reação da mídia e das ONGs? A reação da &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt; (Pró Lula), revelando os aspectos positivos, encarando com seriedade, tanto o motivo como a operação em si, oferece uma boa pista a esse respeito: as oposições tiveram pouca voz. Teria sido um teste para saber em que medida a população das comunidades poderia sofrer e em que número poderia ser usada para escudar os traficantes? Foram quatro levemente feridos e um morto – supostamente por traficantes. Nada mal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma outra hipótese, que não elimina totalmente a primeira, acima citada, é a de que uma operação como essa que, premeditadamente não seria levada até às últimas conseqüências, &lt;b&gt;acabaria por desmoralizar, publicamente e de vez, as FFAA,&lt;/b&gt; fazendo com que se justificasse uma "reforma" nas FFAA (nos moldes do governo, é claro) ou a necessidade de criar uma força nacional especial (e aí entrariam os homens que estão sendo treinados no Haiti), de caráter independente e sob às ordens diretas da Presidência da República, para combater o tráfico (de drogas, de armas, etc.) e outros crimes que envolvessem assuntos de defesa nacional – seria a criação do braço armado fiel às ordens e aos ideais do governo (e não do povo e da Constituição, como o são as FFAA). Tudo como o Foro de São Paulo recomenda. Poderia até vir a provocar o suicídio de muito comandante militar que se descobrisse como instrumento de um planejamento desses, sem encontrar saída - que não pusesse em risco a vida de seus familiares - para voltar atrás. "Viagem?" Pode ser, mas em se tratando de levantar hipóteses, a gente tem que pensar em tudo e, em sendo inconcebível no mínimo daria um bom argumento para uma estória de ficção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para reforçar, ainda, esta hipótese, espalhando a impressão de caos: invasões sistemáticas do MST, incluindo a prática de vandalismo, desmoralização do Congresso, com absolvições inadmissíveis no Conselho de Ética e o toque final – a última cereja na decoração do bolo – o Comandante do Exército, parecendo ignorar todo o patrulhamento que existe em torno da figura militar, comete um excesso, exigindo viajar num vôo que já estava lotado – em que pese uma série de considerações que devem ser feitas em relação a este episódio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mostrar serviço em ano de eleição? Se for esse o caso (o que eu não acredito), piorou ainda mais a situação de Lula: perdeu para a própria cegueira (não sabia de nada), perdeu para a corrupção, perdeu para a impunidade, perdeu para as pizzas do Congresso e, agora, perdeu para o tráfico. Uma tragédia. E, burrice tem limite. A hipótese existe, mas é pouco provável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda existe a possibilidade de a operação ter sido organizada por militares do terceiro grupo, no auge de sua intolerância com o desgoverno do país, numa última tentativa de dizer ao Estado Paralelo que ainda existe um inimigo difícil de vencer nos limites do Estado Institucional. A esses militares interessaria dar um recado – e danem-se as conseqüências disso para o "Desgoverno" Federal. Já mostraram um pouco do que podem fazer – voltam para os quartéis e esperam que ações como as do roubo das armas não aconteçam mais. Afinal, já houve uma série de operações com a finalidade de recuperar armas roubadas. Numa delas, aconteceu a morte de um Cabo, ferido por um tiro de fuzil, dado por traficantes – e não houve nenhum alarde na imprensa a respeito disso e nem das outras operações. O motivo da magnitude desta operação, em particular, seria o de colocar um ponto final em ações criminosas desse tipo. Recado dado e armas encontradas, as tropas saem, aos poucos, de circulação e voltam ao que antes faziam, até que as armas sejam recuperadas. Entretanto, voltam com a esperança de que alguém os reconduza legalmente para as ruas com a finalidade de lutar, até às ultimas conseqüências, para tirar o Rio de janeiro de seu desespero. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E fica a pergunta: "Qual desses Exércitos que, em nome do Exército, está nas ruas do Rio?" Se for o do primeiro grupo, resta-nos chorar e assistir, impotentes, à chegada do pior. O pessoal do segundo grupo está nas academias ou nos bares das esquinas, malhando ou tomando chope com os amigos. Se for o do terceiro grupo, é mal, também, ainda que menos mal, pois, ficará tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que a população gostaria que fosse, infelizmente, parece estar fora de cogitação. Quem sabe se lembram disso, na hora de votar, e optem por candidatos comprometidos com a questão da violência, sob o ponto de vista das Forças Armadas e não das ONGs que apregoam a "coitadização" dos criminosos? É uma opção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na verdade, a população gostaria de ver nas ruas o Exército dos homens do terceiro grupo, comprometidos com a Constituição e com o povo brasileiro. Alguém se atreveria a fazer um referendo sobre a possibilidade de a população decidir se gostaria que as FFAA colocassem um pouco de ordem nas Instituições, no Congresso e nos rumos sócio-político-econômicos do país? Mesmo que para isso tivessem que deixar de votar em candidatos e, por exemplo, tivessem que passar a votar, em referendos, sobre propostas de governo e de leis? Acho que poucos se atreveriam. E, por falar em povo, sabem por que não sai às ruas, como em 1964, para pedir que as FFAA recoloquem o país nos trilhos? Dizem por aí, em resposta aos de dentro das FFAA, de que é preciso uma manifestação clara da população para que estas venham em seu socorro, que as pessoas não vão às ruas por medo de acabarem como um tal de "Celso Dani...alguma coisa" ou levando chumbo dos criminosos e de quem os apóia. Será? E dizem também que, se chovessem avisos do céu garantido que nem uma coisa nem outra aconteceria, o Brasil inteiro sairia de casa para pedir por isso. Será? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enquanto isso, os brasileiros assistem, desolados, os cidadãos de bem da Cidade Maravilhosa sitiados por "Estados de Poder Paralelo", que enfrentam o Exército brasileiro, com armas e homens, defendendo territórios que chamam de seus. Criminosos dizendo ao mundo que tomaram, ao Brasil, partes de seu território, sem que encontrassem quem os impedisse de fazê-lo. Diante de uma situação dessas, que dirão as ONGs dos direitos humanos sobre a responsabilidade que lhes cabe nesse quadro? O de sempre: "coitadizarão" os criminosos. Que dirão as esquerdas egocêntricas? Receberão os cidadãos brasileiros indenização por exílio ou aprisionamento – cercados por grades e portas de ferro, dentro de suas próprias casas – como as que recebem, hoje, (do Estado e com o dinheiro dos brasileiros) aqueles que, se não contribuíram com instrução terrorista, o fizeram com a sua conivência e omissão? Ficam no ar estas perguntas... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, para infelicidade de todos, o CML acaba de anunciar que as armas roubadas foram encontradas. O sonho acabou... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só para constar, a despeito de toda essa demonstração de eficiência, cumprindo os objetivos da missão, sem provocar a morte de nenhum brasileiro, o ministro Márcio Thomaz Bastos confirmou que Lula ordenou o generoso aumento de 59% para os agentes e de 76% para os delegados da Polícia Federal. Os militares obtiveram um reajuste de 23%, em duas parcelas, depois de anos sem um reajuste sequer: 13% no ano passado e, este ano, ainda estão à espera dos 10% restantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-6191504184338304303?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/6191504184338304303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=6191504184338304303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/6191504184338304303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/6191504184338304303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/que-exrcito-esse-nas-ruas-do-rio.html' title='Que Exército é esse nas ruas do Rio?'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-3974653369085042351</id><published>2008-09-15T20:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:30:21.028-07:00</updated><title type='text'>Milagre na Sapucaí</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4643"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4643&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 06 de março de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; O desfile das Escolas de Samba do Rio mostrou, ao vivo, que o Brasil se vende por qualquer milhão de dólar – seja em forma de doação para Escolas de Samba ou em forma de doações para campanhas eleitorais, disfarçadas de investimentos em publicidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Gosto é realmente uma coisa que não se discute. Todo ano é a mesma coisa: tem sempre quem não fique satisfeito com o resultado da apuração do desfile das escolas de samba do Rio. Eu mesma jamais poderia ser jurada de concurso de Escola de Samba; daria 10 para tudo e para todos – se não fosse pelo quesito em si, seria pela consideração ao trabalho, à dedicação e ao espetáculo. Não há dúvida de que a subjetividade tenha lá seu peso, mas existem regras e requisitos que devem ser lavados em consideração na hora de dar as notas. Parece que, nesse Carnaval, prevaleceu a subjetividade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 12 de agosto de 1928, o cantor e compositor Ismael Silva e sambistas do bairro do Estácio fundaram a primeira escola de samba do Rio de Janeiro: a Deixa Falar. O primeiro desfile oficial aconteceu em 1935, na antiga Praça Onze e, por mais de 30 anos, foi realizado sem a cobrança de ingresso. No fim dos anos 60, o Carnaval começa a ganhar os contornos atuais, passando a acontecer, primeiro, na avenida Presidente Vargas e, depois, na Marquês de Sapucaí. Em 1984, durante o governo de Leonel Brizola, foi construída a Passarela do Samba (Sambódromo), projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer - um complexo com &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="700 metros"&gt;700 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; de extensão e capacidade para abrigar 62 mil espectadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, o espetáculo das Escolas de Samba não só é auto-sustentável, como também dá muito lucro. As Escolas têm participação no que é arrecadado com a venda de ingressos, de CDs e DVDs e nos ganhos com as transmissões de TV - num espetáculo assistido por mais de 2 milhões de pessoas, no mundo todo. Asseguram cerca de 30 mil empregos fixos, diretos e indiretos, e são as maiores responsáveis por tudo que se arrecada com o turismo, na cidade do Rio de Janeiro, durante o Carnaval. Um exemplo de empreendimento capitalista bem sucedido no mundo das artes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este ano, o maior espetáculo “artístico-popular-capitalista” da terra, de criação exclusivamente brasileira, premiou um enredo socialista revolucionário, patrocinado, pela primeira vez na história do Carnaval carioca, por uma empresa estrangeira com fins evidentemente políticos. Sim, porque a vitória foi do tema – a escola que o desfilava era mera formalidade, poderia ter sido qualquer uma que tivesse topado o patrocínio da estatal venezuelana do Petróleo, PDVSA, maior empresa do país governado por Hugo Chávez, que doou cerca de U$ 1.500 milhão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A estatal venezuelana aproveita o carnaval e divulga a campanha &lt;i&gt;“Petróleo para a integração dos povos”&lt;/i&gt;, com anúncios em rádio, TV e ônibus, incluindo, ainda, um outdoor gigante no Sambódromo. Nos últimos anos, a PDVSA, sócia da Petrobras num projeto de US$ 2,5 bilhões, abriu no Pará 12 dos 80 postos de gasolina prometidos pela Petrobrás, para o Norte e o Nordeste do Brasil – a Petrobrás não abriu nenhum ainda. O chefe da Seção de Política e Comunicação da Embaixada da Venezuela, Nelson Gonzalez, informou que há interesse em ampliar presença em países da região, alinhados ideologicamente com o governo Chávez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O enredo &lt;i&gt;"Soy loco por ti, América - A Vila canta a latinidade"&lt;/i&gt; pretendeu contar a saga do continente e das miscigenações, pelas mãos do carnavalesco Alexandre Louzada. Carros alegóricos homenageavam figuras como Che Guevara e Gabriel García Marquez, passando pela festa dos mortos mexicana. O carro que fechou o desfile fez uma homenagem a Simón Bolívar, com um boneco do “herói da independência sul-americana”, com &lt;st1:metricconverter st="on" productid="13 metros"&gt;13 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; de altura. Joãozinho Trinta puxou a escola numa cadeira de rodas motorizada – o que, sem dúvida nenhuma, pode ter influenciado o caráter subjetivo das notas majoritárias da Vila Isabel. E, se fosse só por isso, teria sido talvez até meritório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A escola contou com 3.880 integrantes e 34 alas. De acordo com o carnavalesco, Alexandre, a escola entrou na avenida para fazer uma crítica aos colonizadores que, segundo a visão dele, só pensavam em tirar proveito da terra, trazendo com eles a morte espiritual do continente, massacrando as crenças e culturas locais. Apaixonada pela agremiação, a atriz Letícia Spiller desfilou pela escola e, ao término da apresentação fez uma declaração, a um repórter da &lt;i&gt;TV Globo&lt;/i&gt;, dizendo que já estava mesmo na hora de despertar o espírito revolucionário do povo e de promover a união da América Latina... &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES" style="mso-ansi-language: ES;color:black;" &gt;Blá, blá, blá,... E terminou: &lt;i&gt;“Hay que endurecerce pero sin perder la ternura jamás!”.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Mostrou a que veio...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A primeira vez que a Unidos de Vila Isabel ganhou o Carnaval carioca foi em 1988. No ano passado, a escola ficou em 10º lugar. Este ano, praticamente não recebeu votos nas enquetes de sites e blogs e nem das pesquisas feitas no próprio Sambódromo, sobre quem seria a campeã de 2006 e não mereceu um único prêmio do Estandarte de Ouro – prêmio do jornal &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; –, que divulga seus premiados antes da apuração oficial dos resultados do desfile das escolas de samba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde a sua criação, o Estandarte de Ouro sempre esteve mais ou menos em sintonia com os resultados oficiais. A escola que vence o Carnaval, se não coincide com a agraciada com o prêmio do Estandarte de Melhor Escola de Samba, certamente vence em pelo menos uma das outras 19 categorias que já fizeram parte desta premiação (hoje são só 15 categorias). E, justificadamente, a escola que recebe o prêmio de Melhor Escola de Samba acaba sendo também premiada em outras categorias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fenômeno igual a este que ocorreu com a Vila Isabel, agora em 2006, aconteceu somente em outras três ocasiões. Em 1990, quando a Mocidade Independente de Padre Miguel venceu o Carnaval e não recebeu nenhum prêmio do Estandarte, que agraciou a Mangueira, a oitava colocada oficialmente com nada menos que 6 prêmios (Melhor Escola, Puxador, Samba Enredo, Bateria, Ala das Baianas e Passista Masculino). Em 1999, quando, agora do outro lado, a Mocidade Independente de Padre Miguel ganhou os prêmios de Melhor Escola, Melhor Enredo, Mestre-Sala e Revelação, do Estandarte de Ouro e foi a quarta colocada no desfile oficial - a campeã do Carnaval, a Imperatriz Leopoldinense, não recebeu nenhum prêmio do Estandarte. E, finalmente, em 2004, cuja campeã do Carnaval, a Beija-Flor, não foi premiada em nenhuma das 15 categorias do Estandarte de Ouro e a Império Serrano, nona colocada no resultado oficial, levou 5 prêmios (Melhor Escola, Samba Enredo, Bateria, Puxador e Ala das Baianas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até bem pouco antes dos resultados da apuração, os jornais anunciavam que cinco escolas estavam na briga pelo título: Mangueira, Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Império Serrano e Viradouro. Entretanto, contrariando todas as previsões, venceu a Vila Isabel. Tanto que, no Sambódromo, havia muito pouca gente para torcer pela escola durante a apuração. Até mesmo um dia depois da vitória, Sandra Anenberg, na bancada do &lt;i&gt;Jornal&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Hoje&lt;/i&gt;, da &lt;i&gt;TV Globo&lt;/i&gt;, de quinta-feira dia 2 de março, deixou escapar: “A Unidos de Vila Isabel ainda comemora a inesperada vitória...”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enquanto isso, lá na Venezuela os jornais destacavam em suas manchetes do dia 2 de março, a vitória da Unidos de Vila Isabel, no Carnaval do Rio. Um deles, o &lt;i&gt;"Reporte"&lt;/i&gt; assegurou que mais de 500 “bolivarianos” viajaram para o Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas, para animar o desfile da Vila. O que justificaria os gritos de “é campeã”, surgidos do nada e sem justificativa plausível, a partir das arquibancadas do Sambódromo, logo após o término da apresentação da escola, e quem estava lá sabe disso. &lt;i&gt;"Enquanto em Caracas o povo recebe um carnaval de segunda (...), mais de 500 bolivarianos viajaram ao sambódromo do Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas, para enaltecer o Bolívar carnavalesco da escola de samba paga pela 'Choroesa'&lt;/i&gt;", diz a matéria do jornal, referindo-se ao roubo de dinheiro público em que a PDVSA estaria supostamente envolvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Vila Isabel levou o título de Campeã do Desfile das Escolas de Samba de 2006, com 397,6 pontos e a Grande Rio ficou com o segundo lugar, por ter perdido 0,2 pontos, devido a um pequeno atraso para ultrapassar a linha que demarca o fim do desfile, ficando com iguais 397,6 pontos (quando teria ficado com 397,8, se não fosse pelo erro) e por ter perdido no quesito de desempate – Samba Enredo – por 1 décimo (39,8 para a GR e 39,9 para a VI). A Viradouro, terceira colocada, ficou com 397,2 pontos, a Mangueira, em quarto, com 397,1 pontos e a Beija Flor, em quinto, com iguais 397,1 pontos, desempatados no quesito seguinte ao samba-enredo, já que as duas ficaram empatadas neste quesito, cada uma com 40 pontos. A Unidos da Tijuca amargou um sexto lugar, com 396,7 pontos. Como se pode observar, é uma disputa acirrada, onde qualquer décimo pode fazer a diferença entre perder e vencer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A indicação do Corpo de Julgadores é atribuição exclusiva do Presidente da LIESA, Ailton Guimarães Jorge. Há quem tenha sido convidado a integrar o corpo do júri por ser célebre no que faz e outros que simplesmente enviaram um currículo para a LIESA e conseguiram a vaga. Para cada um dos 10 quesitos em julgamento (bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, conjunto, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira), foram selecionados quatro Julgadores, perfazendo um total de quarenta. Eles foram apresentados à imprensa no dia 23 de janeiro de 2006. Os 40 julgadores ficaram dispostos no Sambódromo em 4 módulos, cada um com 10 integrantes – um de cada quesito. Todas as notas diferentes de 10 devem, obrigatoriamente, ser justificadas por escrito, no Caderno de Julgamento, o que só deve ser feito após o desfile da última Escola a se apresentar na Segunda-feira de carnaval.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No quadro de notas do desfile de 2006 não se pode dizer que tenha havido nenhum disparate absurdamente incoerente. Entretanto, há notas que alimentam certa curiosidade. A Unidos da Tijuca, por exemplo, no quesito Fantasia recebeu de apenas um dos julgadores a nota 9,3, quando todos os outros deram 10. Este mesmo julgador deu 9,5 para a Rocinha, desta vez, porém, já em sintonia com os outros julgadores, uma vez que essa escola foi a que teve as notas mais baixas, não só nesse mas em todos os outros quesitos – tanto que ficou em último lugar. O mesmo julgador também foi desproporcional, ao dar 9,3 para um Salgueiro que recebeu 9,8 – 10 – 10 dos outros julgadores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há alguns outros poucos exemplos deste tipo, mas que não vale a pena ficar analisando, por causa do contexto de suposta subjetividade em que estão inseridos. Mesmo porque teria que se admitir que Grande Rio tivesse se atrasado de propósito. Haveria ainda a possibilidade de se empenhar em verificar, por exemplo, se as tais desproporcionalidades teriam acontecido em notas de julgadores que estivessem num mesmo módulo, apesar de estarem julgando quesitos diferentes. Se levarmos, então, para o lado da aplicação de conhecimentos matemáticos que podem encontrar padrões, detectar o uso de probabilidades, etc., aí a coisa poderia ir longe demais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É claro que todo mundo pensa na possibilidade de ter havido alguma desonestidade, principalmente quando acontecem surpresas como a deste Carnaval. Mas, é melhor que se fique com outras alternativas – a do milagre, por exemplo! E realmente é o que deve ter acontecido, já que, mesmo sendo surpreendente, a vitória da Vila Isabel não provocou um único protesto sequer na mídia, nem mesmo por parte dos dirigentes de outras Escolas, ao contrário do que costuma acontecer em todos os outros anos. Deve ter sido milagre mesmo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por outro lado, o Brasil teve a oportunidade de mostrar para o mundo que Hugo Chávez pode mandar e desmandar até na nossa mais mundialmente conhecida forma de expressão cultural – o Carnaval. Pudemos passar a mensagem, ainda que nós brasileiros saibamos ser mentirosa, de que nosso povo “fecha” com o delírio do “filhote de Fidel Castro”. O candidato a Imperador da América Latina, Hugo Chávez, teve a chance de gritar ao planeta que o Brasil não é fantoche do imperialismo norte-americano – optou por servir a um império mais próximo que surge de um país bem menor: a grande Venezuela. Prova pior que dar a vitória para a escola patrocinada por Chávez foram as fotos que circularam o mundo, mostrando as bandeiras da Venezuela nas mãos dos integrantes que comemoravam a vitória na quadra da Vila Isabel. O desfile das Escolas de Samba do Rio mostrou, ao vivo, a pelo menos 2 milhões de pessoas que o Brasil se vende por qualquer milhão de dólar – seja em forma de doação para Escolas de Samba ou em forma de doações para campanhas eleitorais, disfarçadas de investimentos em publicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, como tudo está ótimo e formidável, todos sorriem e ninguém contesta nada, já se pode até começar a pensar nos temas para o desfile de 2007 que poderiam ser coisas do tipo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(1) Vitória do Povo: Lula não sabia, foi traído, deu a volta por cima e foi reeleito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(2) Vencendo o Imperialismo: A Luta dos Oprimidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;O enredo falaria da inevitável queda do império norte-americano. Começaria mostrando o império estadunidense dominando, destruindo e oprimindo milhares de povos e culturas do planeta; passaria pela derrota norte-americana no Vietnã e iria até a grande vingança do 11 de setembro; a partir daí, a América Latina se uniria, sob o comando do libertador Hugo Chávez e ajudaria o mundo a aniquilar os EUA; no final, a vitória de um mundo livre, justo e fraterno, formando um reinado mundial, governado por seus libertadores: Fidel Castro, Hugo Chávez e Bin Laden. Um paraíso!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-3974653369085042351?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/3974653369085042351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=3974653369085042351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/3974653369085042351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/3974653369085042351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/milagre-na-sapuca.html' title='Milagre na Sapucaí'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-1882123568651255327</id><published>2008-09-15T20:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:22:06.167-07:00</updated><title type='text'>Que reine o jeitinho brasileiro!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4631"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4631&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 03 de março de 2006&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; O PT  festejou o sucesso do governo e de boa parte da imprensa aliada na estratégia usada para permanecer no poder. A mentira se sobrepôs à verdade; a oposição só foi até aonde a covardia permitiu, e tudo foi acontecendo dentro dos limites do previsível e do controlável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Um Presidente da República falando gracinhas ao microfone, pelos palanques montados Brasil a fora, com dinheiro dos impostos pagos por milhares de aposentados e trabalhadores deste país, debocha da lei, de todos os brasileiros e de seus adversários políticos, em campanha eleitoral explícita. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lula confessou o que todos já viam e sabiam, ao dizer que um presidente está em campanha eleitoral 365 dias por ano. Pior: diz isso com um sorrisinho cínico e arranca aplausos, não só dos reles mortais que o assistem, mas das "autoridades" que, com ele, compartilham os palanques. É a consagração máxima da "Lei de Gérson" que deveria, aliás, depois da passagem deste governo passar a constar, definitivamente, como um dos artigos da nossa Constituição, com direito a menção em todos os outros Estatutos, Códigos e Leis Ordinárias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria um, já há bastante tempo merecido, reconhecimento por parte dos brasileiros através de seus congressistas (que poderiam apresentar um projeto de lei, neste sentido, e aprová-lo) de que, "levar vantagem em tudo" é o que reza mesmo, no pensamento de grande parte de nossos dirigentes e, porque não dizer, de nossa população, também - para infelicidade daqueles que insistem em permanecer com velhos conceitos de ética, moral, honestidade, apreço pelos estudos e outras coisas desse tipo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O aniversário de 26 anos do PT foi uma festa de consagração e o marco do lançamento definitivo da campanha de Lula em busca da reeleição. Ali, comemorava-se muito mais do que o aniversário do partido. Festejava-se o sucesso do governo e de boa parte da imprensa aliada, na estratégia usada para permanecer no poder. Provaram, na prática, (e, inacreditavelmente, aqui no Brasil) que os manuais de Lênin sobre a arquitetura de dominação estavam certos. Comemorava-se a vitória de um projeto de poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Deu tudo certo. A mentira se sobrepôs à verdade; a oposição só foi até aonde a covardia permitiu: pelo medo de perder o pouco que tinha ou pelos motivos que deu para ser chantagiada; a máquina estatal, infiltrada de gente do partido do governo e dos aliados funcionou dentro da subserviência esperada; a imprensa pró-governo só deu destaque sobre o que queria e da forma que queria, fazendo mil e uma análises e ponderações, ajudando a encobrir o assalto ao poder. A não ser pelas bengaladas &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em José Dirceu"&gt;em José Dirceu&lt;/st1:personname&gt;, tudo foi acontecendo, dentro dos limites do previsível e do controlável. Termino como comecei: deu tudo certo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando se chega ao ponto em que só confissões assinadas são consideradas provas cabais de crime e ao ponto em que, apesar das evidências de culpa serem flagrantes, os criminosos desfilam altivamente sorridentes, mundo a fora, ou são angelicamente mandados para casa (e blindados pela imprensa que mais nada fala sobre eles, dando-lhes sossego) e alguns até contratados para trabalhar em empresas de projeção nacional, por salários inimagináveis ao homem brasileiro comum, e, a despeito de tudo isso, todo o universo social finge normalidade, só resta aos indignados a esperança de que haja e justiça divina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não. Minto. Não é possível que no reinado do jeitinho o cidadão não encontre uma saída. Entrar no esquema, guardadas as devidas proporções, é claro, é uma opção digna, talvez, para sobreviver psicologicamente, no mínimo. Por exemplo, o cidadão, em tendo já filhinhos, em vias de entrar no ensino médio, pode matriculá-los na rede pública e pagar (muito bem e por fora) para que eles freqüentem, simultaneamente, um excelente cursinho preparatório - dessa forma, eles terão mais chances de entrar nas faculdades federais. Foi só um exemplo. Tenho certeza que inspirações não faltarão! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Digo isso sem nenhum resquício de satisfação. Apenas o senso de realidade leva-me a supor que a tolerância física e mental dos indivíduos, à corrupção generalizada e à injustiça, tenha seus limites. Porque, viver honestamente, no Brasil, está beirando às raias do impossível, tamanha é a falta de sentido que isso faz. Um feito digno de heróis. Gostaria muito, muito mesmo, de estar errada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-1882123568651255327?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/1882123568651255327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=1882123568651255327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1882123568651255327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1882123568651255327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/que-reine-o-jeitinho-brasileiro.html' title='Que reine o jeitinho brasileiro!'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-1874684982736018089</id><published>2008-09-15T20:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:16:47.704-07:00</updated><title type='text'>Eu compro, tu vendes, eles ganham. Eles quem?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4579"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4579&lt;/a&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 15 de fevereiro de 2006 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Será que conseguiremos, algum dia, identificar os beneficiários da política de nosso eterno, crescente, inexplicável e infrutífero (para o povo) endividamento? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para os que acharam exagero - outros até graça - nas suposições que fiz no texto "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4551"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Números, festa e realidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;" sobre a possível manipulação, nas operações de compra e venda de títulos da dívida pública do Brasil (interna e externa), para enriquecimento de beneficiários-alvo, bastante definidos, embora ainda incógnitos, é interessante verificar o que vem sendo feito na Venezuela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Em recente artigo de bem pouco destaque no &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt;, saiu uma matéria, recebida de uma dessas agências de notícias, sobre a "ajuda" que a Venezuela vem dando a países camaradas, com a compra de títulos de suas dívidas. A matéria fala sobre a falta de transparência nas operações do Tesouro, do governo da Venezuela, que estaria beneficiando um grupo específico de bancos daquele país, envolvendo somas estratosféricas de dólares. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;O Presidente Hugo Chávez diz que a atuação de seu governo, no jogo de compra e venda dos valiosos papéis das dívidas, é uma forma de ajudar nações latino-americanas amigas, como a Argentina, por exemplo, a se libertar de um sistema financeiro internacional que, segundo ele, é manipulado pelos Estados Unidos. Como bom amigo, é de se presumir que Chávez prefira, então, que os amigos sejam manipulados por ele - é uma questão de filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;A Venezuela vive uma invejável situação para governantes com o perfil de Hugo Chávez: está entre os quatro maiores produtores de petróleo do mundo e acabou com as oposições políticas, numa ditadura disfarçada de democracia. Na base do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço", Chávez prega o anti-americanismo, mas seu país importa 40% dos produtos que consome dos EUA, que é, também, o seu maior importador de petróleo - responsável pela maior parte dos US$ 24 bilhões anuais do saldo comercial da Venezuela. O petróleo representa 70% das exportações e 40% da receita do país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Os dividendos do precioso recurso mineral permitiram que a Venezuela se transformasse na maior compradora da dívida argentina, em dólares, desde 2001. O governo de Chávez também comprou US$ 25 milhões, em dívidas, do Equador. Agora a Venezuela estuda a possibilidade de comprar títulos brasileiros e chineses - se já não o tenha feito. Os bancos Morgan Stanley e Deutsche Bank estariam atuando, como conselheiros, nas transações com títulos, segundo a matéria publicada n’&lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Entretanto, os significativos&lt;b&gt; &lt;/b&gt;lucros obtidos com as recentes transações com títulos não estão sendo acumulados, pelo menos legalmente, pelo governo Chávez e sim por alguns bancos privados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Em janeiro deste ano, o Ministro das Finanças venezuelano, Nelson Merentes, anunciou que foram vendidos diretamente - e não num leilão, como é de uso - U$ 600 milhões, &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em títulos Boden"&gt;em títulos Boden&lt;/st1:personname&gt; &lt;st1:metricconverter st="on" productid="12, a"&gt;12, a&lt;/st1:metricconverter&gt; dois únicos bancos locais: o Banco Occidental de Descuento e o Fondo Común. Os bancos obtiveram lucros, em bolívares, de cerca de US$ 21 milhões, revendendo os títulos no mercado aberto, à taxa de cambio oficial (2,150 bolívares/dólar). O controle da Venezuela sobre o câmbio vigora desde 2003 mas há um próspero (e muito tolerado) mercado paralelo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Embora os dois bancos tenham lucrado com os rendimentos dos títulos de dívidas de outros países, é claro que as maiores vantagens da operação ficam por conta das operações de revenda, por causa das taxas de câmbio adotadas entre a primeira e a segunda etapas. Aparentemente, não há razões financeiras para privilegiar apenas estes dois bancos com este tipo de operação. Depois da reclamação dos bancos excluídos, o Tesouro venezuelano passou a vender, diretamente, também para eles, parte dos títulos que ainda possui, em lotes de US$ 40 ou US$ 50 milhões a cada duas semanas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;O importante, entretanto, é que, de uma forma ou de outra, as operações de venda e compra de títulos de dívida dos países (internas e externas) podem ser usadas para beneficiar grupos específicos, em governos corruptos, uma vez que o Estado seja o maestro das regras e índices econômicos. Tendo uma visão privilegiadamente antecipada dos rumos da economia e a ingerência sobre o valor de taxas e indexadores econômicos, governantes corruptos podem usar a engrenagem estatal para beneficiar, sim, determinados grupos, exigindo, é claro, em contrapartida, boa parte dos lucros obtidos em forma de depósitos no estrangeiro, em contas que estejam em nome de terceiros - os "laranjas" -, não para os governos, em si, mas para os próprios governantes ou para suas engrenagens partidárias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Para se ter uma idéia da expansão dos poderes e da influência de Hugo Chávez com a prática de "beneficiamento" de países "amigos", através da injeção de dinheiro pela compra de títulos de suas dívidas, basta acompanhar um pouco do que o presidente venezuelano tem feito pela América Latina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;A "petrodiplomacia" de Chávez busca a integração sul-americana de países que se alinhem com a filosofia (teórica e não prática) anti-americanista, inclusive bancando a venda de petróleo a preços mais baixos para alguns países da América Central e do Caribe. Chávez está usando os petro-dólares para ter influência na política de outros países. O pretenso mega líder é suspeito de financiar Evo Morales, o líder boliviano dos plantadores de coca, cujo movimento partidário-social ajudou a derrubar um presidente, Gonzalo Sánchez de Lozada, em 2003, tendo conduzido o índio à atual presidência da Bolívia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Em episódio que quase provocou ruptura definitiva nas relações diplomáticas entre Venezuela e Colômbia, Chávez abrigou Rodrigo Granda, o chanceler das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), já internacionalmente procurado como terrorista, inclusive pelo governo da Colômbia, dando-lhe a cidadania venezuelana. Naquele país, não declaradamente, é claro, Chávez mantem relações mais estreitas e amigáveis com os membros das FARC. No Peru, há a suspeita de que o presidente da Venezuela estivesse por trás de um levante contra o presidente Alejandro Toledo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Enfim, a arrogância "diplomática" de Hugo Chávez é do tamanho da fortuna da Venezuela e do próprio Chávez, advinda do petróleo e, mais recentemente, das negociações com títulos de dívida pública de países vizinhos, cujos governantes o presidente da Venezuela chama de amigos. Estas últimas dão a Chávez e ao governo da Venezuela (uma simbiose muito difícil de separar), além de rendimentos financeiros, poder e mais poder - o sonho de todo populista egocêntrico megalomaníaco. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E no Brasil? Será que conseguiremos, algum dia, identificar os beneficiários da política de nosso eterno, crescente, inexplicável e infrutífero (para o povo) endividamento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-1874684982736018089?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/1874684982736018089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=1874684982736018089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1874684982736018089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/1874684982736018089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/eu-compro-tu-vendes-eles-ganham-eles.html' title='Eu compro, tu vendes, eles ganham. Eles quem?'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-7374132524098583558</id><published>2008-09-15T20:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:12:12.100-07:00</updated><title type='text'>Apostando na ignorância</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4565"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4565&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="textoArt"&gt;por &lt;strong&gt;&lt;a class="textoArt" href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;Christina Fontenelle&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="textoArt"&gt;em 09 de fevereiro de 2006 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="teaseArt2"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; Na &lt;em&gt;Rede Globo&lt;/em&gt; a crise política passa longe, substituída por horas diárias de apologia ao politicamente correto, estatísticas positivas, opiniões de ditadores esquerdistas, e, claro, carnaval e Copa do Mundo. Uma beleza mesmo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="textoArt2"  style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="textoArt2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É engraçado ver o Presidente Lula falando de Evo Morales, recém-eleito presidente da Bolívia. Todas as vezes que é chamado, pelos repórteres, a falar sobre Morales, Lula fala de si mesmo, com a expressão facial de quem está se achando um gênio da retórica – feito adolescente que fica dando indiretas e recadinhos, para quem couber a carapuça. Eu sempre digo que, pior do que realmente ser feito de idiota é ter que manter a elegância diante de um idiota que acha que você não está percebendo que ele está tentando lhe fazer de idiota. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De todos os títulos atribuídos ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Brasil, apedeuta é, de longe, o que mais lhe faz jus. Entretanto, ainda não descreve completamente o homem. Eu faria um pequeno ajuste, de apedeuta para &lt;b&gt;&lt;i&gt;apedeutista&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (criando, mesmo, uma nova palavra), uma vez que o sujeito, além de ser ignorante, orgulha-se disso e faz apologia da ignorância por convicção e opção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E não se contenta só com isso não. Sempre que pode, atribui a legitimidade de seu governo ao fato de ser um homem do que ele julga ser o povo brasileiro – ignorante como ele. Como se o melhor guia para cegos fosse também um deles. Além de não admitir publicamente que chegou ao Planalto por uma concessão (ou talvez por uma – aqui sim, inadmissível – ignorância) das classes média e alta, cospe no prato que comeu e vive bradando que não representa esta parcela da população. Resumo: xinga todo mundo – os pobres, de seus semelhantes, e os mais ricos, de "otários". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dia desses, numa dessas viagens para visitar as obras de "maquiagem" das estradas, o &lt;b&gt;&lt;i&gt;apedeutista&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; fez um breve discurso, onde, sem nenhuma sutileza, chamou os militares de inúteis. É isso mesmo. O homem justificou a utilização de militares do Exército, na recuperação e construção de estradas, alegando que o Brasil é um país pacífico e que, por isso, não pretende, tão cedo, entrar em guerra contra ninguém. Como se uma coisa tivesse alguma relação direta com a outra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou seja, disse aquilo que todos os revanchistas de esquerda sempre sonharam em dizer. Só faltou dizer que, agora sim, esta gente inútil e desmancha prazeres está onde sempre deveria ter estado – trabalhando para o governo (de esquerda, é claro) como mão-de-obra disponível, barata e "mudinha", que não contesta ordens, não tem direito à hora extra e nem recebe adicional por deslocamento de função. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só não disse, é claro, que a força armada que interessa ao governo como a da Força de Segurança Nacional e o MST, por exemplo, estejam – estes sim – fazendo seus deveres de casa direitinho, com direito à injeção de dinheiro, aparelhamento, bons salários e sabe-se lá mais o que. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, nesse aspecto, em particular, se alguém tem autoridade para debochar e falar o que quiser das FA, este alguém é o nosso amantíssimo presidente. Afinal, ele conseguiu fazer com elas o inimaginável: terminou de dividir, emburrecer, desaparelhar e ainda conseguiu colocar boa parte do alto oficialato sob a Síndrome de Estocolmo. O que não é de surpreender, porque, um dia, os "filhotes do revanchismo" chegariam aos postos mais altos da hierarquia militar. Afinal, já faz 40 anos que a esquerda anistiada tece seu projeto de liquidar de vez com quem sempre soube estar realmente à altura de lhe podar os anseios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltando ao nosso presidente, vê-se que ignorou solenemente o recado do Presidente norte-americano, George W. Bush, que, em sua visita ao Brasil, disse que havia dois caminhos a escolher: o do retrocesso populista ou o do desenvolvimento, pelo livre-comércio e sob democracia plena. Ora, todos nós sabemos que as coisas não seriam tão simples assim. Mas, uma recente cena de Lula, Nestor Kirchner (Argentina) e Hugo Chávez (Venezuela) se confraternizando, na Granja do Torto, em Brasília, foi bastante significativa - vale mais que mil palavras. Os EUA entenderam que o Brasil já fez a sua escolha. Estaremos caminhando com destino ao neo-comunismo populista, a reboque do despotismo dos movimentos internacionais de esquerda e a mercê dos resultados das disputas de poder entre eles. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os três Chefes de Estado estavam reunidos, em Brasília, para tratar da construção de um gasoduto, com cerca de 10 mil quilômetros, ligando Argentina, Brasil e Venezuela. Na reunião, eles falaram sobre a eleição de Evo Morales, na Bolívia, e confirmaram que pretendem "ajudá-lo" a governar e a "colocar as coisas em ordem" naquele país –” &lt;b&gt;&lt;i&gt;sem interferir na autonomia do povo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;boliviano, é&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;claro",&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; disse Hugo Chávez. É claro, nós sabemos que está tudo muito claro com relação a tudo que diz respeito às atitudes de Hugo Chávez, não é mesmo? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gente consegue perceber certo mal estar de Lula quando está diante de homens como Fidel, Hugo Chávez ou do índio Morales. Não é por nada não. É certo desolamento, por causa da tristeza que sente ao perceber que muitos brasileiros ainda preservam muita coisa boa, dos tempos em que estudar era primordial no país – tanto em qualidade como em quantidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se ele tivesse pego um povinho massacrado e emburrecido por sucessivas ditaduras militares de verdade, como seus colegas, tudo seria diferente, e ele não ficaria nesta posição embaraçosa de coadjuvante meio mal-sucedido em conseguir a "consagração" popular. Sim, porque, em termos de ditadura, o Brasil foi o único país que melhorou as condições de vida do povo – em todos os sentidos – e debelou os movimentos comunistas, atrasando, em décadas, seus planos de poder. Coitado! É uma frustração mesmo! Aqui no Brasil, o "buraco é mais embaixo"! (Pelo menos, foi.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, nosso Lula não precisa ficar chateado. E não está. Não há como negar que vem sendo bem-sucedido em se manter no poder. Apesar de boa parte da mídia jornalística impressa – papel ou Internet – continuar publicando uma enxurrada de denúncias e descobertas de crimes cometidos, o &lt;b&gt;&lt;i&gt;não-declarado-ainda&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;candidato à reeleição presidencial&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, acredita piamente na desinformação e na burrice do povão, bem como na covardia, na omissão e na cegueira dos endinheirados – e no retardamento mental dos dois. É com base nessa certeza e no seu enorme arsenal de material de chantagem que Lula espera ser reeleito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na Rede Globo, emissora de TV com maior penetração, em todo o território nacional, a crise política e econômica passa longe, de "fininho" mesmo. São horas diárias de novelas que fazem a apologia do politicamente correto e apresentadores de telejornais, sorridentes, falando de estatísticas positivas, nos mais diversos setores – todas incompletas e distorcidas, é claro - ouvindo declarações dos maiores salafrários, como se fossem pessoas merecedoras de crédito e divulgando atitudes e opiniões de homens como Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Nestor Kirchner e cia. ltda., como se fossem lautos democratas que aproveitassem sua passagem pelo poder, para divulgar idéias e implementar novos projetos. Isso sem falar no carnaval, nas belezas da China, na Copa do Mundo e nos preparativos para os Jogos Pan-americanos. Uma beleza mesmo! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece até que os crimes de toda a ordem cometidos pelo PT, sob o comando ou, no mínimo, com a ciência do Presidente da República, não passam de eventualidades toleráveis – coisa comum, que já aconteceu várias vezes no país e que poderá ser facilmente resolvida pelo voto, nas próximas eleições. O âncora, Boris Casoy, que o diga. Foi Insistir na apuração das denúncias, nas críticas e nas cobranças e acabou sendo "convidado" a se retirar da Record, juntamente com alguns membros de sua equipe – pelo menos até que terminem as próximas eleições. É o que dizem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-7374132524098583558?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/7374132524098583558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=7374132524098583558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7374132524098583558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7374132524098583558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/apostando-na-ignorncia.html' title='Apostando na ignorância'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-5647684751245336150</id><published>2008-09-15T20:03:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:07:38.360-07:00</updated><title type='text'>Sistema de cotas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span class="textoArt"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4598"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4598&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="textoArt"&gt;por &lt;strong&gt;&lt;a class="textoArt" href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;Christina Fontenelle&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; em 19 de fevereiro de 2006 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="teaseArt2"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; Ao longo dos últimos 30 anos, temos visto o Brasil importar uma série de práticas sócio-culturais completamente destoantes de nossa identidade e da nossa concepção de modo de vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="textoArt2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span class="textoArt2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"O demônio pode citar as Escrituras para justificar seus fins"&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Shakespeare)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os EUA, hoje, são o principal e o primeiro laboratório de testes dos efeitos práticos da pregação ideológica anti-ocidental engendrada por mega-organizações não-governamentais - estas sim, imperialistas, ateístas, empenhadas em destruir a civilização ocidental -, para criar, como Deus, uma nova realidade inventada e uma espécie de ser humano robotizado, desprovido da consciência de livre arbítrio. Uma batalha entre as Trevas e a Luz.[*]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Países do Terceiro Mundo, como o nosso, mais fragilizados pela ignorância (no sentido não pejorativo da palavra) são alvos menos trabalhosos, quase que levados por um processo de osmose, sem chance de reagir. Entretanto, como exista um desencontro fantástico entre o que se pretenda impor como real e a realidade propriamente dita, talvez seja a ignorância (a pura e não a construída) uma barreira difícil de vencer por parte da pregação ideológica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A ignorância pura ainda permite certo grau de bom senso, nas relações do homem com seus semelhantes e com a natureza, movidos muito mais pelas questões de sobrevivência do que por qualquer outra coisa. A ignorância construída é a que move a humanidade no sentido oposto ao de seu natural desenvolvimento pródigo. É maquiavélica porque pretende desconstruir a verdade, para criar uma realidade inventada e é covarde porque nem sequer se aventura a permitir que se busquem as verdades por trás das coisas que pretende esconder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao longo dos últimos 30 anos, temos visto o Brasil importar uma série de práticas sócio-culturais completamente destoantes de nossa identidade e da nossa concepção de modo de vida. Não se trata, aqui, da imposição de alguns costumes improvisados pelas necessidades de expansão mundial do comércio, onde os mais desenvolvidos acabam por prevalecer sobre os menos – bem como, é claro, seus bens de consumo e alguns de seus costumes. Temos importado quantidades infinitamente menores de produtos do que de coisas como racismo, individualismo, sincretismo religioso, anti-americanismo e uma série de outros "ismos". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E era aqui que eu queria chegar para falar sobre o processo que culminou com a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, de projeto de lei que cria o sistema de cotas nas universidades federais, com enormes chances de chegar às particulares. O projeto, que seguirá direto para o Senado, estabelece que 50% das vagas oferecidas pelas universidades federais devam ser destinadas a alunos que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas e que, dentro desse percentual, devam ser destinadas vagas para negros e índios, de acordo com o percentual racial, medido pelo IBGE, em cada estado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este projeto coloca em evidência duas falências governamentais: 1) na garantia de ensino público de qualidade e 2) no incentivo à criação de oportunidades de trabalho e ascensão social, que teria permitido que parte considerável da nossa população saísse da condição de pobreza. Especialmente em relação a este segundo item, inventou-se que foi o racismo que impossibilitou os negros, índios e mestiços de ascenderem social e economicamente. Definitivamente, no caso do Brasil, não foi. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se está, aqui, querendo negar a existência de pessoas que tenham aversão ao diferente. Há, também, aquelas que protejam os que julgam ser mais fracos, praticando o que costumamos chamar de "preconceito ao contrário", em detrimento do que seria o justo. São pessoas de inteligência extremamente limitada. Mas, existem; é um fato. Entretanto, não são maioria. Por isso, não se justificam as leis que pretendam usar dois pesos e duas medidas para institucionalizar a prática de "justiçamentos", baseados em argumentos particularmente duvidosos que acabem por punir, indiscriminadamente, todos os cidadãos brasileiros, praticando a discriminação por classe social e por etnia, claramente proibidas pela Constituição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;NEGROS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já ficou totalmente fora de moda (praticamente emudecida pelo patrulhamento ideológico) a teoria de que, no Brasil, a questão do preconceito racial esteja muito mais vinculada à discriminação social do que à racial em si. Mas, eu insisto que a verdade esteja muito mais próxima desta "antiquada" teoria do que da que se aceita como verdade absoluta, atualmente, que afirma haver no Brasil um "racismo mascarado não assumido" e, por isso, mais cruel do que aquele que se manifesta - como nos EUA, por exemplo: claro e, portanto, mais fácil de combater. E insisto, por uma razão óbvia: somos, todos nós brasileiros, filhos da miscigenação. Não há um só filho desta pátria que possa afirmar, categoricamente, não ter descendência negra, indígena, branca, moura e até mesmo amarelo-oriental. Por isso, usar termos como afro-descendentes no contexto brasileiro, demonstra, no mínimo, um total desconhecimento da história da formação de nosso povo – a menos que o termo pretenda referir-se a todos os brasileiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A manifestação genética exterior de uma pessoa, definitivamente, não traduz com precisão a composição do seu DNA. Mas, o mais interessante é que, basta que se afaste um pouco dos grandes centros urbanos brasileiros, para que seja rigorosamente necessário explicar ("ensinar", seria a palavra) o que venha a ser racismo para as populações que vivem nestas áreas. Para elas, ainda continuam valendo as regras do instinto humano que faz as pessoas olharem o diferente com estranheza e desconfiança - que se dissipam, tão logo se dê a constatação de semelhanças fisiológicas, culturais e sentimentais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por isso, a cor da pele, no Brasil, nunca foi empecilho para a conjunção carnal, atração física ou composição de amizades entre pessoas de diferentes cores. E o resultado é esse povo colorido que habita nossa terra e que recebe o registro de brasileiro. Que ideologia ou teoria pode mudar essa realidade? É preciso dispor de um mínimo de coerência e verossimilhança para ter condições de tentar transformar mentira em realidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De fato, os negros foram trazidos para o Brasil como escravos e isto, sem dúvida, os colocou em desvantagem, temporal e histórica, no que diz respeito às oportunidades de ascensão social, econômica e política, tanto para os próprios como para seus descendentes. Mas, é bom que se recorde que a escravidão não vitimou somente negros na história da humanidade. Muitos povos, de diferentes raças, passaram por essa desgraça. A história do homem, quer gostemos ou não, foi construída pela dominação de fortes sobre fracos. Primeiro, dominaram os que tinham mais e melhores armas, depois aqueles que tinham mais riquezas e, mais tarde, foi a vez dos que possuíam inteligência e conhecimento científico. Hoje, domina os mais fracos quem acumulou armas, riquezas e conhecimento científico. São contingências históricas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também não há como negar que os padrões de beleza e a cultura dos países mais desenvolvidos acabem por se reproduzir com mais eficiência e em maior quantidade, através da mídia, pelo mundo afora, desconsiderando fronteiras e costumes locais. Entretanto, não cabe aos Estados afetados por este tipo de influência financiar recompensas usando o dinheiro do contribuinte por complexo de inferioridade, ou patrocinar, por Lei, a imposição de outros padrões. Há milhares de excluídos: indianos, baixos, gordos, portadores de deficiências, etc. e nem por isso precisam que esteja escrito na Constituição de seus países que eles tenham o direito de ser amados, respeitados, de trabalhar, etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Querer reproduzir no Brasil, a luta que os negros norte-americanos tiveram que empreender para conquistar as mais simples coisas, como partilhar assentos em transportes públicos, por exemplo, é injustificável. Negar a nossa miscigenação é imperdoável. E dizer que os negros bem sucedidos financeiramente, no Brasil, sejam proibidos de freqüentar ambientes sofisticados, salas VIP, clubes Privé, escolas caras, etc., é insultar a inteligência de milhares de brasileiros. E tem mais: na maioria das vezes, pouco importa de onde esteja vindo a riqueza, basta que ela esteja lá, para que não se dê a mínima importância para a cor da pele de quem a possua. É assim no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;PROJETO&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Constituição brasileira é clara: (Cap.I/ Art. 5º) "&lt;i&gt;Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: &lt;/i&gt;"... (XLII) "&lt;i&gt;a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece que a Carta Magna vem sendo solenemente ignorada ou, pelo menos, mal interpretada, ultimamente. Há paralelos no convívio social que ilustram bem isso. Quando, por exemplo, uma pessoa de pele negra dirige-se a uma outra, de pele clara, chamando-a de "russo" ou "perua", trata-se de reação natural, perfeitamente justificável pelo infortúnio imposto aos indivíduos de pele escura, neste país, por anos a fio. Entretanto, quando uma pessoa de pele clara dirige-se a uma de pele escura, chamando-a de "crioulo" ou "macaco", mesmo numa situação de privação momentânea dos sentidos, movida pela raiva, é imperdoável, trata-se de racismo. Se fosse para levar ao pé da letra, aliás, os macacos estão bem acima dos perus na escala de desenvolvimento animal. É claro que, em ambas as situações, não se levou em consideração a questão da boa educação que, se estivesse sempre presente evitaria ambos os casos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora, ampliando essa condescendência "da sociedade" em relação ao uso de dois pesos e duas medidas na concepção do que venha a ser o justo, o texto da Constituição deveria ser &lt;i&gt;ligeiramente&lt;/i&gt; modificado, especialmente para abrigar, legalmente, o projeto do sistema de cotas: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...", &lt;i&gt;a não ser pela cor de sua pele ou se tiver tido a ousadia de desmerecer a "indiscutível excelência" do ensino médio público, deste país, tendo optado, por pura excentricidade, estudar em escolas particulares.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O nascimento do atual projeto de Lei que dispõe sobre reserva de vagas no ensino superior, foi o resultado da manipulação oportunista e ideológica de idéias que vinham sendo propostas, desde 1999, cujas conotações pretendiam ser outras. A primeira proposição sobre mudanças nas regras de ingresso nas universidades é o Projeto de Lei n.º 73, de 1999, da Deputada Nice Lobão (PFL-MA), que dispunha sobre a reserva de 50% (cinqüenta por cento) de vagas para alunos do ensino médio que conseguissem o coeficiente de rendimento, obtido mediante critérios a serem estabelecidos em regulamento. Ou seja, o projeto, sem distinção de público e privado, raça ou credo, propunha que, por mérito, alguns alunos ingressassem nas universidades, sem a necessidade de fazer o Vestibular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De lá para cá, três Projetos de Lei foram apensados ao PL 73/99: 1) o PL n.° 615, de 2003, do Deputado Murilo Zauith, que dispunha sobre um processo seletivo especial para índios, sem prejuízo das vagas abertas para os demais alunos, mediante criação de novas vagas; 2) o PL nº. 1313, de 2003, do Deputado Rodolfo Pereira que, por sua vez, já propunha a instituição do sistema de cotas para a população indígena, nas Instituições de Ensino Superior, em proporções (I - Roraima: 10%; II – Amazonas, Mato Grosso do Sul: 5%; III – Acre, Amapá, Distrito Federal: 2%; IV – Demais Estados: 1%) e 3) o atual PL nº. 3.627, de 2004, de autoria do Poder Executivo que institui o Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes vindos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais de educação superior, incluindo um substitutivo, apresentado pelo relator Carlos Abicalil (PT-MT), que exige a reserva de vagas para todos os cursos e turnos, para que as cotas não fiquem restritas aos cursos menos concorridos, e, ainda, a reserva de 50% das vagas das escolas técnicas federais de nível médio aos alunos que tenham cursado, integralmente, o ensino fundamental em escolas públicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como se isso não bastasse (e nunca é feito para bastar, mesmo) a discussão sobre a adoção da reserva de vagas para alunos, bandeira do governo Lula, propiciou terreno para que algumas universidades e o Ministério da Educação começassem a discutir, também, reservas de vaga para professores negros. A Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), por exemplo, já aprovou, por unanimidade, a proposta de destinar 5% das vagas a candidatos que se declararem negros ou pardos no concurso para docente. A Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso considera a proposta inconstitucional, por ferir o direito de igualdade. Mas, mesmo assim, o conselho universitário considera-se o órgão supremo da universidade e mantém a criação das vagas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;ÍNDIOS&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A situação dos índios no contexto universitário, no que se refere às conquistas com os últimos projetos de lei, seria cômica se não fosse trágica. Segundo dados da Comissão Universidade para o Índio, muitos dos estudantes de origem indígena acabam descobrindo que não têm afinidade com o curso escolhido ou não conseguem acompanhá-lo porque não tiveram um ensino médio adequado. Acabam abandonando os cursos pela metade, desperdiçando as vagas. Além disso, a maioria dos indígenas demonstrou dificuldades para cumprir horários. Sobre essa questão, particularmente, segundo matéria publicada no &lt;i&gt;GLOBO&lt;/i&gt;, o professor José Borsato, coordenador da Comissão Universidade para o Índio, disse estar relacionada ao fato disto não fazer parte da cultura dos índios. Pergunto eu: e cursar universidade faz?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de definir as categorias de índios em isolados, em vias de integração e integrados, o próprio Estatuto do Índio no seu art. 7º, admite, de modo expresso, existir índios já integrados e que não têm nenhuma necessidade de se submeter ao regime de tutela por ele disciplinado. Índios integrados são aqueles que, não vivendo mais na selva, há muito vivem no meio civilizado, morando nas cidades ou povoados, exercendo atividades típicas de civilizados. Ao estar integrado na sociedade o índio é cidadão brasileiro com os mesmos direitos e deveres, não podendo, portanto, ser favorecido ou prejudicado apenas por causa de suas características físicas, do local onde tenha nascido ou mesmo por causa de sua descendência. Isso seria discriminação racial, expressamente proibida pela Constituição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;QUADRO ATUAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cerca de dez milhões de estudantes estão matriculados nas escolas de ensino médio público em todo o Brasil. O desempenho medido anualmente pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) indica que 38% dos alunos do 3º ano estejam nos níveis "crítico" ou "muito crítico" de leitura. Cerca de 69% concluíram a escola sem o conjunto de habilidades esperadas em matemática. Quatro mil e quatrocentos estudantes brasileiros, sorteados entre escolas públicas e privadas, participaram de um estudo internacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2004, que incluía 40 países. Na interpretação de textos o Brasil ficou em 37º lugar e, em ciências, em penúltimo. Em matemática, conquistamos, com bravura, a última posição. Metade dos estudantes foi considerada abaixo do grau 1, numa escala de 1 a 6. Aqui no Brasil, o baixo desempenho provoca repetência e apenas sete em cada dez estudantes do ensino médio concluem o 3º ano. Cerca de 40% dos alunos têm entre 18 e 24 anos, sendo alta a proporção dos jovens que trocam os livros pelo trabalho, ou optam por trabalhar e estudar, o que diminui o rendimento escolar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Brasil tem um dos maiores números de alunos em sala de aula por professor, muitos sem formação adequada para ensinar, prejudicando o aproveitamento das aulas. Um estudo mundial da OCDE diz que as famílias brasileiras, em todas as camadas sociais, estão entre as que menos se envolvem na educação dos filhos e, segundo o Ministério da Educação, alunos acompanhados de perto, pelos pais, têm notas até 50% maiores que os demais. O país investe 5,2% de seu PIB em educação, valor comparável ao de países desenvolvidos. Entretanto, o ensino fundamental recebe pouco, diante das carências, já que a educação básica de qualidade seria a única capaz de vir a modificar o panorama brasileiro atual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As faculdades privadas, hoje, oferecem 66% dos cursos superiores no país e contam com 70% dos alunos de graduação, o que faz com que o projeto de cotas do governo só atinja o que diz ser seu objetivo se for aplicado, também, nestas instituições. As universidades públicas, por outro lado, estão mais concorridas mas apenas um, em cada oito universitários, conquista o diploma. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia os cursos superiores, depois de cinco anos de estudo - média dos cursos avaliados -, o estudante universitário brasileiro aprendeu técnicas de uma profissão, mas ficou longe da pretendida formação ampla, de nível superior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A SOLUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diante desse lamentável quadro e desafiando a constitucionalidade, o governo Lula vem apresentar à Nação, sedenta de medidas que viabilizassem caminhos para as soluções, a criação de um sistema de cotas e a mudança no funcionamento das instituições privadas, limitando a criação de novos cursos e ampliando a composição das direções que passariam a incluir professores e representantes de entidades da sociedade. Medidas que, respectivamente, institucionalizam a segregação racial e que certamente visam colocar gente do PT nas direções das universidades particulares. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo errado. Ao invés de tomar vergonha na cara e privilegiar uma política extremamente séria para melhorar (eu diria, reinventar) o ensino público – garantido pela Constituição a todos os brasileiros, sem distinção de raça e credo -, do pré-escolar ao ensino médio ou superior, os sucessivos governos eleitos acabaram por admitir a própria incompetência (ou intencionalidade) e pretendem fazer, POR DECRETO, aquilo para o qual deveriam ter trabalhado todos esses anos: garantir aos brasileiros, independentemente de suas condições financeiras e das cores de suas peles, a oportunidade de freqüentar os círculos acadêmicos universitários. Mas a causa do racismo tem mais potencial ideológico, mais apelo visual. O que as pessoas não percebem, porém, é que, por trás de todos esses movimentos que aparentemente visam assegurar atitudes politicamente corretas, exista a intenção de dividir para dominar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por fim, 89% dos alunos matriculados no ensino médio estão na rede pública. Com a implantação das cotas para entrar na universidade, isto significa o seguinte: 1) Se o estudante for negro (ou índio) e estudar em escola particular, estará junto com os brancos, vindos das escolas particulares, disputando 50% das vagas oferecidas em cada curso universitário; 2) Se o estudante for negro (ou índio) e estudar em escola pública, estará disputando 50% das vagas reservadas pelo sistema de cotas, porém, com o privilégio da proporcionalidade que sua cor de pele lhe dará direito; 3) Se o estudante for branco e estudar em escola pública, apesar de estar disputando uma vaga dentro dos 50% de cota reservada, na verdade estará concorrendo por uma percentagem menor de vagas, por causa das que tenham que ser reservadas especificamente para negros (ou índios). Portanto, além de toda a ilegalidade e as injustiças que envolvem o projeto de cotas, ele compromete, desfavoravelmente, os negros que venham de escolas particulares e os brancos que venham das escolas públicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A partir deste simplificado cálculo, pode-se concluir que o governo, se pretende aumentar a presença negra nas universidades, como alega, com a instituição do sistema de cotas, ou não acredita que existam negros em escolas particulares, ou seu verdadeiro alvo está nos pobres – o que, portanto, não justificaria o apelo por equilíbrio racial do projeto. Igualmente, ou não acredita que existam brancos estudando nas escolas públicas, ou quer que eles "paguem seu dízimo" por terem nascido daquela cor. Que outra razão poderia haver, então, para criar um projeto de lei destes que não fosse a de internalizar, na sociedade brasileira, o ódio da segregação racial?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;small&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;[*] Não deixem de ler o brilhante artigo de Olavo de Carvalho "&lt;/span&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4580"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A tragédia do estudante sério no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"É bom que não se atribua aos maus a inteligência. A maldade é uma questão de talento. A inteligência está intrinsecamente associada à bondade. Valorizar a inteligência – que é o maior dos dons – tornou-se uma questão de sobrevivência, principalmente para cada um de nós, brasileiros". (Christina Fontenelle)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-5647684751245336150?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/5647684751245336150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=5647684751245336150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5647684751245336150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/5647684751245336150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/sistema-de-cotas.html' title='Sistema de cotas'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-190281782913211822</id><published>2008-09-15T19:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:02:42.200-07:00</updated><title type='text'>Números, festa e realidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4551"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4551&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 06 de fevereiro de 2006 &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Se tudo continuar a colaborar com a estratégia petista, apesar de todas as contradições e atitudes consideradas inexplicáveis, o PT provavelmente jamais sairá do poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Mesmo que a população não entenda nada de economia e menos ainda de estatística, uma coisa já deu para perceber: as sucessivas manchetes jornalísticas, tanto na mídia impressa como na audiovisual, falando sobre números positivos e vitoriosos do governo, sobre crescimento econômico, inflação baixa, auto-suficiência em petróleo e combustíveis, redução do desemprego, balança comercial superavitária, incremento de exportações e tantos outros, não refletem o que se vivencia e nem parecem ter a menor influência positiva no dia da maioria esmagadora dos brasileiros. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Surge, então, no cidadão comum, um complexo de burrice, de incapacidade de analisar o todo e até um sentimento de inferioridade, por não conseguir estar tão bem quanto os jornais dizem que deveria estar. Afinal, os números são fantasticamente positivos e o Ministro Palocci é considerado um gênio insubstituível, cuja política econômica adotada foi capaz até de conservar o Presidente Lula no poder, mesmo depois de tantos escândalos sobre crimes e corrupção, que, no mínimo, o teriam tirado de lá, por incompetência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois é, mas, graças ao bom Deus e a todos os homens que ainda acreditam que ler e estudar valha à pena, estão começando a pipocar uma série de artigos – eu arriscaria dizer até que já sejam centenas deles – desmascarando esse desencontro entre números, tão positiva e maravilhosamente recordistas, e a realidade vivida pela maioria da população. Está mesmo na hora de acabar com essa palhaçada, porque, embora o governo (e grande parte da mídia) ainda não demonstre ter aprendido nada com a escorchante vitória do NÃO, no referendo sobre o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento, acreditar na ignorância do povo tem limites. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E o limite está em reconhecer o ponto a partir do qual a realidade fica tão distante da propaganda ideológica (ou da mentira repetida, como se verdade fosse, para que venha a sê-lo) que as pessoas começam a perceber que estão sendo vítimas de deboche. Só o Governo e a mídia de esquerda ainda não se deram conta de que esse tipo de estratégia não está dando certo aqui no Brasil, embora costume funcionar na maior parte do mundo. Existe, nos brasileiros, uma espécie de aguçado sentido de compreensão da realidade, capaz de fazê-los distinguir, mesmo que involuntária e inconscientemente, aquilo que é bom para si e para o país, nas situações de emergência nacional, que ameacem a paz, a liberdade e a esperança "imortal" de viver num país mais justo, alegre e desenvolvido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é sonho de brasileiro ser comunista nem superpotência – brasileiro quer paz, justiça (a de Deus e a dos homens), um trabalho, uma família, uma casa, um carro e algum dinheiro no bolso. Muitos estarão dizendo, num primeiro impulso racional, que isso seja o que todo mundo quer. Mas, não é bem assim, não. Talvez, considerando os indivíduos, isoladamente, seja esse mesmo o desejo da maior parte das pessoas, &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em geral. Porém"&gt;em geral. Porém&lt;/st1:personname&gt;, dentro dos contextos sócio-culturais que formam a identidade dos povos, não é preciso fazer muito esforço para lembrar de nações inteiras cujos sonhos sejam eliminar o império norte-americano, ou o povo judeu, ou os cristãos, ou os palestinos, ou os imigrantes, ou possuir a tecnologia para fazer a bomba atômica, ou se tornar o mais novo império mundial, etc. Entretanto, o sonho brasileiro está muito mais voltado para dentro de seu próprio país, solucionando seus problemas, do que relacionado com a destruição ou o desejo de domínio sobre outras nações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltando aos números, ninguém agüenta mais esse imbróglio de falsificações estatísticas. Por isso, vamos juntos tentar entender o que estes números estão realmente querendo dizer – ou esconder. Na verdade, não vou falar nada de novo, apenas tenho a modesta pretensão de traduzir as coisas que são ditas, para que o cidadão não especializado possa compreender. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Suponhamos que um governo tenha pego emprestado certa quantia. Na hora de pagar, não há dinheiro suficiente. Então, cria papéis, que chama de certificados de compra de dívida – todos com valor igual e que correspondam a uma pequena parte do total. Coloca os certificados à venda, nas seguintes condições: cada um deles poderá ser resgatado, depois de um ano, por um valor superior ao que foi pago no ato da compra de, no mínimo, 4% em relação aos juros de mercado. Se os documentos tiverem a garantia do Estado, quem não fará um investimento desses? Só quem não possa investir a longo prazo ou quem tema que o governo, que tem ingerência sobre as taxas de juros, acabe por abaixá-los, propositadamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém, os compradores sabem que se fizer isso esse governo jamais terá crédito para fazer outras operações semelhantes no futuro, e, além disso, têm quase certeza de que o país do tal governo não conseguirá sair da posição de devedor, pois sua despesa é muito maior que a receita. Para não correr o risco com as contemporaneidades da economia local, o negócio é realizado &lt;st1:personname st="on" productid="em dólar. O"&gt;em dólar. O&lt;/st1:personname&gt; investimento é uma mina de ouro que não requer trabalho nenhum para gerar mais dinheiro! A notícia do jeito fácil e seguro de engordar, desproporcionalmente, o bolso dos compradores desse tipo de certificado espalha-se pelo mundo e o país se vê repleto de dólares. Como todos sabem, o excesso de oferta desvaloriza a mercadoria, mesmo quando se trata de dinheiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa desvalorização do dólar prejudica – ou, no mínimo, desestimula – as exportações, porque os exportadores recebem, em moeda nacional, o valor equivalente aos dólares que obtiveram com a exportação. Ao mesmo tempo, as importações ficam mais viáveis. Para proteger as exportações – cuja superioridade em relação às importações irá garantir resultados positivos (superávit) para a Balança Comercial – o governo acaba tendo que "enxugar" o excesso de dólares disponíveis no mercado. Para isso, usa o mesmo procedimento de venda de títulos de dívida, só que desta vez, interna e artificialmente criada, somente para realizar esta operação. O problema é que, na hora de recomprar os títulos, o processo tem que ser repetido, porque, novamente não há dinheiro nem para restituir os investidores e nem para continuar comprando dólares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se o leitor entendeu tudo que foi descrito até agora, está apto a compreender, mesmo que não profundamente, o que seja Dívida Pública, Títulos da Dívida Pública e a descobrir a mágica espetacular que faz o Real estar tão valorizado em relação ao Dólar, além de começar a suspeitar dos motivos que levam o atual governo a continuar com a prática de juros altos. Enquanto a maior parte dos brasileiros trabalha desesperadamente para gerar renda e melhorar de vida, o governo não diminui inteligentemente suas despesas, não faz investimentos suficientes, nem na área sócio-educacional nem em empreendimentos que possam gerar renda. Isso faz com que os frutos de nosso trabalho, tanto na produção de riquezas quanto no pagamento de impostos, sejam usados, quase que totalmente, para pagar dívidas do governo e comprar outras. Felicidade de uns, infelicidade de outros – o povo fica incluído nesses últimos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não que não haja outras formas de conduzir a administração econômica, mas é que, no caso específico do governo Lula, há sérias evidências de que os interesses, por trás desta prática, estejam bem longe da lógica que demonstraria um mínimo de preocupação com o desenvolvimento e a recuperação econômica do Brasil. É como se o país estivesse trabalhando com o objetivo premeditado de enriquecer um grupo específico de pessoas (ou entidades, ou instituições, como queiram) – os compradores de títulos da dívida externa e interna. É claro que, para que isso seja viável, outros setores da sociedade, nacional e internacionalmente, devam estar se beneficiando também – como se fosse um álibi, capaz de mascarar a identificação do enriquecimento explícito do grupo específico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vamos aos números. A dívida pública bruta, que é o quanto o governo deve ao mercado interno e externo, pulou de R$ 745,8 bilhões, em 2000, para R$ 1,452 trilhão. Isto é um fato. Por isso, é preciso ter cuidado ao dar crédito a informações isoladas de superávit da Balança Comercial ou de pagamento da dívida externa com o FMI, por exemplo. É preciso saber qual é o custo-benefício, para a população, deste superávit ou de onde vieram os recursos para o pagamento desta dívida – foram gerados por trabalho ou fabricados pela emissão de papéis? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vejamos o caso da última façanha do governo: a antecipação do pagamento da dívida, de U$15,5 bilhões, ao FMI – dívida esta que tinha juros de 4% ao ano e que só venceria em dois anos (aumentaria para U$16,12 bilhões, em 2006, e para U$16,77 bilhões, em 2007, se não houvesse nenhuma amortização). Para fazer isso, o governo federal tomou emprestado, no mercado internacional, emitindo títulos de dívida, cerca de 3,5 bilhões de dólares, a um custo de, aproximadamente, 10% ao ano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso, em tese, significa que o governo dispunha de (U$15,5 – U$3,5) U$12 bilhões. Se deixasse para fazer o pagamento total daqui a dois anos (e supondo que os U$12 bilhões fossem aplicados em títulos de outros países, rendendo cerca de U$780 milhões – 4% aa.), o governo pagaria U$12,78 bilhões e renegociaria cerca de (U$16,77 – U$12,78) U$4 bilhões, com juros de 4% ao ano ou, então, tomaria emprestado esse valor, vendendo títulos da dívida. Como a dívida agora assumida (U$3,5 bi) tem juros de 10% ao ano, na verdade, daqui a dois anos, o governo terá que desembolsar U$4,24 bi – um acréscimo de U$240 milhões (U$4 bi – U$4,24 bi). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora, na lógica econômico-financeira, só se adianta pagamento de dívida em duas ocasiões: 1) quando se dispõe de todo o montante para quitá-la, desde que nenhuma aplicação financeira ofereça rendimentos superiores ao custo futuro dessa dívida; ou 2) quando se pode trocá-la por uma outra dívida mais barata. Que lógica há, então, nessa atitude do atual governo? É de se supor que seja a de quem tem interesse em enriquecer os compradores desses títulos, mesmo que, entre eles, estejam pessoas ou grupos que não tenham nada a ver com os beneficiários alvo. Matando dois coelhos com uma só cajadada, inclusive, o discurso de liquidação da dívida com o FMI, para os incautos e ignorantes – no sentido de não sabedores – funciona, também, como troféu de realizações governamentais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos analistas econômicos têm escrito a respeito das contradições que envolvem a política de manutenção de juros altos e esse pagamento adiantado da dívida com o FMI, dizendo não encontrar uma explicação lógica. Não sei se são técnicos demais, distraídos, medrosos ou mentirosos. Para completar, a venda de títulos da dívida interna para financiar a política de compra de dólares agrava o endividamento interno, a um custo bem superior à inflação. A combinação entre juros altos e queda do dólar garantiu um rendimento de 35% ao ano aos investidores estrangeiros – dentre os quais pode haver, inclusive, "laranjas" de investidores brasileiros (por que não?). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os números oficiais da contabilidade nacional escondem esse processo de endividamento da União e de beneficiamento de credores. Já se falou que a política de juros altos tem atraído uma verdadeira enxurrada de dólares para o mercado brasileiro - aproximadamente 90 bilhões de dólares, dos quais cerca de 80% estão aplicados &lt;st1:personname st="on" productid="em papéis. O"&gt;em papéis. O&lt;/st1:personname&gt; excesso dessa moeda faz com que a cotação do real esteja sempre subindo em relação ao dólar, encarecendo as exportações – que, no entanto, em caráter de fenômeno, no Brasil, continuam crescendo a olhos vistos, por causa das condições favoráveis, no mercado externo, e do baixo poder de consumo, no mercado interno. Mesmo assim, o Banco Central (BC) e o Tesouro Nacional, por meio do Banco do Brasil, têm comprado dólares, numa tentativa (frustrada, até aqui – o que não justificaria a insistência neste tipo de procedimento) de provocar uma elevação na cotação da moeda e conseqüente desvalorização do real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo tendo em conta que, como qualquer investidor, o BC também faça aplicações em títulos no exterior, sabe-se que recebe uma remuneração pelo investimento que se limita a 4,5% ao ano. Os prejuízos com a política de emissão de títulos e com a manutenção de juros altos chegam a R$ 86 bilhões. Se o governo tivesse simplesmente reduzido os juros, teria contido, naturalmente, a entrada de dólares no país e a cotação subiria, não havendo a necessidade de desperdiçar somas tão altas de dinheiro. Por quê? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem souber a verdadeira resposta desta pergunta poderá estar bem perto de revelar pelo menos uma das fontes de abastecimento da engrenagem petista, cujas astronômicas somas de dinheiro fizeram o partido chegar ao poder e ainda o mantém por lá. Se tudo continuar a colaborar com a estratégia petista, apesar de todas as contradições e atitudes consideradas inexplicáveis, pelos mais renomados especialistas, o PT provavelmente jamais sairá do poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Há quem acredite que o Brasil perdeu para a corrupção. Talvez estejam certos. Até bem pouco tempo, quem realmente perdesse todas as esperanças na reversão desse quadro tinha ainda a última opção de se mudar, com malas e cuias, para países mais desenvolvidos, que prometessem um futuro melhor. Entretanto, hoje, o mundo está, no mínimo, bastante esquisito. O terrorismo, a xenofobia e os desastres naturais limitaram as opções brasileiras de emigração em nada menos que zero. Por isso, hoje, mais do que nunca, por uma simples questão de sobrevivência, é preciso lutar – cada um na sua área – para fazer deste país o paraíso de nossos sonhos. Há vários caminhos para isso e, um bom começo é desmascarar nosso processo de endividamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-190281782913211822?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/190281782913211822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=190281782913211822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/190281782913211822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/190281782913211822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/httpwww.html' title='Números, festa e realidade'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-2205462056537435574</id><published>2008-09-15T19:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:58:53.378-07:00</updated><title type='text'>O Homo Plasticus</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4521"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4521&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; em 28 de janeiro de 2006&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Viver no mundo moderno exige muito mais do que comida e trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;De tudo que se sabe até hoje sobre as divisões de classe que permearam a história da humanidade, em cada civilização, em cada cultura, muito me assusta o mais recente processo divisório que, já há alguns anos, venho observando e tentando verbalizar: o estético-tecnológico. Antes, porém de entrar no tema propriamente dito, é preciso esclarecer que, apesar de poder ser observado como fenômeno mundial, os limites desse primeiro ensaio sobre o tema se estabelecem dentro do universo das grandes cidades, principalmente as brasileiras – o que não impede alusões comparativas com outros universos. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Numa época em que tanto se fala em exclusão social e muitas bandeiras se levantam para diminuir a exclusão digital, não consigo entender a mudez em relação ao que há de mais óbvio, por ser visível: aquilo que resolvi chamar de exclusão estético-tecnológica. Ou seja, a incapacidade de pelo menos 80% da população brasileira de ter acesso ao que há de mais moderno e eficiente em termos de produtos, serviços e tecnologias responsáveis por maior longevidade, retardamento dos sintomas (internos e externos) da velhice, exames preventivos ou indicadores de doenças (graves ou não), manutenção de uma dieta saudável e até de embelezamento físico (portanto, promovedor de satisfação e de auto-estima – indispensáveis à vida longa e saudável, no mundo moderno). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aos que julgam que algumas dessas coisas ainda estejam no mundo dos supérfluos dispensáveis, convido à reflexão e chamo a atenção para o fato de que, mais cedo do que possam imaginar, elas se tornarão o instrumento mais usado para discriminar e determinar castas, com alcance jamais imaginado, superando, à distância, tudo o que até hoje se conheça a respeito de divisores sociais instituídos, inclusive, por lei, em algumas épocas e lugares, como a escravidão ou a discriminação racial, religiosa e sexual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gravidade do fenômeno ultrapassa os limites da estética, uma vez que, em se tratando de vida humana, esteja se tornando cada vez mais determinante nas questões de vida ou morte - tanto do corpo como da saúde mental de seres humanos - e promovendo o surgimento de duas espécies bem distintas de indivíduos: os bem e os mal tratados. Estes dois tipos de pessoas estão ficando tão visível e agressivamente diferentes um do outro, que mais se aproximam da distinção entre duas espécies de seres humanos do que da simples diferenciação de aparência entre os mais e os menos abastados financeiramente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este processo já superou, e muito, aquilo que as religiões costumam chamar de "aparência" ou "beleza exterior", que, como apregoam – e com toda a razão - não deveria reger os julgamentos sobre as pessoas e seus verdadeiros valores. Isso faz parte da época em que o acesso a boas roupas, ao conforto e aos produtos de beleza não era determinante, na longevidade ou no já conhecido calvário daqueles que tentam melhorar ou manter o padrão de vida. Ou seja, numa época em que nada disso significava a diferença entre o direito de viver ou não – havia luz no fim do túnel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora, não é novidade nenhuma que os mais ricos sempre tenham estabelecido padrões estéticos e de comportamento que se opusessem aos dos mais pobres. Se antigamente os pobres eram magros, porque tinham muito mais dificuldade para ter o que comer, para os mais ricos – e, portanto, para a ordem social dominante – o belo era ser gordo. Isso expressava, aos olhos da sociedade, o resultado dos efeitos do alimento que o dinheiro podia comprar. Hoje, por exemplo, acontece o oposto: quanto mais rica uma pessoa, mais chances terá de poder exibir um corpo esbelto, saudável e definido; já que os mais pobres não têm condições financeiras – e, portanto o direito, para nossa sociedade - de ingerir alimentos livres de gorduras TRANS, de agrotóxicos, de hormônios e de toda a espécie de ingredientes agressivos à saúde e altamente calóricos. Não é à toa que a saúde pública se vê às voltas com uma nova e crescente epidemia de "gordos mal nutridos". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A permissividade com esse tipo de "naturalidade" social chega a ser compreensível nas sociedades ocidentais que habitaram o planeta até meados dos anos 70. Mas, hoje em dia, com o progresso da ciência, dos meios de comunicação e da difusão do pensamento filosófico – ainda que pobre e limitado – trata-se de atitude criminosa, por cumplicidade ou por omissão, diante de um fato que salta aos olhos de qualquer um, com alcance e implicações bem mais graves do que outros que tanto causaram, e ainda causam, alardeado repúdio mundial, como a escravidão e o holocausto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é exagero não. Viver no mundo moderno exige muito mais do que comida e trabalho. Ao contrário do que assistimos nos EUA, por exemplo, onde o progresso trouxe consigo a disseminação dos recursos médico-tecnológicos e estéticos por toda a sociedade, melhorando suas condições de vida e sua auto-estima, no Brasil isso não aconteceu. Apesar da excelência de nossa formação acadêmica e da qualidade de nossos profissionais, nesta área – fenômeno, aliás, mundialmente reconhecido – a população não foi agraciada com os benefícios que, teórica e logicamente, adviriam desse invejável desenvolvimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao invés disso, o abismo entre a aparência dos indivíduos que têm acesso aos recursos médicos e estéticos e aqueles que não têm está cada vez mais profundo. E isso nunca foi tão evidente, em grande parte, por causa da mídia – que não só veicula, mas cria e impõe padrões. Impor padrões ou incentivar a criação dos mesmos já é parte do trabalho irreversivelmente estabelecido nos meios de comunicação. Portanto, embora o assunto seja discutível, em termos de conteúdo, de ética e de limites, não será fato reversível. Entretanto, não lhes cabe a culpa de divulgar o que de fato já exista – coisa que, ainda muito menos, possa ser atribuída aos que porventura tenham recursos para usufruir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Valorizar o ser, em detrimento do ter, vinculado ao caráter consumista da sociedade, vinha sendo um dos objetivos dos estudos da ética, dos princípios religiosos e da inteligência. Finalmente chegou-se ao ponto de mais valorizar o ser. Mas, não foi exatamente aquele tipo de "ser" – no sentido espiritual da palavra - que venceu a batalha. Houve uma espécie de simbiose entre o ter e o ser. Ter continua sendo fundamental, na medida em que determina a capacidade de acesso ao que há de mais desenvolvido na medicina, na estética e na nutrição. Ser esteticamente perfeito é o objetivo. Não basta mais ter, tem que ser. Dessa forma, o simples fato de ter – alvo da sociedade consumista – já não é mais suficiente para obter o certificado de sucesso. Venceu a plastificação do homem – considerando que um ser humano normal não consegue permanecer dentro dos padrões exigidos, por mais de 5 anos, na vida adulta, mesmo com o que de mais perfeito a genética possa lhe ter feito herdeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O sofrimento imposto aos que não se enquadram, por herança genética ou por falta de recursos financeiros, ao padrão estabelecido e exibido, em regime de tortura diária, destrói e mata muito mais do que possam revelar estatísticas isoladas. Nesse exato momento, há milhões de homens e mulheres considerando-se incapazes de ser amados e outros milhões de pessoas condenadas à morte, por não poderem pagar por atendimento médico adequado – nem para a cura e muito menos ainda para a prevenção das mais variadas enfermidades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No atual estágio de desenvolvimento tecnológico, não deveria mais haver gente faminta, desdentada, morrendo de doenças tratáveis e previníveis – gente mal tratada. Essa permissividade é mais criminosa do que a ignorância que permitiu a ocorrência de escravidões e holocaustos durante a marcha da evolução humana. É extermínio consentido de seres humanos considerados inferiores, para que sobrevenha um planeta de vitaminados, como se fosse um processo de seleção natural qualquer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E as coisas estão de tal maneira que fica impossível não distinguir uma "espécie" de ser humano da outra. O que as roupas representavam até pouco tempo atrás, pela exibição de tecidos diferenciados e etiquetas famosas, hoje já não representam mais a diferença, devido ao acesso popular às imitações e mesmo ao barateamento das peças produzidas – por ordem da demanda e da própria questão de sobrevivência dos negócios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, a diferença está na pele, no corpo bem torneado, na brancura e na perfeição dos dentes, na textura dos cabelos – tudo impossível de se tratar de herança genética, pelo menos, como já disse acima, por um período que dure mais que cinco anos da vida adulta de um ser humano normal. Botox, preenchimentos de rugas, eliminação de gorduras, alisamentos e tratamentos capilares, hormônios especiais, vitaminas, suplementos alimentares, lipoesculturas, plásticas corretivas, cremes e produtos de última geração estão promovendo o surgimento de uma nova espécie de gente – o &lt;i&gt;homo plasticus&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria apenas motivo de inveja daqueles que não pudessem se parecer com a geração de plástico. Mas, o fenômeno do aparecimento desses seres vem acompanhado de outros dois: a ditadura da padronização – reflexo da universalização do pensamento "politicamente correto" – e a cultura da discriminação, que pune com isolamento e táticas de extermínio, aqueles que saem dos padrões físicos e ideológicos, não por questões genéticas e também não só pelas financeiras, mas sim pela forma de como as conquistas financeiras são usadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O &lt;i&gt;homo plasticus&lt;/i&gt; é o produto final da sociedade socialista de consumo (por mais ambíguo que isso possa parecer), resultado de um projeto de alienação coletiva controlado, que conduz os habitantes do planeta ao "umbigocentrismo" coletivo, onde todos têm a ilusão de viver livres, satisfeitos e em sociedade, quando, na verdade não passam de meros robôs-agentes da utopia dos "Iluminados" – o que há de mais "super-mega-plus" na geração dos &lt;i&gt;Big-Brothers&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na realidade, tudo não passa de mera ditadura; planejada, implementada e conduzida por lunáticos que se julgam donos de arbítrio divino, para decidir o que seja melhor para todos os seres humanos, considerados, por eles, como gente desprovida de capacidade de escolhas corretas, mesmo que não convencionais, apesar das mesmas não interferirem no convívio social pacífico – a não ser para lembrar ao mundo de que cada homem é único, apesar de sociável, e de que as diferenças é que lhe dão esta noção de individualidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os especialistas no assunto que atentem para o fenômeno, estudem e divulguem notícias pelos quatro cantos do planeta, antes que seja tarde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-2205462056537435574?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/2205462056537435574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=2205462056537435574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2205462056537435574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/2205462056537435574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/o-homo-plasticus.html' title='O Homo Plasticus'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-7840427741081023719</id><published>2008-09-15T19:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:53:05.991-07:00</updated><title type='text'>Classe Média: caminhando para a extinção</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4506"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4506&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 20 de janeiro de 2006&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Ou a classe média sai do ostracismo ou desaparecerá do mapa social brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;A classe média brasileira tem que parar de ter vergonha de assumir seus valores, seus objetivos e proclamar, orgulhosa, aos quatro ventos, seu direito de existir, passando a valorizar e a exercer os poderes que de fato tem. No limite entre ascensão e queda, se não se mobilizar – agora – caminhará inexoravelmente para a extinção. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na infinidade de cálculos e tabelas que tentam desenhar o quadro social do Brasil, parece haver a recusa em descrever o óbvio (mesmo que, semanticamente, isso pareça redundância): a classe média, como costumava ser identificada, em três categorias (alta, média e baixa) está desaparecendo. A polarização está cada vez mais evidente e ficaria bem mais de acordo com a realidade se as estatísticas revelassem apenas duas classes – os ricos e os pobres – com suas respectivas subdivisões. Teríamos, então, numa ponta, três categorias: milionários, ricos e emergentes; e, na outra ponta, quatro categorias: sobrevivente, pobre-emergente, pobre-decadente e miserável. Sendo que o abismo que separa os emergentes, da primeira classe, dos sobreviventes, da segunda, é gigantesco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se trata apenas de um fenômeno financeiro. A ascendência do pensamento e dos valores socialistas sobre a mídia, as religiões e as instituições de ensino - do maternal ao doutorado – fez com que a classe média perdesse sua identidade, na medida em que suas aspirações sócio-econômicas passaram a entrar em confronto direto com o pensamento filosófico dominante, disseminado pela ditadura do politicamente correto – que amordaça e algema aqueles que pretendem partir da realidade, dos fatos e da natureza humana, para buscar caminhos mais justos e eficazes na solução dos conflitos da vida em sociedade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Instalou-se a cultura do apadrinhamento parasitário dos pobres, como se fossem seres inferiores e incapazes, por natureza, e a da desaprovação da riqueza, como se ela fosse, em si, representativa do gosto pela injustiça social. A idealização da pobreza como símbolo de desprendimento e como provedora de nobreza espiritual está tão longe da realidade quanto desmerecer os méritos e esforços pessoais que possam conduzir a um conseqüente enriquecimento – exigindo, de indivíduos assim, a redistribuição "justa" de sua riqueza e não, dos governos, as mesmas oportunidades e recursos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A mesma lógica de distorção da realidade fez com que o Estado brasileiro se transformasse num instrumento ora de justiçamento social, através, principalmente, da atuação da Justiça do Trabalho, ora de extorção, praticando a cobrança de taxas e impostos nitidamente abusivos – tanto pela quantidade como pelo valor – sob o pretexto da redistribuição das riquezas. Quando, na realidade, deveria estar muito mais voltado para garantir o máximo de igualdade possível, em termos de oportunidades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senão, que tipo de justiça é essa que acha que ao Estado cabe dispor da riqueza alheia – fruto do trabalho e da disposição ao risco e que, ainda por cima, emprega e contribui para melhorar as condições de vida de muitas pessoas – para distribuí-las aos pobres, sem que a estes sejam dadas as condições para sair da posição de eternos pedintes? Só há uma explicação plausível para a perpetuação deste tipo de atuação estatal: há muita gente ganhando com essa intermediação do Estado entre capital, trabalho e mão-de-obra excedente. Não se pode dar ao juiz a faculdade de criar as leis. Mas, isso já é outro assunto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A discriminação da riqueza deixou livre a sua busca para os que, em sua maioria, são desprovidos de ética, de honestidade e de retidão de princípios. Sem o peso da culpa e de formação duvidosa, os novos ricos associaram a malandragem ao poder financeiro. Ao mesmo tempo, o desamparo por parte do Estado – por ausência, omissão ou por, muitas das vezes, até atrapalhar – explica, embora não justifique, o fato de que muitos dos que enriqueçam, neste país, soneguem impostos ou pratiquem uma série de delitos fiscais, não somente para que o negócio sobreviva mas também por julgarem o sistema injusto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A pobreza só é meritória e engrandecedora – posto que libertadora – quando é opcional. Desde o religioso que se despe de bens materiais para levar a palavra de Deus aos quatro cantos do mundo até o sujeito que simplesmente quer levar a vida na "flauta". São opções pessoais. Fora desse contexto, a pobreza não tem nada de belo ou enobrecedor – ao contrário: é triste, sofrida e castradora. Embora não seja, isoladamente, causadora de desvios de conduta, quando acompanhada de falta de instrução e de oportunidades, em um ambiente onde impere a "Lei do Cão", é sim deformadora de conceitos pré-estabelecidos socialmente, como certo e errado ou justo e injusto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesse balaio de desencontros, a riqueza nunca foi tão parecida com a pobreza em termos de visão de mundo e de incorporação, ao seu cotidiano, da prática corrente de delitos considerados permitidos, cada um em seu universo. A imagem do rico esforçado e trabalhador e a do pobre ingênuo, indefeso e honesto estão cada vez mais distantes – não é à toa que a evidência de qualquer um dos dois vira notícia. E a classe média? O que resta dela está flutuando no abismo cada vez maior entre os emergentes e os sobreviventes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assistindo, paralisada de horror, à sua transformação de profissional liberal ou servidor público, intelectualizado, em força-de-trabalho especializada, desprovida de recursos que lhe possibilitem acesso aos meios de aprimorar seu grau de instrução, trabalhando apenas para ter casa e comida, a classe média ainda não conseguiu sair do estado de letargia, embora comece a dar os primeiros sinais de conscientização em relação ao seu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de refém do pensamento socialista de esquerda e de vítima da ditadura do politicamente correto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sufocada pelo achincalhamento permanente de seus valores, sobrecarregada de impostos e abandonada pelo Estado, graças aos computadores domésticos e à Internet, a classe média vem formando guetos de resistência e começa a perceber que, apesar de ter respeitado a riqueza e de ter se solidarizado com a pobreza, não obteve o mesmo, em contrapartida, agora que se vê necessitada. Está só. Sua única chance de sobreviver está nas condições que ainda dispõe de buscar a verdade dos fatos e de encontrar uma maneira de se despir dos pudores que sente em se assumir como classe especificamente caracterizada, sem &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de intermediária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um bom começo seria apropriar-se das técnicas de trabalho de defesa das minorias – coisa que o que resta da classe média já se tornou há muito tempo – e partir para colocar no Congresso, através do voto, candidatos que se declarem abertamente como defensores de seus interesses – coisa, aliás, bastante difícil, uma vez que envolvem, quase sempre, questões "politicamente incorretas", como a valorização da família e dos princípios cristãos, o desmascaramento daqueles que insistem em fazer do Brasil um país de racistas e também daqueles que querem impor ao povo o delírio comunista – gentilmente apelidado de socialismo – e ainda outras, mais complexas, como combate ao assistencialismo, redimensionamento salarial, valorização da instrução como meio de ascensão sócio-econômica, etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma coisa é certa: não existem mais anjinhos inocentes no paraíso social. É cada um por si e a quem couber mais perspicácia e inteligência será dada a chance de concorrer à vitória. Ou a classe média sai do ostracismo ou desaparecerá do mapa social brasileiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-7840427741081023719?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/7840427741081023719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=7840427741081023719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7840427741081023719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7840427741081023719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/classe-mdia-caminhando-para-extino.html' title='Classe Média: caminhando para a extinção'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-4501395580226493018</id><published>2008-09-15T19:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:35:16.611-07:00</updated><title type='text'>Superávit da Balança Comercial, no Brasil, precisa de tradução</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;em 06 de janeiro de 2006 &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Quando se ouve que o país tem exportado como nunca, entenda-se: a população está com seu poder de consumo extremamente comprometido e a mão-de-obra cada vez mais financeiramente desvalorizada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2006 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Existe uma outra explicação para os números records dos sucessivos superávits da Balança Comercial brasileira. Explicação esta que precisaria ser dada ao povo, sob pena de enganá-lo com divulgações, também sucessivas, de meias verdades. No Brasil, a opção de exportar não surge da necessidade de escoar os excedentes da produção - o que era praticado pelos empresários, da indústria ou da agricultura, há alguns anos. Hoje, em nosso país, bem como em muitos outros, prisioneiros de um ciclo de subdesenvolvimento, há uma inversão dos mandamentos econômicos adotados pelos países desenvolvidos: o que fica para ser consumido no mercado interno é o excedente daquilo que foi produzido visando prioritariamente o mercado externo. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como a atual situação econômica da maioria dos brasileiros não permite que direcionem boa parte de seus orçamentos para o consumo de bens, eles acabam atuando, significativamente, no processo de produção, apenas como mão-de-obra. A saída do empresariado brasileiro para sobreviver, e até mesmo crescer, foi produzir para exportar, livrando-se da dependência do mercado consumidor interno, estagnado e empobrecido. E é por isso que, contrariando a lógica, mesmo com o real bem posicionado em relação ao dólar, as exportações continuam em franca expansão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Portanto, aqui no Brasil, quando se ouve que o país tem exportado como nunca, entenda-se: a população está com seu poder de consumo extremamente comprometido e a mão-de-obra cada vez mais financeiramente desvalorizada. Os louros do superávit significam poucos empregos e enriquecimento da máquina estatal. Tudo em nome do firme propósito de praticar o "engana-trouxa" para cima dos "impérios do capital" e de condenar nosso continente ao retardamento utópico delirante do socialismo populista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No outro prato da balança, as importações crescem bem mais modestamente. Isso seria ótimo se apenas significasse a auto-suficiência em setores que outrora dependessem de importações. Mas, não é só isso. Esse processo vem sendo acompanhado de um trágico redirecionamento, em relação aos bens de consumo: nas áreas que independem de insumos, equipamentos e tecnologias importadas - que são muitas vezes inevitáveis ou insubstituíveis - o país sofre uma invasão de produtos originários de países que estão longe de ter "economia de mercado", como a China, por exemplo, o que torna inviável qualquer tentativa de concorrência legal por parte do empresariado nacional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso acaba por provocar a falência de indústrias e de estabelecimentos comerciais francamente nacionais, já estabelecidos e afamados, não só aqui, como no mundo - a indústria têxtil e a de calçados são alguns dos exemplos. Esse processo vem jogando, descaradamente, a população e o empresariado brasileiros na informalidade - e até na ilegalidade - comercial. Já é o caso de 60% da população economicamente ativa do país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma outra revelação que se depreende do quadro de importações é a de que elas não crescem, em se tratando de produtos e serviços com preço de mercado convencional, porque não há mercado consumidor para que isso aconteça. Seria de se esperar, numa inferência lógica, que elas estivessem em franco crescimento, uma vez que o real se mantém estável e bem valorizado, em relação ao dólar. Fato este que permitiria ao consumidor brasileiro usufruir de bens de consumo mais modernos, mais bonitos e até mesmo de alguns requintados supérfluos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As importações se restringem ao indispensável e ao abastecimento do mercado de tecnologias, já quase que irreversivelmente absorvidas para o bom funcionamento das exigências da vida urbana - equipamentos eletrônicos e da indústria da informática. A população só entra em contato com os resultados disso através da modernização de serviços. Em casa, os velhos móveis, os velhos aparelhos e algum sinal da "modernidade", com aparelhos de DVD e de telefone celular. Isso nas grandes cidades, porque o resto do país continua no século 20, lá pelos idos dos anos 80. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta é a verdade que está por trás dos sucessivos superávits da balança comercial brasileira: povo e acesso aos benefícios do desenvolvimento caminhando em sentidos opostos. Cada vez que o atual governo celebra o desempenho comercial do país, nos discursos e nas manchetes dos jornais, brinda a caminhada do povo em direção ao destino, que pretende lhe impor, da escravidão populista - por julgar-se juiz supremo daquilo que seja o desejo do povo, mesmo que sabidamente não seja, sob a alegação estúpida e vergonhosa, de que este não saiba eleger seus próprios sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-4501395580226493018?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/4501395580226493018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=4501395580226493018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4501395580226493018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4501395580226493018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/supervit-da-balana-comercial-no-brasil.html' title='Superávit da Balança Comercial, no Brasil, precisa de tradução'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-8712667397234553773</id><published>2008-09-15T19:17:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:18:37.726-07:00</updated><title type='text'>Quando Davi não sabe usar as pedras que tem contra Golias</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#66808d;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 17 de novembro de 2005&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; O Comandante do Exército agiu precipitadamente, atribuindo à &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt; um poder que ela não tem, punindo um oficial antes de investigar denúncias de uma emissora que age pública, notória e intermitentemente contra as Forças Armadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;© 2005 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Ao veicular, no &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt; do dia 13/11, matéria sobre trotes aplicados a sargentos recém promovidos, no quartel do 20º Batalhão de Infantaria Blindado, em Curitiba-PR, a intenção da &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt;, foi demonstrar poder e reagir à enxurrada de críticas que recebeu, pelos ataques feitos às Forças Armadas, no mesmo programa, em 6/11. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O material não tem identificação de procedência nem de propósitos. Somente estes dois pequenos detalhes já seriam suficientes para que a matéria não fosse ao ar. Mas, como o objetivo estava acima de qualquer intenção de alerta, de esclarecimento ou de clamor por justiça, a reportagem mostrou ao que veio. O recado foi bem claro: a &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt; tem poder, vai dizer o que quiser e o que diz é levado a sério, mesmo que não seja verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em artigo anterior a este, "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4300"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Reação ao Fantástico Ato Falho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;", estariam bem respondidas e esclarecidas todas as intenções desta emissora, ao divulgar o material, se não fosse a ação, ocorrida logo depois e, no meu modesto ponto de vista, precipitada, do Comandante do Exército, de afastar o Comandante do 20º BIB de Curitiba. Por dois motivos: 1) atribui à &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt; um poder que ela não tem e que, muito menos publicamente, deveria parecer ter e 2) pune, mesmo que não legalmente, um comandante militar, antes das devidas investigações e por causa das denúncias de uma emissora que age pública, notória e intermitentemente no sentido de denegrir a imagem das FA. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por outro lado, "esfrega na cara" do país inteiro uma atitude de providência imediata, no combate às irregularidades, mesmo que movidas por denúncias ainda não averiguadas. Coisa que não acontece, atualmente, em quase nenhum outro lugar do Brasil, principalmente no ambiente político - em especial, no atual governo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já está mesmo na hora das Forças Armadas encararem com mais seriedade o papel da Comunicação Social e das Relações Públicas em seus quadros. Vê-se que, neste terreno, suas noções de tática e estratégia estão bem longe da eficiência que mereceriam ter. Isso é uma crítica construtiva. No mundo de hoje, e acho que já há tempo suficiente, a propaganda e as estratégias de comunicação são a alma de todo negócio ou empresa bem sucedidos – no caso das FA, poderiam até ser decisivos numa guerra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se a intenção do Comando do Exército era a de não causar polêmica, colocando um ponto final no assunto, o mais rápido possível, errou redondamente. O tema está circulando pela mídia, com força total, contribuindo, inclusive, para desviar a atenção da população de fatos imensamente mais graves, como o são todos os que tratam da intentona comunista do PT – a mídia, em geral, e o governo costumam chamar este episódio da história recente do Brasil de "crise". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apareceram muitos indignados, saídos do enorme silêncio em que se encontravam, diante das denúncias de corrupção e da falência dos governos de esquerda no país. Chegou-se a comparar o trote com as torturas e humilhações aplicadas, por soldados americanos, aos prisioneiros iraquianos, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Isso mesmo, nossos soldados que são mundialmente conhecidos por renderem respeito e tratamento digno a todos os civis e prisioneiros de guerra, onde quer que tenham estado pelo mundo, foram comparados àqueles soldados americanos – que, aliás, também, diga-se de passagem, já foram punidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com todo o respeito, a nota do Comando do Exército deveria ter tomado os rumos da defesa, citando, por exemplo, inúmeros outros casos que aconteceram, infelizmente, no mundo civil, inclusive com finais bem mais trágicos, como conseqüência de trotes. E, naturalmente, deveriam terminar com as devidas referências às providências que seriam tomadas. Estaria mais de acordo com quem teria o dever de defender toda uma instituição e não de fazê-la assumidora de uma "carapuça" que, definitivamente, não lhe caberia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; (15/11) ouviu os sargentos envolvidos – coisa que deveria ter sido feita pelo Comando do Exército, antes de tomar as decisões que tomou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O 20º BIB tem cerca de 900 soldados. Fica no bairro Bacacheri, norte de Curitiba. A 2ª Companhia, conhecida como Pantera, conta com 15 sargentos. Segundo a &lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt;, apenas três não participariam das constantes "brincadeiras", que teriam começado há dois anos, para comemorar o aniversário de um deles, com a participação de antigos sargentos, que já teriam ascendido na carreira. O soldo dessa patente é de R$ 1.254 brutos, o que significa cerca de R$ 800,00 líquidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Oito dos doze terceiros-sargentos da 2ª Companhia de Fuzileiros de Curitiba, identificados nos vídeos que foram ao ar, disseram à Folha, que não seriam novatos, que teriam se submetido ao trote voluntariamente e que, em várias "brincadeiras", teriam figurado no papel invertido – fato que caracterizaria uma encenação feita especialmente para a câmera. Na condição de voluntário, um deles exigiu a exclusão da sessão de afogamento e sua vontade teria sido respeitada. Na versão dos oito, o ferro de passar, que foi colocado nas orelhas dos "novatos" estaria frio, tanto que não teria deixado marcas, e os choques elétricos seriam de baixa amperagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na entrevista, o grupo se exalta quando a pergunta é sobre se a inspiração vinha das prisões de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=2186"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abu Ghraib&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (Iraque), em que soldados do Exército norte-americano torturavam prisioneiros iraquianos e as sessões eram filmadas. "Aqui ninguém sai ferido nem está preso", teria reagido o militar mais falante, segundo a Folha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As imagens mostradas pela reportagem da &lt;i&gt;Globo&lt;/i&gt; foram feitas pelo próprio grupo, em câmera digital, no dia 25 de agosto, quando se comemorava o Dia do Soldado. Os sargentos dizem ter feito apenas uma cópia, supostamente roubada e cedida à &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt; por alguém do quartel. "O que apareceu na reportagem é um mal-entendido. As imagens foram forçadas e distorcidas pela edição", declarou um sargento, que não foi identificado pela reportagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A &lt;i&gt;Central Globo de Comunicação&lt;/i&gt; negou que tenha "forçado" a edição. Disse que a prática de tortura foi reconhecida pelo próprio Exército em uma nota no final da reportagem, na qual afirma que as imagens são "verídicas" e anuncia a abertura de sindicância para "apurar os fatos e punir os responsáveis". A &lt;i&gt;Globo&lt;/i&gt; afirma ainda que dois especialistas atestaram a veracidade das imagens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, o que a emissora não esclarece, acredito que propositadamente, é que a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.exercito.gov.br/05Notici/paineis/2005/novembro/notaimp.htm"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nota em que o Comando Exército confirma a existência de imagens verídicas saiu no dia 11/11&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, dois dias antes da veiculação do vídeo, no Fantástico. Isso significa que o Comando não estaria se referindo especificamente à fita divulgada. O fato de especialistas terem atestado a veracidade das imagens não elimina uma edição maldosa e não significa, absolutamente, que os peritos sejam confiáveis.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-8712667397234553773?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/8712667397234553773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=8712667397234553773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/8712667397234553773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/8712667397234553773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/quando-davi-no-sabe-usar-as-pedras-que.html' title='Quando Davi não sabe usar as pedras que tem contra Golias'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-7607482834239805375</id><published>2008-09-15T19:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:14:54.979-07:00</updated><title type='text'>Reação ao fantástico ato falho: agora, a Globo deu um tiro no outro pé</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#66808d;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;16 de novembro de 2005 &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Fica aqui uma sugestão à &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Record&lt;/i&gt;: passar a revista de entretenimento do domingo para o mesmo horário do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Fantástico&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;© 2005 MidiaSemMascara.org&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:black;"&gt;Uma coisa ficou clara: a editoria do &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;, da &lt;i&gt;TV Globo&lt;/i&gt;, sentiu-se diretamente atingida pelas críticas recebidas após a exibição do programa do dia 6 de novembro, quando pretendeu, mais uma vez desqualificar e, por que não dizer, ofender os militares. Isso ficou evidente no programa seguinte (de 13/11) quando veiculou um vídeo que mostrava atos de barbárie cometidos por jovens militares contra outros jovens militares, a pretexto da prática conhecida como trote. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trotes muitas vezes acabam se transformando em casos de polícia, não só nos meios militares como em acadêmicos, levando esta prática a ser até mesmo proibida em vários estabelecimentos. Existem casos famosos a respeito de mortes ocorridas durante os rituais de recepção dos "calouros" ou ainda das humilhações a que são submetidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 1980, um estudante de jornalismo morreu em decorrência de socos na cabeça, quando veteranos insistiam em cortar seu cabelo. Um outro estudante, de Goiânia, teve uma parada cardíaca ao fugir do trote. Edison Teng Hsueh foi encontrado morto, na piscina da Associação Atlética da Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo, vítima de afogamento mecânico (o que significa que, mesmo não sabendo nadar, tenha sido jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nas instituições militares não é diferente, nem no Brasil nem no resto do mundo. Existem muitos relatos de trotes. E m 2004, por exemplo, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), considerado o melhor do País na formação de engenheiros aeronáuticos, houve denúncias de que os calouros estavam sendo obrigados a mergulhar de madrugada numa piscina de água gelada, ficar noites sem dormir e enfrentar brincadeiras violentas e humilhantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tanto no meio militar como no civil o trote é uma tradição que vem perdendo força e sendo condenada em sua prática abusiva, pelos vários setores da sociedade, por se tratar do que muitos consideram um ranço medieval que contraria os direitos humanos e os do cidadão, numa total falta de sintonia com os princípios éticos e legais que devam fazer parte das sociedades modernas e com pretensões de civilidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Reação desproporcional, vingança covarde e despreparo editorial são as qualificações que merecem ser dadas à veiculação da matéria sobre o trote militar. Não que esse tipo de atrocidade, como nenhuma outra, deva ser omitida, quando se tratar de denúncia que vise a alertar as autoridades e a sociedade para que práticas como estas deixem de ocorrer. Mas, nesse caso, a intenção foi outra. E todo mundo, novamente, percebeu. Foi um tiro no outro pé. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém, ao tentar calar a boca dos que reagiram ao último &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt; e, mais uma vez, humilhar os militares em praça pública, o programa carro chefe das noites dominicais da&lt;i&gt; Globo&lt;/i&gt; forneceu o que, na linguagem jornalística chamamos de gancho, para alavancar a veiculação de alguns temas que os militares e os entendidos no assunto vêm tentando trazer à discussão e ao conhecimento público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O primeiro deles refere-se à qualidade das pessoas que os inomináveis baixos salários e a necessidade de contingente humano têm obrigado as Forças Armadas a aceitar em seus quadros. Embora a matéria do &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt; não tenha citado a participação de oficiais superiores, guardadas as devidas proporções, os baixos salários já trazem sérias conseqüências a este contingente também. As gravíssimas conseqüências que poderão advir deste problema, total e propositadamente ignorado pelos subseqüentes governos dos últimos 30 anos, poderão revelar surpresas bastante desagradáveis, e porque não dizer trágicas, num futuro bem mais próximo do que muitos suspeitem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo, a traição. Para quem conhece o peso de sua relevância no meio militar, por causa do tamanho do estrago que pode fazer numa missão, é um crime gravíssimo que enquadra não só o traidor, mas também aquele que o tenha estimulado, seja por compensação financeira, omissão ou por se aproveitar das vantagens obtidas com a traição. Sendo assim, a matéria presta um desserviço ao país por estimular e dar notoriedade ao produto de um ato de traição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O despropósito da matéria fica caracterizado pela ausência de denunciantes. Isto é, ninguém foi mencionado como tendo levado o material à reportagem do &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;, mesmo que pedindo anonimato, com o propósito de fazer uma denúncia que reclamasse por justiça ou pretendesse providências. Simplesmente começa dizendo que o &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt; “teve acesso às imagens de tortura praticadas em quartel do Exército” e termina com divulgação de nota do Comando do Exército. Demonstrou a matéria a que veio: provocação e revanche. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só tem uma diferença, que naturalmente não terá a mesma vultosa veiculação: os responsáveis realmente serão punidos – muito diferentemente do que acontece com jornalistas criminosamente irresponsáveis e com a maioria dos políticos do país e que, diga-se de passagem, recebem salários bem melhores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enquanto isso, a &lt;i&gt;Bandeirante&lt;/i&gt;s veiculava uma entrevista exclusiva com o Deputado Federal e Ex-Chefe da Casa Civil, José Dirceu, no programa &lt;i&gt;Canal Livre&lt;/i&gt;, fazendo com que muitos jornalistas sérios e honestos continuem a ter orgulho da profissão que exercem. Que fique, também, uma sugestão à &lt;i&gt;Record&lt;/i&gt;: passar a revista de entretenimento do domingo para o mesmo horário do &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;. A população que não tem TV a cabo agradeceria esta nova opção mais saudável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-7607482834239805375?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/7607482834239805375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=7607482834239805375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7607482834239805375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/7607482834239805375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/reao-ao-fantstico-ato-falho-agora-globo.html' title='Reação ao fantástico ato falho: agora, a Globo deu um tiro no outro pé'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476706212048439128.post-4037138610425160668</id><published>2008-09-15T19:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T19:11:17.248-07:00</updated><title type='text'>Fantástico ato falho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4286" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4286&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/colunistas.php?aid=110&amp;amp;language=pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Christina Fontenelle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em 10 de novembro de 2005 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Resumo: A Rede Globo poderia mostrar como todos os brasileiros pagam gordas somas a alguns cidadãos que fizeram o imenso favor de tentar transformar o Brasil num país comunista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;© 2005 MidiaSemMascara.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A Rede Globo está brincando com fogo ao assumir uma série de posturas que somente a sua direção parece não perceber que estão colocando as organizações Marinho no caminho da decadência, da qual será bastante difícil se recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emissora e seus associados está ultrapassando todos os limites da ética, do bom senso e do mínimo de imparcialidade que se espera ter dos organismos de comunicação de massa, com a enorme capacidade de penetração que ainda possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fantástico que seu programa dominical – que tem o mesmo nome desse adjetivo da língua portuguesa – ainda esteja insistindo em dar destaque a fatos relacionados ao período do governo militar, que, ainda no mundo de hoje, consegue ter a coragem de chamar de "ditadura", fazendo questão absoluta de continuar a perpetuar uma imagem, insustentavelmente mentirosa, de "glamour" e heroísmo de terroristas, declaradamente intencionados a fazer deste país uma ditadura comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ditadura que aplacou a luta armada comunista, desarticulou fascistas de direita e "obrigou" o Brasil a erradicar a miséria e o desemprego de pelo menos 60% da população e que colocou o país nos trilhos do desenvolvimento. Ditadura que permitiu aos comunistas desenvolverem talvez a mais bem sucedida campanha promocional de sua ideologia de todos os tempos, em escolas, universidades, nas artes e na mídia. Ditadura que foi permitindo a infiltração da militância comunista em todas as instituições, públicas e privadas. Ditadura que, em vinte anos, causou a morte e prendeu a "assustadora" quantidade de 500 pessoas e salvou do horror comunista uma ínfima maioria de 90 milhões de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria do Fantástico reclamava da demora da liberação dos arquivos da "ditadura" ao acesso público e retomava a denúncia da queima de documentos oficiais daquele período, ocorrida ao lado de um quartel da Aeronáutica, em dezembro de 2004. Passou mais de 4 minutos comparando os laudos anterior e atual, como se estivesse prestando um grande serviço à nação que, cercada em escândalos de corrupção, falta de dinheiro e de perspectivas, estaria imensamente preocupada com uma suposta ditadura que afetou cerca de 0,001% da população brasileira, há 41 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No imenso tempo dedicado à matéria, o Fantástico não reservou, entretanto, um único segundo, para falar do real interesse por parte das Forças Armadas em que todos os arquivos sejam abertos INDISCRIMINADAMENTE – naturalmente, para que todos os brasileiros possam também conhecer melhor personalidades que ainda hoje posam de heróis. Sobre isso, falou a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rusef, que disse que os documentos já estão quase prontos para ser divulgados, FEITAS AS DEVIDAS CENSURAS que, segundo ela, poderiam revelar particularidades da vida íntima de pessoas, consideradas IRRELEVANTES ou ETICAMENTE INAPROPRIADAS: "Não se pode revelar a intimidade das pessoas, assim, irresponsavelmente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos nós brasileiros entender que, muito provavelmente, estas particularidades estejam relacionadas com atitudes de seus colegas que viriam a revelar o frio planejamento de seqüestros, de assassinatos, de assaltos a bancos e de atentados terroristas – tudo em nome do ideal comunista, e não democrático, como insistem alguns em ainda mentir. Ideal este que, ainda hoje, cultua o princípio de que os fins justificam os meios e para o qual todo aquele que comete crime em nome da revolução é “herói”, e todo aquele que reage a ele é traidor "dos anseios do povo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, durante toda a apresentação da matéria, fotos e mais fotos de trechos dos documentos queimados que continham palavras como "tortura", "amarrado", "pendurado" e coisas do gênero. Não revelaram outra como assassinato a sangue frio de militares, explosões para trucidar civis em nome da causa e assalto seguido de morte para angariar fundos para o movimento. Afinal, para a mídia, isso não existiu, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não deixaram muito claro, na matéria, que as pessoas envolvidas nos episódios deste capítulo de nossa história, optaram pela luta armada para promover a revolução comunista, por livre e espontânea vontade e que, hoje, recebem pagamentos ou já receberam indenizações dos cofres públicos por isso. Todos nós brasileiros pagamos gordas somas a estes cidadãos e aos seus familiares por terem nos feito o imenso favor de tentar fazer do Brasil um país comunista. Muito justo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o mais fantástico ainda estava por vir. A matéria seguinte mostrava o arrependimento de um pobre cientista que ajudou a construir a bomba atômica e a frieza de dois militares que jogaram as bombas em Hiroshima e Nagasaki. Tema requentado, embora polêmico. A ausência de fato ou datas que justifiquem a veiculação da matéria e a abordagem da personalidade dos envolvidos, mostrando a sensibilidade científica e a implacabilidade militar, só nos leva a crer que o objetivo tenha sido passar a seguinte mensagem, que, de tão óbvia, custa-me ter que qualificá-la de subliminar: militares são torturadores e implacáveis assassinos cumpridores de ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato falho da mídia global ao constatar a desconstrução da mentira heróica dos canalhas comunistas e a inegável maior competência governamental dos governos militares – inegavelmente, também, infinitamente menos corruptos. E o pior: a população inteira já enxergou isso. Realmente é fantástico!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476706212048439128-4037138610425160668?l=memoriamidiasemmascara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/feeds/4037138610425160668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8476706212048439128&amp;postID=4037138610425160668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4037138610425160668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476706212048439128/posts/default/4037138610425160668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamidiasemmascara.blogspot.com/2008/09/fantstico-ato-falho.html' title='Fantástico ato falho'/><author><name>IMORTAISGUERREIROS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00969286393871497162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_F1DrDNRkivc/SRSWXyzguoI/AAAAAAAABo4/xXJTGXD4xLE/S220/zzzzzzzzzzzzzzz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
